17 de abr de 2015

SOMOS TODAS VERÔNICA! Vamos à Luta contra a LGBTfobia!

Eziel Duarte - Vamos à Luta PA
Randy Lobato - Vamos à Luta SP
Juninho Silaedson - CST/PSOL RJ

No domingo, dia 12/04, ocorreu o caso da brutal agressão à travesti Verônica Bolina. Infelizmente esse não é um caso isolado e nos chama a refletir a grande marginalização da comunidade LGBT. Após ser acusada de agressão a uma vizinha, foi presa pela PM, colocada em uma cela junto com homens, desrespeitando sua identidade de gênero. Como se não bastasse, ela foi cruelmente agredida, com indícios de tortura, teve seu rosto desfigurado, seu cabelo cumprido cortado, foi despida e ainda fotografada e exposta nessas condições. Se Verônica cometeu algum delito e por isso foi detida, não é uma questão para discutirmos aqui. O fato é que ninguém que é detido merece ser tratado como Verônica foi. O governo Alckmin (PSDB) e a Coordenadoria de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, representada por Heloísa Alves, oprimem e tentam colocar para baixo do tapete o caso de Verônica, inclusive a fizeram gravar um áudio dizendo que não foi torturada, colocando a culpa em si própria. A transfobia não pode ser naturalizada, a culpa não é de Verônica!
   
Não foi um caso isolado

No Brasil nos últimos quatro anos cresceu em 460% os casos de LGBTfobia, onde a cada 1h um caso é registrado, seja de agressão ou assassinato. Os dados demonstram que o caso de Verônica não foi algo isolado, muitos outros não vem à tona. Essa violência não é só física, mas psicológica e institucionalizada. No Brasil os LGBTs ainda ocupam os postos de trabalho mais precarizados, como de telemarketing, redes de fast-food, comerciários, entre outros, que tem baixos salários e alta rotatividade. Isso quando estes não são empurradxs mais ainda a margem do trabalho na sociedade.  Os LGBTs e também as mulheres sentem fortemente o ajuste que vem sendo aplicado pelo governo Dilma/Levy (PT/PMDB), que junto as MPs 664 e 665, são ataques às leis trabalhistas, e que atingem diretamente a população mais marginalizada.

Vale refletir que os/as LGBTs, principalmente a/o trans, desde muito jovens sofrem com o tratamento excludente, desde a educação escolar. O sistema educacional ainda meritocrático e heteronormativo, não entende questões como sexualidade e identidade de gênero. Somado a isso, o governo Dilma em nada colabora para que a LGBTfobia seja combatida na raiz do problema: na educação. Só esse ano serão retirados 7 bilhões de reais da educação e isso tem um impacto decisivo na formação e inclusão das/dos jovens LGBTs na escola e universidade.

Políticas públicas vs. Governabilidade

Durante anos os governos leiloaram os direitos LGBTs, e nesses 13 anos de governos do PT não foi diferente: Dilma arquivou o kit anti-homofobia  que seria distribuído nas escolas, em troca da mesma governabilidade que os governos tucanos; entregou a Comissão de Diretos Humanos e Minorias da Câmara Federal para  Marco Feliciano (PSC), e optou nas eleições de 2014 estar ao lado da Igreja Universal, jogando para escanteio as pautas LGBTs; o programa Brasil Sem Homofobia não avançou em nada de políticas efetivas de Educação Sexual nas escolas; a criminalização da homofobia foi abandonada em acordo com a bancada conservadora para não colocar a cabeça de Palocci na bandeja; Jair Bolsonaro (PP), que tem continuamente feito declarações LGBTfóbicas, machistas e racistas, é de um partido da base aliada do governo; em estados governados pelo PSDB, como o Pará, não houve avanços além do nome social.

Tanto os partidos da velha direita como os partidos da nova direita tem acordo na aplicação do ajuste fiscal contra os trabalhadores e nos ataques às minorias. PT e PSDB fazem uma falsa polarização, pois a mesma polícia do tucano Geraldo Alckmin que torturou Verônica, é da PM do governador Pezão que teve total apoio do governo Dilma na intervenção na favela da Maré no RJ ano passado, ou de Tarso Genro do PT no Rio Grande do Sul que reprimiu e perseguiu trabalhadores e trabalhadoras grevistas.

Mobilizar e lutar contra a LGBTfobia! Investigação e punição para os agressores de Verônica!

O preconceito sentido diariamente tem a ver com algo maior: o sistema político, econômico e social. A ordem dos mais ricos fomenta e nos divide em subcategorias marginalizadas, temos que ter consciência de que somos membros de uma mesma classe explorada, que vende sua força de trabalho e luta por melhores condições de vida.

É preciso refletir que, o preconceito sofrido por um/uma LGBT negro/a da periferia é muito mais forte que o preconceito sofrido por um gay branco e rico que tem acesso a uma Educação de qualidade, hospitais estruturados, plano de saúde, espaços de lazer. Se você é LGBT pobre, negro/negra, da periferia, com certeza o preconceito é maior.

Precisamos de políticas efetivas, como a criminalização da homofobia, do kit anti-homofobia nas escolas, políticas de afirmação e combate a LGBTfobia. Para que se tenham avanços nas pautas LGBTs é muito importante derrotarmos o plano conservador do governo Dilma, de ajuste fiscal, tarifaço, retirada de direitos dos trabalhadores, cortes de verbas na Educação, e também irmos às ruas contra a PL 4330 das terceirizações. É preciso dizer que não aceitaremos que os direitos dos LGBTs não sejam garantidos. Exigimos a investigação e a punição dos responsáveis a humilhação e agressões sofridas por Verônica!

14 de abr de 2015



Vamos à luta por mais RU e menos filas e contra o corte de Dilma/Levy na educação!!! Assembleia estudantil pra organizar a mobilização!!!

Vamos à Luta UFPA

Iniciamos o ano de 2015 com vários ataques aos direitos da juventude e trabalhadores, pois com o acirramento da crise econômica mundial, o governo Dilma (PT/PMDB) vem aplicando um ajuste fiscal que dificulta o acesso ao seguro desemprego, aumenta tarifas, o preço da gasolina e corta verbas das áreas sociais tudo isso para economizar dinheiro para pagar a dívida pública aos banqueiros. Na educação, por exemplo, ao contrário do discurso de Pátria Educadora, foi feito um corte de R$ 7 bi, cerca de 33% do orçamento das universidades. Na UFPA, os problemas tendem a se aprofundar: sentimos diariamente o caos na estrutura física da universidade, com a biblioteca central que é quente, escura e sem um acervo que atenda a todos os estudantes, assim como nas salas de aula que há muito tempo precisam de manutenção nos ar-condicionados , instalações elétricas, bebedouros com problemas. Faltam também bolsas de pesquisa e extensão, concursos públicos para professores e técnicos e a interminável fila do RU, que faz com que os estudantes percam de 1h a 2h só para almoçar. Nós, do coletivo Vamos à Luta, acreditamos que o ajuste fiscal aprofunda cada vez mais a crise instalada no sistema educacional brasileiro e que este só poderá ser combatido através da luta dos estudantes. Por isso queremos debater com a comunidade acadêmica em geral, entidades e coletivos do movimento estudantil a necessidade de uma unidade dos estudantes para organizar as lutas dentro de nossa universidade. Para isso devemos seguir o exemplo dos estudantes da UFF que realizaram uma assembleia estudantil e paralisaram junto com professores e técnicos em 7, 8 e 9 de abril e votaram um programa contra o corte de verbas.


Unidade da esquerda no DCE-UFPA para derrotar o ajuste fiscal de Dilma/Levy!

Devemos aproveitar também a campanha eleitoral do DCE, que se aproxima, para ampliar esses debates e elaborar conjuntamente uma real alternativa para nossos problemas, compondo uma chapa que seu programa represente todos os estudantes indignados com as medidas de Dilma/Levy, que se coloque como oposição de esquerda a este governo e à Reitoria, e incorpore todos os setores da oposição de esquerda da UNE (Juntos, Vamos à Luta e PCR), a ANEL, o Pajeú e independentes, pois só unificando nossas forças teremos condições de barrar os cortes na educação e derrotar os grupos estudantis ligados ao governo, como a UJS/PCdoB e a Kizomba/PT, da direção majoritária da UNE, que querem ganhar o DCE para transformar nossa entidade num braço da Dilma e da Reitoria da UFPA entre os estudantes.

12 de abr de 2015

Paralisar o Brasil para barrar o PL 4330 das terceirizações!

CST-PSOL

Se aprovado em definitivo, o Projeto de Lei N° 4330-A/2004 sobre terceirizações será um dos maiores ataques contra os direitos e a organização da classe trabalhadora brasileira. Não é casual que: “Os empresários, que financiam as campanhas, fazem pressão para aprovar o projeto” como escreve Bernardo Mello Franco na FSP.

Sob o mentiroso argumento da geração de empregos e da melhoria da qualidade de produtos e serviços, o projeto autoriza a generalização completa da contratação terceirizada em todos os âmbitos da economia, seja no setor privado como no público. O que antes era permitido e regulamentado em lei somente para atividade-meio (serviço de vigilância, limpeza, conservação) seria estendido para todos os segmentos e para qualquer tipo de serviço e profissão com funestas conseqüências para a classe trabalhadora.

Consultados sobre o tema os Ministros do TST difundiram um documento assinado por unanimidade onde denunciam que, se aprovado, o projeto causará gravíssima lesão social aos direitos trabalhistas. O documento confirma o que vem sendo denunciado pelas entidades de classe: a aplicação desta medida irá gerar perdas irreparáveis aos trabalhadores que hoje trabalham de forma efetiva. 

Os trabalhadores terceirizados trabalham mais e recebem salários menores. Essa precarização dos assalariados vai diminuir os postos de trabalho por efeito das múltiplas funções de tarefas encarregadas ao trabalhador terceirizado. O efeito contrário do que propagandeiam os parlamentares e o governo PT/PMDB corruptos que pretendem passar esta medida.

Além de trabalhar mais por menor salário, o trabalho terceirizado de forma generalizada, como denunciam os ministros do TST, irá produzir a migração dos trabalhadores enquadrados como efetivos em determinadas áreas da produção para ser simples prestadores de serviços e como terceirizados passarão a ter um novo enquadramento “deflagrando impressionante redução de valores, direitos e garantias trabalhistas e sociais”.

Com este novo enquadramento se esvazia o conceito de “categoria” transformando o trabalhador em simples “prestador de serviço” e não mais considerado como bancário, metalúrgico, químico ou comerciário. Desta forma se pretende desestruturar os sindicatos e acabar com uma das principais ferramentas do trabalhador para defender seus direitos: a organização sindical. Uma regressão histórica trabalhista sem precedentes.

É sabido que as empresas terceirizadas são campeãs de denuncias por descumprimento de contrato. Registram os maiores índices de acidentes e de precariedade trabalhista, burlando permanentemente as relações de trabalho. Como denuncia o professor Ricardo Antunes: “Bastaria dizer que, na Justiça do Trabalho, há incontáveis casos de terceirizados que não conseguem nem sequer localizar a empresa contratante, que não poucas vezes desaparece sem deixar rastro. Muitos terceirizados estão há anos sem usufruir as férias, pois a contingência e a incerteza avassalam o seu cotidiano.” A prova mais categórica disto são os trabalhadores das empresas terceirizadas do COMPERJ, da Petrobrás, Hospitais, Escolas, etc.

Mas esta medida troglodita e neoliberal não surge do nada. Foi articulada entre os líderes dos corruptos partidos atuantes na Câmara sob a condução de Eduardo Cunha (PMDB/RJ) com o ministro da Fazenda do governo Dilma (PT/PMDB), Joaquim Levy. É mais uma prova do estelionato eleitoral do PT que prometia não atacar os direitos dos trabalhadores. Não adianta alguns setores do PT se pronunciar contra esta medida enquanto seu governo através do ministro da fazenda articula estes ataques para descarregar a crise econômica nas costas dos trabalhadores e conformar os empresários. 

Há que unificar forças e paralisar o país para barrar este brutal ataque aos direitos dos trabalhadores e suas organizações sindicais. As centrais sindicais convocaram uma paralisação para o dia 15 de abril, próxima quarta-feira. Caso se concretize, estaremos na primeira linha deste combate. Mas para ser confiável e efetiva uma medida deste tipo, a CUT, a CTB, o MST e a UNE devem romper com o governo e se somar de forma conseqüente à luta contra o ajuste e construir uma greve geral. 

Desde a oposição de esquerda (PSOL, PSTU, PCB) devemos pressionar para a efetivação desta medida e realizar assembléias de base para organizar a paralisação geral contra o PL 4330 das terceirizações e o ajuste do governo Dilma/Levy (PT/PMDB). Entretanto, vamos somar forças nas atividades marcadas nos diferentes fóruns que estão organizando os protestos até derrotar esse projeto. 

7 de abr de 2015

Educação SIM, cadeia NÃO! Vamos à Luta contra a redução da maioridade penal!

Eziel Duarte – Vamos à Luta UFPA
Mariana Nolte – CST-PSOL RJ

No dia 31 de março, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara parecer favorável à admissibilidade da PEC 171/93 que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Ainda que a decisão ainda não seja definitiva e precisa passar pelos deputados federais e senadores através da Câmara e do Senado, a votação na CCJ já é o primeiro passo de um brutal ataque à juventude brasileira. Esse fato se torna ainda mais absurdo quando vemos que 60% dos deputados que votaram a favor da PEC estão sendo investigados por crimes e que tudo indica que os presidentes da Câmara e do Senado, os corruptos Eduardo Cunha e Renan Calheiros, ambos do PMDB, estão envolvidos no esquema de corrupção que está saqueando e privatizando a Petrobras. Os bandidos de colarinho branco que desviam dinheiro das escolas, hospitais e sonegam impostos estão a solta e agora querem penalizar a juventude por um problema pelo qual eles mesmos são responsáveis!

A juventude pobre e negra penalizada

“Se o jovem sabe que vai ser punido, não irá cometer um crime” é parte do discurso pró-PEC 171/93. No entanto, segundo a Secretária Nacional de Segurança Pública, apenas 0,9% dos crimes são cometidos por adolescente de 16 a 18 anos e, considerando apenas homicídios e tentativas de homicídio, o percentual cai para 0,5%. Ou seja, um discurso que não expressa os dados da violência no Brasil e que tenta mascarar a realidade da juventude, principalmente os jovens pobres e negros.

Na prática, adolescentes já são encarcerados pelo sistema “socioeducativo” que são, na verdade, verdadeiras prisões. Quase 60% dos “menores infratores” não estudavam na época que cometeram o primeiro crime, 75% já usavam drogas e, no Rio de Janeiro, por exemplo, 95% dos internos não completaram o ensino fundamental. Jovens entre 18 e 24 anos são 30% dos presos no país e o problema da violência não foi resolvido. Além disso, 61% dos encarcerados no Brasil são negros, sendo que 66% da população que “vive” nos presídios sequer concluíram o ensino fundamental.
 
Punir ou educar?

Quando analisamos o crime cometido por um menor, a tendência é de observarmos apenas a foto do ato infracional e não o filme completo que irá revelar a causa e o efeito que levou esse jovem a cometer crimes. No entanto, esses dados colocam a nu o coração do problema. Se à juventude são negados direitos sociais fundamentais como educação e saúde públicas, gratuitas e de qualidade, moradia e saneamento básico, o Estado a empurra para o colo do crime organizado e do narcotráfico, pois não lhe dá outra opção. A condição de miséria social produzida pelos governos é que gera a violência.

Hoje a política para juventude pobre e negra é a bala no peito nas favelas, é o “baculejo” e uma voltinha de camburão talvez para nunca mais. Essa realidade ficou evidente na última semana com a morte de Eduardo, menino de 10 anos, e de mais três jovens menores de idade, no Complexo do Alemão (RJ), durante operação da Polícia Militar. Fatos como esse, que fazem parte do cotidiano dos trabalhadores, trabalhadoras e jovens nas favelas, fazem com que o Brasil seja o país que mata 82 jovens por dia sendo que 77% são negros.

Os responsáveis tem nome, sobrenome e partido político 

O governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB) que tem em sua base aliada o corrupto PP de Jair Bolsonaro (PP), que diz que “bandido bom é bandido morto”, é também responsável, junto com os governadores e prefeitos, pelas mortes desses jovens e pela falência do sistema educacional. Dilma e o PT não só governam com aqueles que bradam a volta do regime militar, mas apoiam e compõem governos como o de Pezão (PMDB) no RJ, que aplicaram uma política de (in)segurança pública que mata meninos como Eduardo todos os dias nas favelas. Foi Dilma quem autorizou no ano passado, no mesmo dia em que se completavam 50 anos do Golpe Militar, a invasão do Exército ao Complexo da Maré que até hoje permanece lá reprimindo, sequestrando, torturando e matando moradores. Também não podemos esquecer que, para a realização da Copa da FIFA, milhares de famílias foram removidas dos terrenos onde estavam suas casas para dar lugar a estádios e estacionamentos. Perguntamos à presidenta: onde estão hoje essas crianças e jovens que perderam sua moradia?  Além disso, o ajuste fiscal de Dilma e Levy que já retirou direitos trabalhistas através das MPs 664 e 665 e já cortou R$7 bilhões da educação -  em um total que pode chegar a R$111 bilhões de todas as áreas sociais - tem seu principal alvo a juventude pobre e negra, agravando dados como o que afirma que apenas 1% dos jovens moradores das periferias entram na universidade (pesquisa da UFPA).

Ocupar as ruas contra a redução da maioridade penal e contra o ajuste fiscal

Como diz o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), a juventude precisa estar no banco das escolas e não no banco dos réus. Por isso, é necessária uma ampla mobilização, nas ruas e nas redes, dos estudantes, trabalhadores e suas entidades, movimentos e associações de bairros, mandatos parlamentares etc. para barrar de vez essa PEC que ataca que ataca os direitos da juventude. 

Também é necessário derrotar o ajuste fiscal e os cortes de verbas nas áreas sociais de Dilma e Levy que já está aprofundando a crise social que afeta principalmente a juventude que o Congresso Nacional quer colocar nas cadeias. É necessário suspender o pagamento da dívida pública que corrói 47% do nosso Orçamento para encher o bolso dos banqueiros e investir todo esse dinheiro em educação, saúde e moradia para dar vida digna à juventude e pôr fim à violência. Precisamos dar um basta à violência policial, às UPPs e à militarização das favelas que está assassinando os nossos jovens e apoiar todas as lutas dos moradores das periferias que estão se revoltando contra essa realidade!

2 de abr de 2015

Chega de descaso com o SESO! Por acesso com qualidade do ensino e permanência!

Vamos à Luta UFF

O curso de Serviço Social da UFF (Niterói) começou 2015 com 220 alunos a menos. Assim como ocorreu com os cursos de Arquitetura e Ciências Sociais, o Serviço Social obteve uma nota baixa no ENADE, fruto do boicote realizado pelos estudantes à prova, uma ação que expressa uma posição política contrária ao método de avaliação do ensino superior do governo federal. Isso porque o método de avaliação está a serviço de uma política de educação, que durante os governos do PT, expandiu as vagas nas universidades federais sem qualidade, aprofundando o processo de precarização e privatização do ensino e expandindo as vagas no ensino superior privado, destinando recursos públicos aos empresários da educação, através de programas como o PROUNI e o FIES. Um processo que os estudantes do Serviço Social conhecem muito bem, não só porque estudam esse tema nas aulas, mas porque sentem no cotidiano as salas de aula lotadas, falta de professores e disciplinas, da orientação do estágio, pesquisas e TCCs.


O ENADE não nos representa!

Nesse sentido, o ENADE tem servido a lógica de mercantilização da educação, estabelecendo um ranking distorcido da realidade das universidades, uma vez que muitas privadas realizam cursinhos intensivos para a prova, justamente porque o governo “recompensa” com mais verbas aquelas que estão no topo – não à toa, as particulares. Dizemos que este método está a serviço de uma política porque o relatório do MEC para o SESO argumenta que, além da nota baixa no ENADE, falta na Escola infraestrutura, acervo bibliográfico e biblioteca, computadores, além do número insuficiente de professores e projetos de pesquisa e extensão.

Pátria Educadora uma OVA! Dilma e Sidney, a culpa é de vocês!

Isto é, o mesmo governo Dilma que agora impede que entrem novas turmas no maior curso da UFF, é responsável pela situação precária das nossas condições de ensino, seja através das consequências do REUNI, seja com o recente corte de mais de R$7 bilhões na educação – e que ainda pode crescer – fruto da política de ajuste fiscal da dupla Dilma e Levy que quer fazer com que nós, estudantes e trabalhadores paguemos a conta da crise econômica. Também o preço dos alimentos e de tarifas como energia elétrica e transporte só aumentam e o nossos salários e bolsas não. Enquanto isso, o Orçamento de 2015 aprovado no último mês destina 47% das nossas riquezas para os banqueiros, através do pagamento da dívida pública, parlamentares aumentam seu próprio salário e todos os partidos (PT, PSDB, PMDB, PP etc.) com representação no Congresso Nacional, com exceção do PSOL, são investigados no escândalo de corrupção da Petrobras.

O impacto dessa política chegou na UFF já nas primeiras semanas de aula, com o atraso do pagamento do salário dos terceirizados, filas gigantes no bandejão do Gragoatá e o da Praia Vermelha fechado, cortes nas bolsas de pesquisa, extensão, monitoria e PET etc. O REItor Sidney Mello também é responsável e cúmplice do governo nesse processo. Quando vice-reitor na última gestão, aplicou direitinho a cartilha de precarização e privatização na UFF e não apresenta soluções para o SESO não é de hoje enquanto sustenta o luxo dos cursos pagos. No último Conselho Universitário, apesar da nossa manifestação, seguiu tentando nos enrolar!

É possível mudar essa realidade! Vamos à Luta?

No Brasil inteiro, os trabalhadores e a juventude vem resistindo aos impactos do ajuste fiscal do governo Dilma, dos governos estaduais e municipais. No Rio, os garis derrotaram a proposta de 3% de reajuste do governo Paes (PMDB/PT) conquistando 8% de aumento. No dia 26 de Março, estudantes deram o primeiro passo ocupando as ruas das principais capitais do país e várias universidades contra os cortes de verbas na educação para defender seu direito de estudar e se formar. Na UNIRIO, mesmo nessa conjuntura de ataques, a luta dos estudantes e do DCE abriu o bandejão depois de 8 anos de enrolação da reitoria.

No SESO também é possível vencer se estivermos mobilizados! Para conquistar as vagas de acesso ao curso de volta e com qualidade, abertura de concurso público para professores e técnico-administrativos, ampliação do nosso acervo bibliográfico na Biblioteca e nenhuma bolsa acadêmica e de permanência a menos.

Nos dias 7 e 8/4 precisamos nos unir aos servidores e professores fazendo uma grande paralisação e estando presente nas atividades. Vamos construir coletivamente na Assembleia Geral no dia 6/4, às 18h, e pressionar a reitoria para que atenda nossas reivindicações.

25 de mar de 2015

Manifesto do Coletivo Vamos à Luta UFMG - Março/Abril 2015

2015 um ano de lutas contra os cortes e o ajuste fiscal
O ano mal começou e as medidas adotadas pelo governo Dilma são de ataques aos trabalhadores, estudantes e ao povo pobre. O Governo indicou para o Ministério da Fazenda um banqueiro profissional (Joaquim Levy - ex Bradesco e FMI) e começou o ano anunciando um duro ajuste fiscal, que seria necessário para “equilibrar as contas públicas”. Mas na verdade a intenção do Governo Dilma é de fazer com que a juventude e os trabalhadores paguem a conta da crise econômica e da corrupção. Foram anunciadas novas restrições a direitos trabalhistas, como no seguro desemprego que exigirá 18 meses trabalhados para o acesso no primeiro emprego. As restrições terão como consequência que 60% de jovens trabalhadores perderão o direito ao seguro nos próximos anos (dados do DIEESE). Mesmo antes dessas medidas a juventude pobre já era a que mais sofria no mercado de trabalho, exercendo trabalhos precarizados como telemarketing, em rede supermercados, nas lojas e nos fast-foods. As medidas do Governo Dilma/Levy condenam os jovens trabalhadores a ainda mais penúrias e dificuldades.

Educação e Universidades em Crise 
No final de 2014 o governo anunciou cortes no orçamento e um duro pacote de ajuste fiscal, a educação foi um dos setores mais atingidos, com mais de 7 bilhões de reais em cortes e que pode aumentar. O verdadeiro “pacote de maldades” do Governo Dilma, revela que o lema da “Pátria Educadora” ficou apenas no discurso de posse. As Universidades Federais estão em crise, várias já comunicaram que não há verbas para viagens estudantis, a bolsa da CAPES atrasou no início do ano, os terceirizados não recebem e as Universidades demitem funcionários. Na UFRJ as aulas foram adiadas pela terceira vez por falta de condições, os terceirizados estão em greve e não recebem o salário há cerca de três meses.
Na UFMG a crise é aguda, as politicas do governo tem atingido em cheio os trabalhadores terceirizados, estudantes e a estrutura da Universidade. Faltam materiais para trabalho em laboratórios, aulas práticas estão sendo canceladas e até insumos básicos já estão em falta nos Hospitais Universitários. Na segurança 50% dos trabalhadores foram demitidos e em consequência das demissões e da péssima iluminação do CAMPUS, ocorrem assaltos constantes, arrombamentos, tornando-se perigoso principalmente para as mulheres, isso sem contar a cruel matança de gatos na FAFICH. Na limpeza também ocorreram demissões e em consequência aumentou a carga de trabalho dos funcionários, o assedio moral e as violações contra os trabalhadores terceirizados, que já recebem um péssimo salário.

DCE e Majoritária da UNE - Braço do governo na Universidade
Direção Majoritária da UNE (PT/PCdoB) e LJP com
Secretário Geral da Presidência Miguel Rosseto 
No movimento estudantil a Direção Majoritária da União Nacional dos Estudantes - UNE (UJS/PT) é um verdadeiro braço do Governo Dilma, por isso não convocaram nenhuma mobilização contra os cortes. Já na UFMG a gestão do Diretório Central dos Estudantes - DCE (PT/LPJ) seguiu o mesmo caminho, não fez nenhum enfrentamento ao governo e a reitoria, que em 2014 aprovou a privatização do Hospital das Clínicas. A Copa do Mundo passou e a UFMG foi considerada território FIFA, o DCE não participou da mobilização de diversos estudantes em defesa da autonomia universitária, sendo que até o calendário acadêmico foi alterado por conta da Copa que serviu para enriquecer a corrupta FIFA.

É necessário uma nova direção no Movimento Estudantil e no DCE! 
As pautas levantadas pela juventude em junho de 2013 não foram atendidas pelos governos e políticos, porém a juventude e o trabalhadores continuam protagonizando importantes lutas e greves. Como na greve dos professores do Paraná que derrotou um plano de ajuste do governo tucano, nos operários do ABC que reverteram as demissões, garis do RJ, em BH os operadores de telemarketing da CONTAX protagonizaram uma forte greve. Nas Universidades os estudantes também lutam como a UNIRIO que após anos de luta conseguiram o bandejão, na UNAMA contra o aumento da mensalidade e os trabalhadores terceirizados de Federais do Rio de Janeiro em greve.
Na UFMG em abril vai acontecer as eleições do DCE, o Coletivo Vamos à Luta e a CST/PSOL entende que é necessário construir uma nova direção para movimento estudantil, capaz de defender os interesses dos estudantes e dos trabalhadores, com independência política dos governos e das reitorias. É fundamental que as eleições do DCE cumpram o papel de armar o movimento estudantil para os próximos enfrentamentos que estão por vir, seja nas universidades ou fora delas por isso defendemos a unidade da esquerda com um programa que atenda as necessidades do momento e da luta contra o ajuste fiscal, convidamos estudantes, coletivos e movimentos da UFMG (como Voz Ativa; Isegoria; UFMG Sem Catracas; Juventude às Ruas) a construirmos uma oposição unificada nas eleições do DCE/UFMG! Vamos à Luta!

Dia 26 de março é dia de mobilização no Brasil e na UFMG! 
No Brasil inteiro, a juventude e os trabalhadores já estão dando o recado de que não vão pagar pela crise econômica. O Coletivo Vamos à Luta, o PSOL e outros coletivos e movimentos estão empenhado nessa construção! Participe do #26M na UFMG: Concentração na portaria da Antônio Carlos a partir das 7:30!

16 de mar de 2015

Todo apoio à greve dos garis do Rio! Unir as greves contra o ajuste de Dilma, Pezão e Paes!

CST-PSOL

Uma massiva assembléia dos Garis da cidade do Rio de Janeiro deflagrou a greve por tempo indeterminado a partir da zero hora do dia de hoje, sexta feira 13 de março.

Não poderia ser outra a decisão frente à proposta indecente de 3% de reajuste salarial oferecida pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB). Com o conto do “desconforto fiscal” o prefeito quer arrochar ainda mais o salário dos sacrificados trabalhadores da limpeza urbana. 3% para os garis e 13% para os empresários do transporte que financiaram sua campanha. 3% para os garis e milhões indo parar nos bolsos de seus padrinhos/amigos Sergio Cabral, Pezão e Eduardo Cunha (PMDB/RJ) na roubalheira da Petrobras. Dinheiro há, mas é necessária muita luta para avançar nas conquistas. 

Engana-se o prefeito e seu partido se acredita que os trabalhadores estão dispostos a pagar pela crise por eles provocada. Como se canta nas passeatas: “O gari acordou”. O gari acordou, foi pra luta e temos que rodear de solidariedade esse conflito para que seja vitorioso. As principais lideranças de nosso partido, o PSOL, já têm divulgado nota de solidariedade com os garis e algumas, como no caso de nosso companheiro vereador Babá, vêm participando de diversas atividades desenvolvidas pela categoria.

É hora de barrar o ajuste contra os trabalhadores planejado pelo governo Dilma (PT/PMDB) e aplicado fielmente pelos governadores e prefeitos de diversos partidos, entre eles o PSDB e DEM. Nós, os trabalhadores, não vamos pagar pela crise provocada por uma política que privilegia os interesses do sistema financeiro, do agronegócio, e dos grandes empresários e sacrifica os investimentos sociais para pagar pontualmente os juros da imoral dívida pública, que nesse último ano consumiu 45% do orçamento público, ou R$ 978 bilhões. Não é com as políticas aplicadas por esses corruptos que o país irá sair da crise.

Desde a CST/PSOL, apoiamos as lutas em curso contra o ajuste Dilma/Levy, especialmente, neste momento, a greve dos garis da cidade do Rio de Janeiro. Chamamos a fortalecer essa luta, prestando à mesma a maior solidariedade para que triunfe e fortaleça a luta e organização dos trabalhadores para os embates que temos pela frente.

ASSEMBLEIA GERAL JÁ! CONSTRUIR O #26M NA UFF!

Vamos à Luta UFF

Com os cortes de bolsas, como as de monitoria e PET, muitos estudantes já não sabem se poderão concluir o semestre. Os terceirizados da limpeza precisaram fechar o campus do Gragoata na manhã da última sexta-feira para receber seus salários atrasados. A REItoria quer demitir cerca de 200 terceirizados!

Essa realidade é fruto de uma política de ajuste fiscal do governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB) que já cortou mais de R$7 bilhões da educação. O impacto desse ajuste na UFF já chega ao corte de R$400 milhões no nosso orçamento. Enquanto isso, metade do orçamento do país é destinado para os banqueiros através do pagamento da dívida pública e os partidos e políticos do PT, PMDB, PP, PSDB e DEM seguem privatizando e saqueando a Petrobrás.

ASSEMBLEIA GERAL DOS ESTUDANTES JÁ!

A direção majoritária do DCE da UFF, a mesma da direção majoritária da UNE (UJS/PCdoB/Kizomba/PT), é atrelada ao governo Dilma e, por isso, quer blindar sua responsabilidade sobre a crise nas federais. Até agora não convocou nenhuma mobilização concreta contra os cortes de Dilma e do REItor Sidney. Precisamos exigir que o DCE convoque imediatamente uma Assembleia Geral dos Estudantes da UFF para debater os cortes de verbas, seus impactos na UFF e a construção de um dia de lutas.

#26M: Construir o Dia Nacional de Luta da Educação na UFF

No Brasil inteiro, os trabalhadores e a juventude já começaram a dar o recado de que NAO VÃO PAGAR PELA CRISE! No Paraná, a greve dos professores derrubou o "pacotaço" de ajuste do governo Richa (PSDB). Na UFRJ, os estudantes já se mobilizam contra os cortes nas bolsas. Os garis do Rio fazem greve rejeitando os míseros 3% de aumento salarial proposto pelo governo Paes (PMDB/PT). Esse é o nosso caminho! O 26M surge da necessidade de unificar essas lutas em curso. Precisamos construir uma forte mobilização na UFF com paralisações, assembleias dos cursos e institutos, piquetes, trancaços, plenárias e reuniões em cada campus.


DERROTAR O AJUSTE FISCAL DO GOVERNO DILMA!
CONTRA OS CORTES DE VERBAS NA EDUCAÇÃO!
NENHUMA BOLSA A MENOS NA UFF!
CONTRA A DE MISSÃO DE TERCEIRIZADOS!
ASSEMBLEIA GERAL DOS ESTUDANTES JÁ!

5 de mar de 2015

UENF: Cresce a mobilização contra os cortes de verbas dos governos Dilma e Pezão

Na UENF, os estudantes já estão indignados com os impactos sofridos pela universidade com a política de ajuste fiscal dos governos Dilma e Pezão, com total omissão da REItoria. Nós da Juventude Vamos à Luta somos parte dessa mobilização e convocamos os estudantes de todas as universidades a fortalecerem essa luta participando do ato na ALERJ, no dia 10/03. Confira o texto do material utilizado pelo movimento estudantil da UENF.

UENF na luta contra os cortes de Dilma, Pezão e a omissão da Reitoria

Você sabe o que tá rolando na UENF?


A situação da UENF está cada dia pior! Entramos 2015 à beira do “caos”! O governo Dilma vem realizando uma série de ajustes fiscais que impactaram diretamente nas políticas sociais, e em especial, na Política de Educação. Como parte de seu pacote de ajuste fiscal, cortou R$ 7 BILHÕES da educação.

Na mesma direção, o Governador Pezão cortou do orçamento da UENF 38 MILHÕES. Atualmente, o governo fluminense destina R$ 1,3 bilhão para as quatro instituições de ensino superior do estado, o que representa apenas 3,6% do orçamento de receitas correntes líquidas para 2015.

As contas de luz, segurança terceirizada, água e inclusive o repasse para o bandejão são pagas com frequentes atrasos. Estudantes, professores, técnicos e terceirizados trabalham sem saber quando irão receber!

Bolsistas da Universidade Aberta, FAPERJ-UENF vão completar 3 meses de atraso nas bolsas! A reitoria por sua vez, ao invés de lutar contra o desmonte da UENF é completamente omissa e covarde com todo o ataque do governo do estado.

Unir todos contra os ajustes!

A crise é geral: na UERJ e na UFRJ os atrasos nos pagamentos atingem mais de 45 mil estudantes. As aulas foram adiadas por falta de professores e funcionários de limpeza e não existe uma previsão para solucionar este impasse. O mesmo cenário se repete na UEZO e na UFRRJ. Por isso, é importante organizar um Fórum de Lutas com atos unificados no Rio de Janeiro contra os cortes de Dilma e Pezão.


E na UENF? Saibam como está a situação dos Projetos de extensão e pesquisa

Bolsistas Universidade Aberta: Atualmente a UENF desenvolve 95 projetos de extensão, coordenados por professores da Universidade e tendo em seu quadro servidores, bolsistas universidade aberta e bolsistas de extensão. As contratações dos bolsistas universidade aberta são temporárias (12 meses) e são realizadas por meio de abertura de editais públicos anuais.

Bolsistas FAPERJ-UENF: Desde janeiro de 2015, os bolsistas estão produzindo sem previsão para receber as bolsas atrasadas.

“Vamos completar 3 meses de atraso no pagamento das bolsas. Muitos estudantes já estão com ordem de despejo e não temos nenhum posicionamento da Reitoria. Exigimos o pagamento imediato!”


O que queremos?
-  Pagamento imediato das bolsas em atraso;
-  Calendário regular de pagamento;
-  Cumprimento da promessa de aumento das bolsas equiparando os valores das bolsas em relação a UERJ.

ATO NA ALERJ - TERÇA-FEIRA - 10/03
PARTICIPE!

Não vamos aos atos de 13 e 15 de Março! Não nos representam!

CST-PSOL

Unificar as lutas contra o ajuste fiscal do PT, PSDB, PMDB e aliados!

Muitos trabalhadores e jovens honestos e comprometidos com as lutas sociais têm nos perguntado se vamos ou não para o ato de 15 de março, convocado pelas redes sociais, que terá como uma de suas pautas o impeachment de Dilma. Ou ainda, se vamos participar do ato da CUT no dia 13 de março, que, tentando se camuflar de ato contra algumas das medidas do governo, terá como objetivo central defender o governo Dilma e sua política de ataques ao povo trabalhador.

Respondemos categoricamente que não! Não vamos a estes atos, e alertamos à classe trabalhadora, à juventude e ao povo pobre, que essas mobilizações visam desviar o foco da luta contra o ajuste fiscal de Dilma, governadores, prefeitos e patrões. Participamos de uma mobilização se temos acordo com seus objetivos, que tem que servir para defender os interesses dos trabalhadores e do povo.

Acreditamos que muitos jovens, mulheres e homens trabalhadores que estão corretamente revoltados com o estelionato eleitoral praticado pelo PT e por Dilma, acabam se confundindo e vendo, de forma equivocada, o impeachment como solução para a grave crise econômica, social e política pela qual o país está passando.

Acreditamos que a saída via impeachment não significará um avanço para os trabalhadores, pois a coluna vertebral das medidas contra os trabalhadores e o povo se mantém, o plano de ajuste .

O ato do dia 15, que está sendo convocado pelo grupo “Revoltados On Line”, pela internet, está sendo fomentado por debaixo dos panos por aqueles que queriam ser os agentes e aplicadores das medidas anti povo que o governo aplica. Brigam e disputam para retomarem a “chave do cofre”, posto do qual foram corretamente tirados e rechaçados desde 2002.

PSDB, DEM e outros setores da direita clássica brasileira, não tem moral para encabeçarem nenhuma luta contra a corrupção ou em defesa dos direitos dos trabalhadores. Nunca é demais lembrar que o PSDB governou o país impondo arrocho salarial, cortes de verbas sociais, privatizações, protagonizando inúmeros escândalos de corrupção, como a compra da reeleição ou escândalo milionário do cartel do Metrô de São Paulo. Hoje os tucanos governam importantes estados, como São Paulo e Paraná, onde tomam as mesmas medidas e outras mais, que juram criticar do governo petista. Portanto eles, o conjunto da oposição de direita, não possuem moral alguma pra falar contra a corrupção e contra as medidas do governo petista, pois nestes pontos são exatamente iguais.

Também não é menos importante localizarmos que, num eventual processo de impeachment, quem assumiria a presidência seria Michel Temer, do PMDB, ou seja, a situação em nada melhoraria para os trabalhadores.

Por outro lado, é necessário chamar os honestos ativistas que apostam suas fichas no ato do dia 13, pois é um engano enorme acreditar que neste ato ocorrerá uma “defesa da Petrobrás” ou de um governo minimamente de esquerda ou progressista. O petismo sucumbiu à direita e há 12 anos vem garantindo uma política econômica que faz do Brasil um verdadeiro paraíso do capital especulativo e dos bancos. Após a última eleição, com uma notável crise e perda de base social histórica e eleitoral, o governo Dilma e o PT deram um giro ainda mais à direita, numa tentativa de demonstrar sua subserviência aos mercados, ao latifúndio e ao fundamentalismo.

NEM O GOVERNISMO DA NOVA DIREITA, NEM A VOLTA DA DIREITA CLÁSSICA DO PSDB/DEM! POR UMA SAÍDA DOS TRABALHADORES!

O PSOL e suas principais expressões públicas, junto com o PSTU, PCB, movimentos sociais, sindicatos e entidades de juventude independentes, também devem ocupar as ruas. Devemos expressar claramente nossa independência em relação ao governismo da nova direita e ao falso oposicionismo da direita clássica.

Sabemos que a insatisfação do povo trabalhador brasileiro contra as instituições desta falsa democracia dos ricos e dos poderosos cresce a cada dia. A presidenta, os governadores, prefeitos, além de deputados, senadores e vereadores aumentam seus próprios salários e diminuem o poder de compra da população aplicando um pacotaço com aumento de impostos, combustíveis e inflação. Também o retrógado judiciário brasileiro é questionado pela população, seja pelas altas benesses como o auxílio moradia dos juízes, ou até por atos como o caso do carro de luxo de Eike Batista que foi utilizado por um juiz, o que demonstra o quão reacionário e elitista é este poder.

A polícia militar e civil só protege os poderosos, e seguem matando pobres e negros nas periferias do país, assim como o exército que atualmente ocupa as favelas da Maré. A corrupção na Petrobrás e nas empresas públicas em escala federal, estadual e municipal, geram mais indignação popular e demonstram como a corrupção é parte fundamental deste podre regime.

Por tudo isso, devemos construir nas ruas uma verdadeira alternativa, a dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre, por fora e rejeitando a falsa polarização PT x PSDB, que coloque na ordem do dia os temas que realmente são importantes para os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. Barrar o tarifaço e todo o ajuste que está em curso, apoiando e impulsionando as greves e mobilizações que surgem lutando por salário e contra as medidas que retiram direitos da classe trabalhadora, como a MP que mexe no seguro-desemprego. Não deveremos aceitar nenhum direito a menos!

No plano econômico é urgente enfrentar a dívida pública brasileira, exigindo suspensão do pagamento e sua auditoria e que este dinheiro seja investido nas áreas sociais, geração de emprego e infraestrutura como por exemplo no combate a falta de água.

Do ponto de vista político, temos que ter clareza que nenhuma reforma política progressista sairá deste congresso nacional conservador. É necessária a convocação de uma Assembleia Constituinte, livre e soberana, que possa pôr fim ao antidemocrático Senado; permitindo que a população possa decidir sobre o salário e os privilégios dos políticos, vinculando seus valores aos do salário mínimo; exigindo financiamento público exclusivo e com limite de teto para campanhas eleitorais; e centralmente investindo a riqueza da nação não mais para banqueiros, mas sim para a melhorar a vida do povo investindo em saúde, educação, moradia, salario, emprego, e todas as demais demandas do povo!