20/04/2014

Basta de violência policial nas comunidades em Niterói! Vamos à Luta pela desmilitarização da PM!


Mariana Nolte – Vamos à luta UFF

Uma semana nada santa para os moradores da comunidade do Caramujo em Niterói que sofreram mais uma vez com a violência policial. Dois jovens foram assassinados: Anderson Silva, de 21 anos, foi baleado ao sair de uma vigília de Páscoa na Igreja e Emanoel Gomes, de 16 anos, foi atropelado por um “caveirão” do BOPE. “A gente que mora aqui se sente na guerra”, afirmou uma moradora do Caramujo ao jornal O Fluminense. Indignados, centenas de moradores realizaram um protesto na tarde de sábado queimando carros e ônibus e paralisando avenidas importantes da cidade.

Rodrigo Neves quer reforçar violência nas comunidades

No ano passado, o grito “Cadê o Amarildo?” ganhou as ruas expressando a revolta com a desaparecimento do assistente de pedreiro Amarildo de Souza, torturado e morto por policiais militares da UPP da Rocinha ou o brutal assassinato da auxiliar de serviços gerais Claudia Ferreira. De lá pra cá, uma série de denúncias e protestos vem acontecendo em favelas da cidade do Rio de Janeiro, contra a ocupações militares das comunidades. O projeto da UPP implementado pelo primeiro mandato do governo Cabral e com apoio governo Lula demostrou que veio para intensificar a criminalização da pobreza e a repressão nas comunidades, caindo por terra o discurso de “guerra ao tráfico” ou “guerra às drogas”. A recente invasão das Forças Armadas ao Complexo da Maré, sustentada por Dilma e Pezão mostra que esse tipo de ação truculenta, que mais lembra os anos de chumbo de Ditadura Militar, está intimamente liga ao projeto de cidade dos ricos, dos gringos, e dos megaeventos das FIFA e do COI.

Ainda assim, o governo de Rodrigo (PT/PMDB/PCdoB), em parceria com o governo estadual, quer implementar a partir do próximo mês este mesmo modelo de segurança pública na cidade de Niterói. Para dar legitimidade a este projeto, a prefeitura convocou para o dia 10/04 uma marcha organizada por uma ONG presidida pela esposa do prefeito, coagindo os servidores da prefeitura a participarem do evento. Além disso, no dia 16/04, a prefeitura realizou, no Campo de São Bento, uma cerimônia de entrega de 50 armas de choque para guardas municipais. Segundo a própria prefeitura em matéria oficial do site (http://www.niteroi.rj.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2207:2014-04-16-23-52-53) as armas devem ser usadas na atuação com usuários de drogas nas ruas.

A direção majoritária “Há quem sambe diferente” (UJS-PCdoB/PT) do DCE da UFF participou de uma reunião no dia 03/04 com a Prefeitura de Niterói na qual todo este projeto foi apresentado. Por seu atrelamento ao governo Rodrigo, não denunciam essa política e não chamam os estudantes da UFF a enfrentar a prefeitura por outro plano de segurança pública para a cidade.

Investir nas áreas sociais e desmilitarizar a PM!

Para pôr fim à violência nas comunidades e periferias é necessário acabar com a PM que mais mata no mundo, por isso lutamos pela desmilitarização da polícia, uma das pautas que ganhou as ruas durante e depois das Jornadas de Junho de 2013. Nas últimas semanas ocorreram fortes e vitoriosas greves militares nos estados do MA, PA e BA. Apoiamos a luta dos trabalhadores policiais por aumento de salário, melhores condições de trabalho e fim do tratamento desumano que impera na ditadura dos quartéis. Somos contra as perseguições que afetam as lideranças militares dessas lutas, como ocorre agora contra o Prisco da Bahia. A polícia é parte das forças armadas da burguesia e o braço armado do capital por isso apoiamos essas greves ao mesmo tempo em que exigimos que os militares de baixa patente se neguem a seguir sendo utilizados pelos oficiais de alta patente como instrumento de repressão nas favelas e nos protestos sociais.

Também é necessário investir nas áreas sociais a nível federal, estadual e municipal, pois essa de fato é verdadeira política de segurança pública que necessitamos. Sem parar de pagar a dívida e deixar de destinar bilhões pra FIFA nenhum dos problemas sociais serão resolvidos.


Estamos ao lado da comunidade do caramujo em Niterói: queremos que suas reinvindicações sejam atendidas e os responsáveis por esse crime brutal sejam punidos.    

Todo apoio à greve do Brasa!

Desde o dia 10/04 os trabalhadores do estaleiro Brasa estão paralisados, o estopim foi o anuncio da empresa que o pagamento da PLR - Participação nos Lucros - seria de forma parcelada e a não aceitação da Comissão de Fabrica, como interlocutora dos trabalhadores nas negociações da Campanha Salarial.
O estaleiro Brasa tem como uma das principais acionistas a Empresa holandesa SBM, a mesma envolvida nos escândalos de pagamentos de propina para obtenção de contratos de aluguel de navios-plataforma para a exploração do pré-sal. O valor do contrato para a construção do estaleiro no Brasa em parceria com a SBM com a Petrobras passa dos 2 bilhões de reais.
Mostrando toda a intransigência com os trabalhadores, o Brasa acaba de demitir 14 cipeiros do estaleiro e descontar os dias parados no pagamento do adiantamento dos trabalhadores. Não podemos aceitar que os trabalhadores sejam demitidos e penalizados por lutarem por seus direitos.
O PLR que será pago dia 30/04 deve ser estendido de forma proporcional a todos os trabalhadores e não somente aos que entraram na fábrica antes de outubro de 2013. Isso deixaria mais de 60% dos trabalhadores de fora da PLR.
Por outro lado, de forma intransigente, a empresa já informou, através de um comunicado, o não reconhecimento da Comissão de Fabrica, reconhecendo apenas a direção do Sindicato como intermediadora das negociações salariais. Sendo que a atual direção do sindicato está ilegal, pois o mandato está vencido há dois anos e ilegítima, visto que a direção do sindicato está contra a greve dos trabalhadores do estaleiro Brasa. E a pedido da Empresa o sindicato entrou com carro de som no pátio do estaleiro Mauá, acompanhado de 04 seguranças armados, para tentar convencer os trabalhadores a retornarem ao trabalho. Sendo rechaçados pelos trabalhadores.
Nós do Vamos à Luta somos solidários e apoiamos a greve dos trabalhadores metalúrgicos do Brasa. Também exigimos que a empresa abra o dialogo e negocie com os operários para a fim de solucionar os conflitos.

 - Exigimos a abertura imediata das negociações por parte do estaleiro Brasa
 - Pela reintegração imediata dos 14 cipeiros demitidos
- Nenhum desconto dos dias parados
- Pagamento proporcional da PLR aos meses trabalhados de cada um.
- Pelo reconhecimento da Comissão de Fábrica, como representante legitima dos trabalhadores do Brasa

17/04/2014

Porto Alegre: Grande ato secundarista aponta o caminho para derrotar o aumento de passagem!

Nessa quarta-feira (16/04), os estudantes do Grêmio do Julinho e do Grêmio do IE construíram a maior marcha de rua desde que o novo aumento de passagem vigorou. Cerca de 400 estudantes tomaram as ruas pela manhã, dizendo com palavras de ordem ao prefeito Fortunati que não aceitarão mais este ataque, que atinge diretamente o bolso do estudante e do trabalhador de Porto Alegre e região.  
Fortunati mostrou que governa centralmente para garantir os lucros gigantescos da máfia do transporte público. Aumentou este ano novamente achando que conseguiria silenciar o movimento estudantil e de trabalhadores. Somado ao aumento da passagem, estão a inflação dos alimentos e os gastos absurdos com a Copa da Fifa. Esta Copa, por sinal, orquestrada por Dilma/FIFA, só servem aos interesses das grandes empreiteiras e grandes empresários, pois destina milhões de verbas para construir estádios enquanto falta para educação, para saúde e para o transporte público. Mas, se depender dos estudantes do Julinho e do IE, e de todas as escolas e universidades que quiserem se somar à luta, este novo aumento não irá se manter, pois como os próprios secundaristas gritaram hoje: “Não vai ter Copa, Nem Aumento!”
O grande ato de hoje mostra que existe um gigantesco espaço para apostar na mobilização. Após as mobilizações de junho de 2013 o Brasil não é mais o mesmo. Esta juventude indignada dos colégios públicos é parte da mesma luta que os rodoviários e garis do Rio de Janeiro travaram. Está unida, como se mostrou em frente à prefeitura, aos trabalhadores municipários que sofrem na pele a política de arrocho salarial e precarização dos serviços públicos do prefeito Fortunati. Queremos saudar também os sindicatos combativos que nos apoiam, como o 39º Núcleo do CPERS e o Sintrajufe/RS (sindicato dos trabalhadores do judiciário federal), que apoiaram na estrutura do nosso ato. Essa unidade entre estudantes e trabalhadores é fundamental para avançarmos em cada vez mais vitórias para os de baixo, derrotando os de cima. Este aumento só será barrado nas ruas, assim como foi ano passado.
É preciso que o Bloco de Lutas, que foi fundamental para barrar o aumento no ano passado, retome a ofensiva e o caminho das mobilizações de rua. Acreditamos que sem grandes mobilizações de rua será impossível derrotar esse aumento que atinge o bolso dos trabalhadores e estudantes, e lutar pela estatização do transporte público sob o controle dos trabalhadores rodoviários e usuários, que seria a melhor forma de resolver o problema do transporte na cidade e no país.

Vamos à luta seguindo nas ruas contra o aumento!

Se a passagem não baixar, Porto Alegre vai parar!

15/04/2014

Vamos à luta pelo direito à moradia! Chega de remoções e extermínio do povo pobre!

“Podem me prender
Podem me bater
Podem, até deixar-me sem comer
Que eu não mudo de opinião
Daqui do morro
Eu não saio, não”
Zé Keti


Quando a família real e a corte portuguesa chegaram ao Rio de Janeiro em 1808, muitas famílias receberam na porta de suas casas o carimbo “PR”, popularmente conhecido como “Ponha-se na Rua” que significava que, a partir daquela momento, as pessoas deveriam deixar suas casas para dar lugar à realeza. Pouco mais de um século depois, quem chega é a Copa da FIFA e, além dos carimbos e correspondências – quando estes aparecem –, chegam tratores, tanques de guerra, balas de borracha e balas de chumbo. Do príncipe-regente à presidenta alteram-se os sujeitos e permanece a lógica de privilégio da classe dominante em detrimento da classe dominada.

A Copa da FIFA chegou para acelerar e aprofundar a desigualdade social nas cidades de forma brutal, processo que se expressa com intensidade na cidade do Rio de Janeiro, a menina dos olhos do projeto privatista de cidade do governo “democrático e popular” de Lula a Dilma, aliados de Cabral/Pezão e Eduardo Paes. Em “parceria”, como a própria presidenta Dilma gosta de dizer, PT e PMDB, depois de orquestrarem a invasão militar do Complexo da Maré (30/03), despejaram na última sexta-feira centenas de famílias que ocupavam o prédio da TELERJ, atual propriedade da empresa de telefonia Oi e abandonado a décadas.

Impressionam as cenas de violência e repressão praticadas pela PM a mando do governo e do prefeito. No entanto, impressionam mais ainda a força e a resistência dos moradores da comunidade despejada, indignados com sua situação e conscientes da necessidade de lutar para conquistar seu direito à moradia. Em um vídeo uma trabalhadora questiona: "Se a Dilma tem dinheiro pra deixar o Rio de Janeiro bonito pro gringo por que ela não dá pra gente moradia”? Em outro  vídeo, um trabalhador afirma: "A gente só quer o nosso cantinho pra acordar e ser feliz. Dizer assim: 'Eu tenho um teto'! Aí vem falar que o país é rico... É rico de que? De quê que o país é rico? É rico de pobreza. É rico só os magnatas. Nós somos pobres".
            
O aprofundamento da crise econômica no país com aumento nos índices de inflação é combinado a um processo de absurda alta no valor do preço dos aluguéis, fruto da especulação imobiliária que cresceu na cidade com a realização dos megaeventos. Além disso, os serviços públicos estão cada vez mais precarizados, pela falta de investimentos nacional e estadual, baixa remuneração dos servidores e processos de privatização, como o das OS’s na saúde. Quanto mais o governo arrocha os salários, ataca os direitos, reprime e remove comunidades inteiras de seus territórios para atender os interesses da FIFA, dos banqueiros e dos empresários, maior é o efeito bumerangue que isso provoca. Enquanto o governo sofre este efeito, seus braços no movimento, como a direção majoritária da UNE (UJS-PCdoB/PT), atuam para salvar Dilma das críticas e enfrentamentos, reivindicando o falido discurso do “legado da Copa” e convocando a juventude brasileira a fazer trabalho voluntário para a FIFA.
            
Depois das Jornadas de Junho, quando a ação direta das massas nas ruas produziu conquistas concretas, nada foi e será como antes nesse país. Em 2014 já são incontáveis os números de greves nas quais a classe trabalhadora organizada com sua democracia e métodos de luta derrotou governos, patrões e direções sindicais burocráticas obtendo triunfos. É hora de seguir o exemplo dos sem-teto, dos rodoviários de PoA, dos garis do RJ e do ABC, dos militares do PA e MA, unificando as lutas por aumento de salário, redução da jornada e melhora nas condições de trabalho, por transporte público de qualidade com tarifa zero, por habitação popular e pelo fim das remoções, do extermínio do povo pobre e da militarização das favelas e acabar com os investimentos na Copa da FIFA e aplicar as verbas em saúde e educação.

14/04/2014

Dois caminhos para o Bloco de Lutas

Queremos com este texto abrir um debate fraterno com os companheiros que assim como nós do Coletivo Vamos à Luta participam do Bloco de Lutas e que acompanham suas políticas e suas ações. Devemos primeiro partir do patamar que desde as Jornadas de Junho do ano passado o país entrou em uma nova situação: de ofensiva da luta da juventude e da classe trabalhadora!
Antes mesmo de junho, tivemos aqui em Porto Alegre as lutas de abril contra o aumento da passagem que, colocando dez mil pessoas nas ruas, conseguiu revogar o aumento contra todas as tentativas de criminalização por parte do governo Fortunati e Tarso e da mídia.  Este feito colocou na ordem do dia uma premissa fundamental: que apenas a mobilização e as massas nas ruas conseguem impor derrotas para os de cima e garantir conquistas para os de baixo. Foi esta premissa que levou milhões de pessoas as ruas em Junho e que também permeou todas as lutas de nossa classe até agora, como o exemplo mais recente da espetacular vitória dos garis do Rio de Janeiro, que em pleno carnaval desafiou as ameaças da prefeitura e garantiu, com a força unicamente da mobilização, uma vitória econômica importantíssima e uma vitória política categórica contra os representantes da burguesia. 


O Bloco precisa voltar a apostar na mobilização de massas

Esta é a estratégia que defendemos: a da mobilização de massas como única forma de impor conquistas e mudanças profundas. Infelizmente um setor do bloco (FAG, Frente Autônoma e Utopia e Luta) abdica desta estratégia no momento em que, numa situação potencialmente de mobilização com mais um aumento abusivo das passagens, canaliza toda a sua ação para a construção de um projeto de lei sobre o transporte 100% público e para um pequeno acampamento em frente à prefeitura, ao invés de apostar na agitação nos locais de trabalho e de estudo para a construção de marchas massivas para que mais uma vez se revogue o aumento da passagem. Achamos equivocadas as táticas que estão sendo adotadas pela maioria do Bloco, por que:

  1. Nenhum Projeto de Lei radical passará pelo parlamento burguês sem o povo na rua para que se imponha isso. Nós não temos nenhuma confiança nas instituições que representam os interesses dos patrões, a única forma de expropriar a máfia do transporte é com greves e mobilizações multitudinárias.
  2.  Para isso não se pode substituir o movimento de massas. Se em abril não foi uma liminar que garantiu a revogação do aumento, tampouco foi somente o Bloco de Lutas, mas sim, como já falamos, os 10 mil que foram às ruas de forma combativa no qual o Bloco naquele momento conseguiu canalizar a indignação do povo e catalisar a luta colocando mais gente nas ruas contra o aumento. A construção de um pequeno acampamento vai à contramão disso, pois como se viu o Bloco chegou até a cancelar uma marcha pelas ruas da cidade para garantir a manutenção do  acampamento. Somos categóricos em relação a isso: não será um acampamento do Bloco de Lutas que revogará o novo aumento, mas sim as marchas como as de abril e junho de 2013. Para isso, é necessário ser obcecado por ampliar a luta para além dos ativistas do próprio bloco.
  3. Para ampliar esta luta temos que dialogar com a indignação e as necessidades imediatas da população. As pessoas estão furiosas com este novo aumento e não temos o direito de dizer a elas que isso é secundário ou mesmo sem importância frente a um transporte 100% público: elas estão dispostas a ir para as ruas contra o aumento. Em primeiro lugar temos que chamar atos contra o aumento, centralmente, para que quando se massifiquem as marchas e se revogue a passagem o povo saiba por ele mesmo que é a luta nas ruas que pode conseguir o transporte 100% público.


                 Os secundaristas apontaram o caminho

Um exemplo da estratégia da mobilização e da vinculação com a indignação das massas vem do movimento secundarista, através do Grêmio do Julinho. Que na semana passada mobilizou um importante ato com mais de 300 estudantes da escola e que nesta quarta-feira mobilizará outro, conjuntamente com o Grêmio do IE. É este o caminho, em nossa opinião, para derrotar o novo aumento: a construção incessante de atos e marchas contra o aumento das passagens!
Consideramos errônea a posição do coletivo Juntos que vota nas entidades na qual participa contra a construção destes atos, como foi o exemplo no Grêmio do Julinho, no qual o coletivo votou contra o próximo ato de quarta-feira alegando que não há espaço para mobilização.

As greves mostram que junho não terminou
Os garis do Rio de Janeiro e do ABC paulista, os Rodoviários de Porto Alegre, os operários da Comperj, dentre tantos outros setores da classe trabalhadora mostram que junho ainda não terminou. Precisamos lutar com todas as nossas forças para construir novas mobilizações massivas para impor mudanças profundas em nossa sociedade. Isto está colocado na ordem do dia: outros junhos virão e serão implacáveis contra os governos que impõe diariamente ataques contra nossas condições de vida!
Por fim, queremos ressaltar que hoje se confrontam dois caminhos a seguir pelo Bloco e pelas entidades que lutam e mobilizam contra o aumento. O caminho de massificar a luta, apostando na mobilização de massas para derrotar o aumento, ou o caminho de canalizar a indignação expressa pela população trabalhadora contra o aumento para um abaixo-assinado que visa aprovar um projeto-lei no parlamento, que sabemos que não aprova nada que beneficia os trabalhadores e a juventude sem que tenhamos mobilizações de massas nas ruas. Nós do Coletivo Vamos à Luta apostamos no primeiro caminho.

Mobilizar como os garis e a passagem vai cair!
Não vai ter Copa! Nem aumento! 

12/04/2014

Mais um caso de censura envolve o senador Aécio Neves

Everton Luiz - Vamos à Luta MG
                CST PSOL/BH

Aécio Neves(PSDB-MG) envolveu-se mais uma vez em um escândalo. O estudante de Ciências Sociais da PUC-RS, Marcelo Ximenes foi expulso de um evento por ter feito uma pergunta sobre o apreendimento de 445 quilos de cocaína no helicóptero pertencente à família Perrella, conhecida em Minas Gerais por ter dirigido o Cruzeiro Esporte Clube e que conta também com o senador Zezé Perrella que assumiu a vaga do falecido Itamar Franco, seus aliados políticos. O estudante foi expulso por dois seguranças do evento, o motivo seria por que a pergunta estava sendo feita da maneira errada no tempo errado, o estudante justifica que gritou pois ninguém leria a pergunta se escrevesse: Eu gritei alto (a pergunta), já que não tinha microfone. Se eu colocasse uma pergunta como essa no papel, ninguém ia ler. Esse não é um espaço democrático, como todo espaço da direita. Que democracia é essa que não se pode fazer uma pergunta? 

Os casos de censura envolvendo o senador Aécio Neves não são novidade, o senador mineiro moveu um processo contra os sites de buscas Google, Bing e Yahoo tentando evitar que as mesmas pudessem colocar qualquer busca de seu nome e associá-lo a entorpecentes, uma atitude de censura previa, o processo foi movido no mês de Dezembro de 2013 em segredo no estado de São Paulo. O processo também visava evitar a ligação entre Aécio e drogas em redes sociais.

Em Minas Gerais o senador teve bastante aprovação quando da sua eleição, e isso se deve muito ao sistema de “cala a boca” que este implantou na imprensa de Minas Gerais.  Aécio está sendo processado por desvio de verba de R$ 4,3 bilhões da saúde o que até hoje toma páginas de site e jornais impressos de matizes da esquerda, entretanto o caso nunca foi divulgado na grande mídia. A denúncia existe desde 2003, quando Aécio era governador, a acusação compreende todo o período em que era mandatário do governo do estado, de 2003 à 2008.

Outro caso conhecido foi do dono do “Novo Jornal” ferrenho opositor ao ex-governador que foi preso por formação de quadrilha no final do mês de janeiro por utilizar um veículo de comunicação para intimidação e linchamento moral de seus adversários políticos, também há denuncias de falsificação de documentos públicos e privados. O dono do jornal já foi processado por Aécio e Márcio Lacerda (prefeito de Belo Horizonte).
 
O Choque de Gestão e a Política Econômica

Aécio Neves implantou na primeira gestão o chamado “Choque de Gestão”, o plano era o enxugamento da máquina pública, otimização de recursos e redução de despesas para acumular verbas e garantir o pagamento das dívidas do estado. Porém, a política do choque de gestão é um programa de transferência de renda pública aos empresários e banqueiros credores do estado de MG. Aécio congelou o salário dos servidores e promoveu grandes terceirizações optando por contratar funcionários precarizados ao invés de promover concursos públicos. Essa política também não recebeu qualquer crítica das grandes mídias.

O senador já foi alvo de documentários produzidos por estudantes de Belo Horizonte, que relatam a censura promovida por ele, inclusive com depoimentos de jornalistas que afirmam terem sido demitidos por fazer textos críticos ao senador. Os documentários já foram exibidos na Inglaterra e EUA, o Le Monde, da França, também exibiu reportagem no jornal impresso apontando as críticas de censura que sofre o atual senador.
 
O Governo Dilma/PT e Aécio Neves/ PSDB são inimigos da democracia
 
O ex-governador passa por um processo de improbidade administrativa e somente à difusão de informação e mobilização por parte da esquerda consequente pode fazer com que Aécio Neves seja julgado e tenha essa face revelada em MG.
 
O AI-5 de Dilma, que quer proibir manifestações durante a Copa do Mundo tem muito a ver com a política de Aécio e PSDB, não à toa seu apadrinhado e também ex-governador de MG Antonio Anastásia(PSDB) enviou as tropas da Força Nacional de Segurança para reprimir manifestantes nas jornadas de junho. Aécio, PSDB e PT são aliados mas não apenas no que diz respeito ao plano econômico, agem da mesma forma com relação às manifestações, censuram à imprensa, e reprimem qualquer movimento social que os conteste.
 
Os meios de comunicação da burguesia escondem os fatos que denunciam seu filho pródigo e principal aliado para candidatura a presidente.

É preciso derrotar nas urnas e nas ruas aqueles que querem nos calar!

Estudantes fazem greve de fome na UENF

O Vamos à Luta entrevistou no dia 9/4/2014 os estudantes de  Luiz Alberto Araújo da Silva, do curso de Agronomia e Gustavo Frare Ribeiro do Valle, que cursa Ciências Biológicas. Ambos fazem greve de fome e estão acampados em frente a reitoria da UENF.

Vamos à Luta: por que vocês decidiram fazer greve de fome?
A decisão foi feita por conta da dificuldade de negociar com a Reitoria da UENF - sua imobilidade, não temos assistência alguma. O Luiz é o único estudante cotista do curso, os outros 4 saíram. Por isso, a luta vai além do Luiz. Nos colocamos com força porque o povo negro unido é forte não teme à luta e não teme a morte. O Luiz está em greve de fome desde segunda e o Gustavo quis aderir para ajudar a fortalecer a luta.

Vamos à Luta:  o governo estadual Cabral/Pezão previu apenas 3% do orçamento de 2014, para custear universidades e escolas técnicas. Você acha que isso contribui para agravar a situação da UENF?
Esses 3% na verdade são um descaso e isso fica visível na UENF. Por exemplo, o  aperto orçamentário é o principal problema da universidade, o que a reitoria alega sempre para não implementar as politicas necessárias de assistência estudantil. Nunca existe dinheiro disponível. 
É uma politica do governo para quebrar a universidade pública, a educação pública como um todo favorecendo a iniciativa privada e não é isso que a gente quer. Nós queremos uma educação pública, popular e de qualidade. Não é uma educação privada financiada pelo governo. Não queremos PROUNI. Queremos a universidade pública funcionando com o dinheiro necessário para que ela funcione. Essa diminuição do orçamento é visível e na UENF temos uma redução progressiva do orçamento da universidade e não é isso que a gente precisa. Precisamos que a universidade tenha dinheiro pra sua manutenção e para os investimentos, não só na assistência estudantil mas no crescimento da própria universidade com novos cursos, novos professores, instalação pro campus, material isso é o que a gente precisa: mais orçamento para educação!

Vamos à Luta: O Governo federal e o governo estadual estão gastando bilhões com a Copa do Mundo da FIFA. Você acha que esse dinheiro poderia ser investido para melhorar as universidades ao invés de obras para a Copa?
É claro. Como não ver que poderia ser investido não só na UENF mas em todas as universidade do Brasil e cremos que não só nós mas muitos estão revoltados com esses investimentos na Copa. Deixa a gente até sem palavras porque demonstra o desrespeito que o governo tem com o futuro dos estudantes. Aquela marchinha que cantávamos: "Da copa eu abro mão, eu quero é dinheiro pra saúde educação!" E está claro que foi um investimento errado!
O nosso pais tem problema com saneamento básico ainda. A gente não devia estar fazendo uma festa , porque a copa é isso e vai dar dinheiro pra quem já tem dinheiro. Porque quem vai ganhar é dono de cervejaria, dono de hotel, as empreiteiras o pobre no máximo um vendedor ambulante vai ter uma semana boa. Fora isso, a gente não vai passar na porta dos estádios porque tem um bloqueio de 5km em torno deles.  A gente nem vai ver a festa. 
Como o nosso Ministro disse, os estádios da copa não foram feitos pro torcedor comum. É isso! Não é pra gente a festa! O nosso dinheiro não deveria estar aí.

Vamos à Luta: No site da uenf há uma matéria do reitor da universidade na posse do atual governador Pezão e uma foto sorridente com o presidente da Alerj Paulo Melo do PMDB dizendo que a pauta dos docentes e técnicos estava sendo atendida, no entanto a ADUENF desmentiu essa versão. O que você pensa a respeito?
O reitor é um braço do estado dentro da universidade. Não vou falar da incompetência dele porque ela é óbvia, a evasão da uenf chega a 50% em alguns cursos. É evidente que não existe interesse em resolver pautas da UENF, seja dos docentes, técnicos ou estudantes. O interesse dele é representar o estado aqui dentro. O estado que quer sucatear a educação e ele tá fazendo esse papel junto com Pezão, junto com o Cabral (como ele estava) e junto com o Paulo Melo . 
Acreditar que o nosso reitor está empenhado é algo para se duvidar. Até hoje ele diz que está se esforçando mas infelizmente foi sempre esse papo que ele deu e por isso temos que ser descrédulos em relação ao que diz.

Vamos à Luta: a assembleia dos estudantes votou realizar um comando de greve unificado com professores e técnicos. O que você acha?
Quanto mais nos juntarmos e cobrarmos juntos a nossa pauta, mais força teremos no nosso movimento e mais rápido vamos alcançar nosso objetivo que é uma educação pública de qualidade. É isso basicamente que todos queremos: são demandas salarias de profissionais qualificados para atuar dentro da uenf e que tem que ser respeitados. Eles têm o direito, assim como nós temos o direito a assitência estudantil e juntos a gente vai vencer.

Vamos à Luta: O que, na sua opinião, os estudantes da uenf e de outras universidades devem fazer para conquistar suas reivindicações?

Tentamos chegar a um acordo mas como isso não aconteceu o que nos resta é o extremismo, como nós dois podemos demonstrar na nossa greve de fome. Só a luta constrói o País, só nos mobilizando a gente faz alguma coisa. Não adianta a juventude ficar olhando pra cima de boca aberta porque não vai chover, a gente tem que correr atrás e fazer a chuva vir e a nossa tá vindo pela nossa greve de fome que é uma luta política, é uma luta por direitos e eles vão ser atendidos. O governo vai nos ouvir e a democratização do ensino superior vai ser concretizada através luta.

11/04/2014

Estudantes do NPI fecham a perimetral em protesto à falta de segurança


Mariana Trindade
Matheus Cunha
Grêmio NPI - EA/UFPA


No dia 18 de março, o governo iniciou o projeto de duplicação da Av. Perimetral, o que causou muitos transtornos para a comunidade que por alí circula, entendemos que a obra é extremamente necessária, mas tem que ser pensada de forma que não prejudique a vida da população. Há cerca de 15 dias, o trecho em frente a Escola de Aplicação da UFPA foi interditado,ou seja, carros particulares e transportes coletivos não passam pelo local, fazendo com que a comunidade escolar e da região não possa transitar pela área. 

Desde que as aulas iniciaram(31/03/14) os alunos, professores e funcionários tem que se deslocar para as duas Avenidas mais próximas da escola para poder ter acesso aos transportes.Por falta de segurança e policiamento na área, mais de 20 assaltos ocorreram só na primeira semana de aula. Em decorrência disto, os estudantes da escola deliberaram em assembleia convocada pelo Grêmio, com mais de 200 alunos que haveria um ato e no dia 15/04 a mobilização aconteceu

O ato reuniu cerca de 300 pessoas, entre estudantes, professores, funcionários e representantes do movimento sindical e estudantil. Os alunos, indignados com a insegurança e descaso dos governos e empresas responsáveis pela obra, cobravam mais policiamento na área e uma melhor logística de acesso a escola.

Graças à mobilização a pauta foi garantida, a partir da sexta feira desta semana será implementado um sistema de policiamento no perímetro da escola no horário de entrada e saída dos funcionários e estudantes de todos os turnos. Mas uma uma prova que apenas com mobilização é possível garantir as vitórias almejadas pelo movimento.

Os estudantes da Escola de Aplicação seguem em estado de mobilização, caso as medidas de segurança não sejam implementadas ou se tornem insuficientes voltaremos às ruas com toda a nossa indignação.

Vamos à Luta

Grêmio do Julinho: Tomar as ruas novamente para derrubar o aumento da passagem!

O dia 09 de abril não sairá tão cedo da cabeça dos estudantes do Julinho, do Grêmio e do Vamos à Luta, pois mais de 300 secundaristas da escola tomaram as ruas contra o aumento da passagem e na defesa do passa livre estudantil. “NÃO VAI TER COPA E NEM AUMENTO”, esse é o grito da juventude indignada que quer repetir as Jornadas de Junho de 2013, quando aumentos de tarifas foram revogados em centenas de cidades, por milhões de pessoas que tomaram as ruas de norte a sul do Brasil. A galera do Julinho aprendeu com a vitoriosa greve dos garis do Rio de Janeiro, e por isso cantou que é necessário “MOBILIZAR COMO OS GARIS, QUE A PASSAGEM VAI CAIR"!

Não são raras as vezes em que os estudantes do ensino médio têm que escolher qual aula devem ir, pois sequer têm o dinheiro da passagem para se deslocar até a escola todos os dias. Essa é a realidade que o prefeito Fortunati vai agravar ainda mais com o aumento da passagem para R$ 2,95. É preciso apostar na unidade dos estudantes com os rodoviários, professores e todos aqueles que constroem o Bloco de Lutas e, a partir desta unidade, construir grandes mobilizações que possam derrotar, mais uma vez, o aumento da passagem e obter vitórias como o passa livre.

Ao final do protesto, no centro de Porto Alegre em frente à prefeitura, os estudantes permaneceram durante 1 hora cantando palavras de ordem e mostrando toda a sua indignação com o aumento, e uma nova manifestação foi marcada para a próxima terça-feira, 22/04. Sem dúvida nenhuma, como os próprios estudantes prometeram, “TERÇA FEIRA VAI SER MAIOR”. Depois deste vitorioso ato fica a certeza que o Grêmio do Julinho e o Vamos à Luta são parte daqueles que não sairão das ruas até derrubar o aumento da passagem, pela força das ruas! O espírito de junho permanece mais vivo do que nunca em cada um de nós.

10/04/2014

VIVA A GREVE GERAL ARGENTINA! TODO APOIO AO SINDICALISMO COMBATIVO!


Hoje ocorreu uma greve geral na Argentina com forte adesão por parte de nossa classe. A greve geral paralisou os transportes públicos, serviços de coletas de lixo e abastecimento, postos de gasolina, rádios, provocou cancelamentos de voos domésticos e internacionais, entre outros. Um “Parazo” com peso da esquerda combativa, como é reconhecido até pelos meios de comunicação da própria burguesia. 

Os trabalhadores cruzam os braços por aumentos de salários e contra o ajuste fiscal do governo Cristina Kirchner. Os trabalhadores sofrem com uma brutal inflação, baixos salários e “tarifaços” nas contas de água e gás. É fundamental seguirmos esse exemplo em toda América Latina contra todos os governos que aplicam as mesmas medidas de ajuste do governo Kirchner. Governos que como o de Dilma em nosso país dizem ser de “esquerda”, mas sempre governam para os empresários e os milionários de nosso planeta, em acordo com o imperialismo norte-americano.

É preciso unificar as lutas e realizar greves gerais para conquistar as pautas dos trabalhadores e do povo. A juventude indignada do Vamos à luta se solidariza e apoia essa forte mobilização dos trabalhadores argentinos. Viva a luta internacional da classe trabalhadora!

10/04/2014
Vamos à Luta – Juventude indignada!