25 de mar de 2015

Manifesto do Coletivo Vamos à Luta UFMG - Março/Abril 2015

2015 um ano de lutas contra os cortes e o ajuste fiscal
O ano mal começou e as medidas adotadas pelo governo Dilma são de ataques aos trabalhadores, estudantes e ao povo pobre. O Governo indicou para o Ministério da Fazenda um banqueiro profissional (Joaquim Levy - ex Bradesco e FMI) e começou o ano anunciando um duro ajuste fiscal, que seria necessário para “equilibrar as contas públicas”. Mas na verdade a intenção do Governo Dilma é de fazer com que a juventude e os trabalhadores paguem a conta da crise econômica e da corrupção. Foram anunciadas novas restrições a direitos trabalhistas, como no seguro desemprego que exigirá 18 meses trabalhados para o acesso no primeiro emprego. As restrições terão como consequência que 60% de jovens trabalhadores perderão o direito ao seguro nos próximos anos (dados do DIEESE). Mesmo antes dessas medidas a juventude pobre já era a que mais sofria no mercado de trabalho, exercendo trabalhos precarizados como telemarketing, em rede supermercados, nas lojas e nos fast-foods. As medidas do Governo Dilma/Levy condenam os jovens trabalhadores a ainda mais penúrias e dificuldades.

Educação e Universidades em Crise 
No final de 2014 o governo anunciou cortes no orçamento e um duro pacote de ajuste fiscal, a educação foi um dos setores mais atingidos, com mais de 7 bilhões de reais em cortes e que pode aumentar. O verdadeiro “pacote de maldades” do Governo Dilma, revela que o lema da “Pátria Educadora” ficou apenas no discurso de posse. As Universidades Federais estão em crise, várias já comunicaram que não há verbas para viagens estudantis, a bolsa da CAPES atrasou no início do ano, os terceirizados não recebem e as Universidades demitem funcionários. Na UFRJ as aulas foram adiadas pela terceira vez por falta de condições, os terceirizados estão em greve e não recebem o salário há cerca de três meses.
Na UFMG a crise é aguda, as politicas do governo tem atingido em cheio os trabalhadores terceirizados, estudantes e a estrutura da Universidade. Faltam materiais para trabalho em laboratórios, aulas práticas estão sendo canceladas e até insumos básicos já estão em falta nos Hospitais Universitários. Na segurança 50% dos trabalhadores foram demitidos e em consequência das demissões e da péssima iluminação do CAMPUS, ocorrem assaltos constantes, arrombamentos, tornando-se perigoso principalmente para as mulheres, isso sem contar a cruel matança de gatos na FAFICH. Na limpeza também ocorreram demissões e em consequência aumentou a carga de trabalho dos funcionários, o assedio moral e as violações contra os trabalhadores terceirizados, que já recebem um péssimo salário.

DCE e Majoritária da UNE - Braço do governo na Universidade
Direção Majoritária da UNE (PT/PCdoB) e LJP com
Secretário Geral da Presidência Miguel Rosseto 
No movimento estudantil a Direção Majoritária da União Nacional dos Estudantes - UNE (UJS/PT) é um verdadeiro braço do Governo Dilma, por isso não convocaram nenhuma mobilização contra os cortes. Já na UFMG a gestão do Diretório Central dos Estudantes - DCE (PT/LPJ) seguiu o mesmo caminho, não fez nenhum enfrentamento ao governo e a reitoria, que em 2014 aprovou a privatização do Hospital das Clínicas. A Copa do Mundo passou e a UFMG foi considerada território FIFA, o DCE não participou da mobilização de diversos estudantes em defesa da autonomia universitária, sendo que até o calendário acadêmico foi alterado por conta da Copa que serviu para enriquecer a corrupta FIFA.

É necessário uma nova direção no Movimento Estudantil e no DCE! 
As pautas levantadas pela juventude em junho de 2013 não foram atendidas pelos governos e políticos, porém a juventude e o trabalhadores continuam protagonizando importantes lutas e greves. Como na greve dos professores do Paraná que derrotou um plano de ajuste do governo tucano, nos operários do ABC que reverteram as demissões, garis do RJ, em BH os operadores de telemarketing da CONTAX protagonizaram uma forte greve. Nas Universidades os estudantes também lutam como a UNIRIO que após anos de luta conseguiram o bandejão, na UNAMA contra o aumento da mensalidade e os trabalhadores terceirizados de Federais do Rio de Janeiro em greve.
Na UFMG em abril vai acontecer as eleições do DCE, o Coletivo Vamos à Luta e a CST/PSOL entende que é necessário construir uma nova direção para movimento estudantil, capaz de defender os interesses dos estudantes e dos trabalhadores, com independência política dos governos e das reitorias. É fundamental que as eleições do DCE cumpram o papel de armar o movimento estudantil para os próximos enfrentamentos que estão por vir, seja nas universidades ou fora delas por isso defendemos a unidade da esquerda com um programa que atenda as necessidades do momento e da luta contra o ajuste fiscal, convidamos estudantes, coletivos e movimentos da UFMG (como Voz Ativa; Isegoria; UFMG Sem Catracas; Juventude às Ruas) a construirmos uma oposição unificada nas eleições do DCE/UFMG! Vamos à Luta!

Dia 26 de março é dia de mobilização no Brasil e na UFMG! 
No Brasil inteiro, a juventude e os trabalhadores já estão dando o recado de que não vão pagar pela crise econômica. O Coletivo Vamos à Luta, o PSOL e outros coletivos e movimentos estão empenhado nessa construção! Participe do #26M na UFMG: Concentração na portaria da Antônio Carlos a partir das 7:30!

16 de mar de 2015

Todo apoio à greve dos garis do Rio! Unir as greves contra o ajuste de Dilma, Pezão e Paes!

CST-PSOL

Uma massiva assembléia dos Garis da cidade do Rio de Janeiro deflagrou a greve por tempo indeterminado a partir da zero hora do dia de hoje, sexta feira 13 de março.

Não poderia ser outra a decisão frente à proposta indecente de 3% de reajuste salarial oferecida pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB). Com o conto do “desconforto fiscal” o prefeito quer arrochar ainda mais o salário dos sacrificados trabalhadores da limpeza urbana. 3% para os garis e 13% para os empresários do transporte que financiaram sua campanha. 3% para os garis e milhões indo parar nos bolsos de seus padrinhos/amigos Sergio Cabral, Pezão e Eduardo Cunha (PMDB/RJ) na roubalheira da Petrobras. Dinheiro há, mas é necessária muita luta para avançar nas conquistas. 

Engana-se o prefeito e seu partido se acredita que os trabalhadores estão dispostos a pagar pela crise por eles provocada. Como se canta nas passeatas: “O gari acordou”. O gari acordou, foi pra luta e temos que rodear de solidariedade esse conflito para que seja vitorioso. As principais lideranças de nosso partido, o PSOL, já têm divulgado nota de solidariedade com os garis e algumas, como no caso de nosso companheiro vereador Babá, vêm participando de diversas atividades desenvolvidas pela categoria.

É hora de barrar o ajuste contra os trabalhadores planejado pelo governo Dilma (PT/PMDB) e aplicado fielmente pelos governadores e prefeitos de diversos partidos, entre eles o PSDB e DEM. Nós, os trabalhadores, não vamos pagar pela crise provocada por uma política que privilegia os interesses do sistema financeiro, do agronegócio, e dos grandes empresários e sacrifica os investimentos sociais para pagar pontualmente os juros da imoral dívida pública, que nesse último ano consumiu 45% do orçamento público, ou R$ 978 bilhões. Não é com as políticas aplicadas por esses corruptos que o país irá sair da crise.

Desde a CST/PSOL, apoiamos as lutas em curso contra o ajuste Dilma/Levy, especialmente, neste momento, a greve dos garis da cidade do Rio de Janeiro. Chamamos a fortalecer essa luta, prestando à mesma a maior solidariedade para que triunfe e fortaleça a luta e organização dos trabalhadores para os embates que temos pela frente.

ASSEMBLEIA GERAL JÁ! CONSTRUIR O #26M NA UFF!

Vamos à Luta UFF

Com os cortes de bolsas, como as de monitoria e PET, muitos estudantes já não sabem se poderão concluir o semestre. Os terceirizados da limpeza precisaram fechar o campus do Gragoata na manhã da última sexta-feira para receber seus salários atrasados. A REItoria quer demitir cerca de 200 terceirizados!

Essa realidade é fruto de uma política de ajuste fiscal do governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB) que já cortou mais de R$7 bilhões da educação. O impacto desse ajuste na UFF já chega ao corte de R$400 milhões no nosso orçamento. Enquanto isso, metade do orçamento do país é destinado para os banqueiros através do pagamento da dívida pública e os partidos e políticos do PT, PMDB, PP, PSDB e DEM seguem privatizando e saqueando a Petrobrás.

ASSEMBLEIA GERAL DOS ESTUDANTES JÁ!

A direção majoritária do DCE da UFF, a mesma da direção majoritária da UNE (UJS/PCdoB/Kizomba/PT), é atrelada ao governo Dilma e, por isso, quer blindar sua responsabilidade sobre a crise nas federais. Até agora não convocou nenhuma mobilização concreta contra os cortes de Dilma e do REItor Sidney. Precisamos exigir que o DCE convoque imediatamente uma Assembleia Geral dos Estudantes da UFF para debater os cortes de verbas, seus impactos na UFF e a construção de um dia de lutas.

#26M: Construir o Dia Nacional de Luta da Educação na UFF

No Brasil inteiro, os trabalhadores e a juventude já começaram a dar o recado de que NAO VÃO PAGAR PELA CRISE! No Paraná, a greve dos professores derrubou o "pacotaço" de ajuste do governo Richa (PSDB). Na UFRJ, os estudantes já se mobilizam contra os cortes nas bolsas. Os garis do Rio fazem greve rejeitando os míseros 3% de aumento salarial proposto pelo governo Paes (PMDB/PT). Esse é o nosso caminho! O 26M surge da necessidade de unificar essas lutas em curso. Precisamos construir uma forte mobilização na UFF com paralisações, assembleias dos cursos e institutos, piquetes, trancaços, plenárias e reuniões em cada campus.


DERROTAR O AJUSTE FISCAL DO GOVERNO DILMA!
CONTRA OS CORTES DE VERBAS NA EDUCAÇÃO!
NENHUMA BOLSA A MENOS NA UFF!
CONTRA A DE MISSÃO DE TERCEIRIZADOS!
ASSEMBLEIA GERAL DOS ESTUDANTES JÁ!

5 de mar de 2015

UENF: Cresce a mobilização contra os cortes de verbas dos governos Dilma e Pezão

Na UENF, os estudantes já estão indignados com os impactos sofridos pela universidade com a política de ajuste fiscal dos governos Dilma e Pezão, com total omissão da REItoria. Nós da Juventude Vamos à Luta somos parte dessa mobilização e convocamos os estudantes de todas as universidades a fortalecerem essa luta participando do ato na ALERJ, no dia 10/03. Confira o texto do material utilizado pelo movimento estudantil da UENF.

UENF na luta contra os cortes de Dilma, Pezão e a omissão da Reitoria

Você sabe o que tá rolando na UENF?


A situação da UENF está cada dia pior! Entramos 2015 à beira do “caos”! O governo Dilma vem realizando uma série de ajustes fiscais que impactaram diretamente nas políticas sociais, e em especial, na Política de Educação. Como parte de seu pacote de ajuste fiscal, cortou R$ 7 BILHÕES da educação.

Na mesma direção, o Governador Pezão cortou do orçamento da UENF 38 MILHÕES. Atualmente, o governo fluminense destina R$ 1,3 bilhão para as quatro instituições de ensino superior do estado, o que representa apenas 3,6% do orçamento de receitas correntes líquidas para 2015.

As contas de luz, segurança terceirizada, água e inclusive o repasse para o bandejão são pagas com frequentes atrasos. Estudantes, professores, técnicos e terceirizados trabalham sem saber quando irão receber!

Bolsistas da Universidade Aberta, FAPERJ-UENF vão completar 3 meses de atraso nas bolsas! A reitoria por sua vez, ao invés de lutar contra o desmonte da UENF é completamente omissa e covarde com todo o ataque do governo do estado.

Unir todos contra os ajustes!

A crise é geral: na UERJ e na UFRJ os atrasos nos pagamentos atingem mais de 45 mil estudantes. As aulas foram adiadas por falta de professores e funcionários de limpeza e não existe uma previsão para solucionar este impasse. O mesmo cenário se repete na UEZO e na UFRRJ. Por isso, é importante organizar um Fórum de Lutas com atos unificados no Rio de Janeiro contra os cortes de Dilma e Pezão.


E na UENF? Saibam como está a situação dos Projetos de extensão e pesquisa

Bolsistas Universidade Aberta: Atualmente a UENF desenvolve 95 projetos de extensão, coordenados por professores da Universidade e tendo em seu quadro servidores, bolsistas universidade aberta e bolsistas de extensão. As contratações dos bolsistas universidade aberta são temporárias (12 meses) e são realizadas por meio de abertura de editais públicos anuais.

Bolsistas FAPERJ-UENF: Desde janeiro de 2015, os bolsistas estão produzindo sem previsão para receber as bolsas atrasadas.

“Vamos completar 3 meses de atraso no pagamento das bolsas. Muitos estudantes já estão com ordem de despejo e não temos nenhum posicionamento da Reitoria. Exigimos o pagamento imediato!”


O que queremos?
-  Pagamento imediato das bolsas em atraso;
-  Calendário regular de pagamento;
-  Cumprimento da promessa de aumento das bolsas equiparando os valores das bolsas em relação a UERJ.

ATO NA ALERJ - TERÇA-FEIRA - 10/03
PARTICIPE!

Não vamos aos atos de 13 e 15 de Março! Não nos representam!

CST-PSOL

Unificar as lutas contra o ajuste fiscal do PT, PSDB, PMDB e aliados!

Muitos trabalhadores e jovens honestos e comprometidos com as lutas sociais têm nos perguntado se vamos ou não para o ato de 15 de março, convocado pelas redes sociais, que terá como uma de suas pautas o impeachment de Dilma. Ou ainda, se vamos participar do ato da CUT no dia 13 de março, que, tentando se camuflar de ato contra algumas das medidas do governo, terá como objetivo central defender o governo Dilma e sua política de ataques ao povo trabalhador.

Respondemos categoricamente que não! Não vamos a estes atos, e alertamos à classe trabalhadora, à juventude e ao povo pobre, que essas mobilizações visam desviar o foco da luta contra o ajuste fiscal de Dilma, governadores, prefeitos e patrões. Participamos de uma mobilização se temos acordo com seus objetivos, que tem que servir para defender os interesses dos trabalhadores e do povo.

Acreditamos que muitos jovens, mulheres e homens trabalhadores que estão corretamente revoltados com o estelionato eleitoral praticado pelo PT e por Dilma, acabam se confundindo e vendo, de forma equivocada, o impeachment como solução para a grave crise econômica, social e política pela qual o país está passando.

Acreditamos que a saída via impeachment não significará um avanço para os trabalhadores, pois a coluna vertebral das medidas contra os trabalhadores e o povo se mantém, o plano de ajuste .

O ato do dia 15, que está sendo convocado pelo grupo “Revoltados On Line”, pela internet, está sendo fomentado por debaixo dos panos por aqueles que queriam ser os agentes e aplicadores das medidas anti povo que o governo aplica. Brigam e disputam para retomarem a “chave do cofre”, posto do qual foram corretamente tirados e rechaçados desde 2002.

PSDB, DEM e outros setores da direita clássica brasileira, não tem moral para encabeçarem nenhuma luta contra a corrupção ou em defesa dos direitos dos trabalhadores. Nunca é demais lembrar que o PSDB governou o país impondo arrocho salarial, cortes de verbas sociais, privatizações, protagonizando inúmeros escândalos de corrupção, como a compra da reeleição ou escândalo milionário do cartel do Metrô de São Paulo. Hoje os tucanos governam importantes estados, como São Paulo e Paraná, onde tomam as mesmas medidas e outras mais, que juram criticar do governo petista. Portanto eles, o conjunto da oposição de direita, não possuem moral alguma pra falar contra a corrupção e contra as medidas do governo petista, pois nestes pontos são exatamente iguais.

Também não é menos importante localizarmos que, num eventual processo de impeachment, quem assumiria a presidência seria Michel Temer, do PMDB, ou seja, a situação em nada melhoraria para os trabalhadores.

Por outro lado, é necessário chamar os honestos ativistas que apostam suas fichas no ato do dia 13, pois é um engano enorme acreditar que neste ato ocorrerá uma “defesa da Petrobrás” ou de um governo minimamente de esquerda ou progressista. O petismo sucumbiu à direita e há 12 anos vem garantindo uma política econômica que faz do Brasil um verdadeiro paraíso do capital especulativo e dos bancos. Após a última eleição, com uma notável crise e perda de base social histórica e eleitoral, o governo Dilma e o PT deram um giro ainda mais à direita, numa tentativa de demonstrar sua subserviência aos mercados, ao latifúndio e ao fundamentalismo.

NEM O GOVERNISMO DA NOVA DIREITA, NEM A VOLTA DA DIREITA CLÁSSICA DO PSDB/DEM! POR UMA SAÍDA DOS TRABALHADORES!

O PSOL e suas principais expressões públicas, junto com o PSTU, PCB, movimentos sociais, sindicatos e entidades de juventude independentes, também devem ocupar as ruas. Devemos expressar claramente nossa independência em relação ao governismo da nova direita e ao falso oposicionismo da direita clássica.

Sabemos que a insatisfação do povo trabalhador brasileiro contra as instituições desta falsa democracia dos ricos e dos poderosos cresce a cada dia. A presidenta, os governadores, prefeitos, além de deputados, senadores e vereadores aumentam seus próprios salários e diminuem o poder de compra da população aplicando um pacotaço com aumento de impostos, combustíveis e inflação. Também o retrógado judiciário brasileiro é questionado pela população, seja pelas altas benesses como o auxílio moradia dos juízes, ou até por atos como o caso do carro de luxo de Eike Batista que foi utilizado por um juiz, o que demonstra o quão reacionário e elitista é este poder.

A polícia militar e civil só protege os poderosos, e seguem matando pobres e negros nas periferias do país, assim como o exército que atualmente ocupa as favelas da Maré. A corrupção na Petrobrás e nas empresas públicas em escala federal, estadual e municipal, geram mais indignação popular e demonstram como a corrupção é parte fundamental deste podre regime.

Por tudo isso, devemos construir nas ruas uma verdadeira alternativa, a dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre, por fora e rejeitando a falsa polarização PT x PSDB, que coloque na ordem do dia os temas que realmente são importantes para os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. Barrar o tarifaço e todo o ajuste que está em curso, apoiando e impulsionando as greves e mobilizações que surgem lutando por salário e contra as medidas que retiram direitos da classe trabalhadora, como a MP que mexe no seguro-desemprego. Não deveremos aceitar nenhum direito a menos!

No plano econômico é urgente enfrentar a dívida pública brasileira, exigindo suspensão do pagamento e sua auditoria e que este dinheiro seja investido nas áreas sociais, geração de emprego e infraestrutura como por exemplo no combate a falta de água.

Do ponto de vista político, temos que ter clareza que nenhuma reforma política progressista sairá deste congresso nacional conservador. É necessária a convocação de uma Assembleia Constituinte, livre e soberana, que possa pôr fim ao antidemocrático Senado; permitindo que a população possa decidir sobre o salário e os privilégios dos políticos, vinculando seus valores aos do salário mínimo; exigindo financiamento público exclusivo e com limite de teto para campanhas eleitorais; e centralmente investindo a riqueza da nação não mais para banqueiros, mas sim para a melhorar a vida do povo investindo em saúde, educação, moradia, salario, emprego, e todas as demais demandas do povo!

4 de mar de 2015

Na UFPA estudantes dão o primeiro passo da luta contra os cortes verbas do governo Dilma

"Governo Dilma, eu quero ver a tua pátria educadora aparecer"!

Vamos à Luta PA

A juventude que sente os efeitos dos cortes de verbas, orquestrada pelo governo Dilma (PT/PMDB) e seus ministros, tem se mobilizado para derrotar as medidas de precarização da educação, mostrando que a “Pátria Educadora” ficou no discurso de posse em um estelionato eleitoral. Na Aula Magna da UFPA, os companheiros que estavam no ato com boa receptividade dos alunos, que aplaudiram nossas falas e concordaram com a política, pois sentem que as filas do R.U. aumentam e não aumentam os bandejões, a insuficiência das bolsas de pesquisa e extensão e seus atrasos, os laboratórios precários e infraestrutura de salas como sauna de aula.

A reitoria ao lado dos ajustes

Na UFPA o reitor Maneschy, que já foi presidente da ANDIFES e é responsável por aplicar a política do governo na universidade, como fez com a EBSERH impondo votação online. Na visita do ministro à nossa universidade, o reitor ficou calado pois não tem o que falar, já que concorda como o ministro e já havia falado para o Movimento Estudantil na universidade que “creche não é papel da universidade”, uma vergonha não garantir assistência estudantil e a permanência das mães estudantes nas salas de aula.

Organizar a luta para derrotar o ajuste

Um primeiro passo foi dado, a nota de chamado à unidade com os setores do movimento sindical, aprovada no CEB, que chama os sindicatos e trabalhadores a articular suas ações em unidade e o ato de hoje (03/03) mostram o espaço que temos. Unidos aos trabalhadores precisamos reeditar as Jornadas de Junho, mobilizar as categorias em luta e derrotar o ajuste do governo.

1 de mar de 2015

MINISTRO DA EDUCAÇÃO DE DILMA E AJUSTAÇOS SÃO RECEBIDOS COM PROTESTO NA UFPA!

Fábio Moroni e Gabriel Antunes, do coletivo Vamos à Luta e da CST-PSOL.

Estudantes protestam na UFPA contra cortes de verbas da Educação de Dilma e Cid Gomes

O Ministro da Educação, Cid Gomes (PROS), do Governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB) esteve em Belém na última sexta-feira (27/02) e ao realizar a visita agendada à Universidade Federal do Pará – UFPA, foi recebido por uma manifestação construída pelas organizações do movimento estudantil, dentre elas o coletivo Vamos à Luta. Com cartazes e palavras-de-ordem denunciando o absurdo corte de 7 bilhões aplicado pelo Governo Dilma no orçamento para a educação foram a principal consigna do protesto. A princípio, o ministro hesitou em falar com os estudantes, porém o descontentamento e pressão deles o pressionou a querer “dialogar” com os manifestantes. Reafirmando e defendendo a política educacional do Governo Dilma, Cid Gomes reivindicou as transferências de recursos públicos para as universidades privadas através de programas como o PROUNI e FIES, que garante isenções fiscais aos empresários, maquiam a crise existente no ensino privado e que enriquecem os “tubarões do ensino” endividando cada vez mais famílias em todo o Brasil. Mesmo com toda a sua enrolação, não conseguiu esconder o aumento do contingenciamento de recursos públicos nas áreas sociais como saúde e educação para ampliar o superávit primário e o pagamento da Dívida Pública aos banqueiros e ao sistema financeiro mundial, pelo contrário, tremeu nas bases diante de estudantes e técnicos da UFPA e assumiu que a equipe econômica de Dilma está comprometida com isso. Chegou ao absurdo de afirmar que as creches universitárias não são uma prioridade para as universidades, quando entendemos o total oposto de que as trabalhadoras e mães universitárias necessitam muito dessa importante assistência para evitar o abandono da universidade e do trabalho.

Nós do coletivo Vamos à Luta e da CST-PSOL estivemos presentes, denunciando intransigentemente os ataques do Governo Dilma e seus ministros conservadores, enquanto que o Ministro da Educação de Dilma chegou a reeditar a sua famosa pérola de que “professores devem trabalhar por amor”, afirmando dessa vez que os professores devem “trabalhar por amor e não para enriquecer”! Uma completa cara de pau, quando quem enriquece são os empresários da educação com os anos de incentivo fiscal e repasses de recursos públicos à iniciativa privada ampliados pelo governo! Em determinada altura, quando o ministro dizia que quereriam a cabeça dele caso não aplicasse o reajuste, disparamos "Então quem vai querer a tua cabeça somos nós!". Cid Gomes é a mesma figura que questionou a Lei do Piso Salarial Nacional dos professores com ações na justiça, demonstrando seu completo descompromisso com os trabalhadores e a educação pública. Com a tamanha enrolação, os estudantes deram às costas à ladainha cantando "É ou não é piada de salão? Tem dinheiro pra banqueiro mas não tem pra educação!".

Em 2015, está mais do que claro que o maior inimigo da educação brasileira é esse governo, depois do imenso estelionato eleitoral promovido em 2014, com violentos pacotes de ajustes e tarifaços aplicados de norte a sul, por meio de aumentos nos combustíveis, na energia elétrica e a redução dos recursos repassados para os serviços públicos, de modo que deve ser enfrentando com toda força pelo movimento estudantil de conjunto! Só a luta intransigente da base dos estudantes, Centros Acadêmicos e DCEs contra a política de ajustes do Governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB) irá trazer conquistas e melhorias em nossos Restaurantes Universitários, na assistência estudantil, na estrutura das universidades, nas bolsas, em mais investimentos para a educação pública, gratuita e de qualidade! É preciso que o movimento estudantil siga unitariamente o exemplo de luta dos radicalizados trabalhadores grevistas caminhoneiros que paralisaram as vias do Brasil, os metalúrgicos da Volks em São Paulo que derrotaram as burocracias sindicais e arrancaram vitórias contra os ajustes de Dilma ou os professores do Paraná que massivamente enfrentam nas ruas os ajustes dos governos! Não nos resta outra saída que não seja a luta!

19 de fev de 2015

Unidos Podemos Mais!

Nota do Vamos à Luta de apoio à chapa 2 pro Sindicato de Asseio e Conservação do Rio de Janeiro

Os garis do Rio de Janeiro, que protagonizaram uma poderosa greve no Carnaval do ano passado, que impactou o país inteiro inspirando outros trabalhadores e jovens a lutarem, enfrentam agora uma importante eleição do seu sindicato que pode definir os rumos das suas lutas e da campanha salarial desse ano.

Depois de muitos anos de eleição de chapa única, a direção pelega do Sindicato de Asseio e Conservação concorre contra a chapa de Oposição, encabeçada pelos companheiros que estiveram na linha de frente da última greve dos trabalhadores da Comlurb. A chapa 2, Unidos podemos mais, a chapa de Oposição ao Sindicato, quer organizar a luta dos trabalhadores desde a base por aumento de salário e melhores condições de trabalho.

O Sindicato representa não só os trabalhadores da Comlurb, mas também das empresas terceirizadas de limpeza das universidades, por exemplo, que recentemente fizeram greves e paralisações na UERJ e na UFF pelo recebimento dos salários atrasados.

Em meio a tantas lutas e mobilizações dos trabalhadores, como os metalúrgicos da Volks e os professores do Paraná, que enfrentam o ajuste fiscal, o arrocho salarial e a retirada de direitos de Dilma, governadores e prefeitos, cada vez mais é necessário unificar as categorias em luta e derrotar as burocracias que dirigem os sindicatos e traem os trabalhadores, assim como faz a direção majoritária da UNE (UJS-PCdoB/Kizomba-PT) no movimento estudantil. Os garis precisam de uma nova direção para enfrentar o ajuste de Paes, Pezão e Dilma.

Nós do Vamos à Luta entendemos que é fundamental a unidade da juventude com os trabalhadores. Por isso, assim como estivemos presentes na greve dos garis no último ano e nas lutas dos terceirizados das universidades, hoje também somos parte da campanha apoiando a chapa 2 - Oposição, Unidos Podemos Mais, para eleição dias 25 e 26 de fevereiro do Sindicato do Asseio e Conservação do Rio de Janeiro. Convidamos toda juventude de esquerda e combativa a também se somar nessa campanha!

26 de jan de 2015

Mobilizar, ousar vencer, como fizeram os operários do ABC!

VITÓRIA! Trabalhadores da Volks de São Bernardo passam por cima da direção de sindicato e com greve revertem 800 demissões!
10 dias de greve, trabalhadores da Volks mostram o caminho para enfrentar o ajuste do governo Dilma

A greve dos metalúrgicos da Volks do ABC foi a primeira grande batalha da classe trabalhadora contra o ajuste do Governo Dilma (PT/PMDB) e dos patrões em 2015. Podemos dizer sem dúvidas que os operários saem vitoriosos. A readmissão de 800 trabalhadores mostrou que a patronal foi obrigada a recuar perante a força desta luta. A base dos trabalhadores teve que enfrentar também a política nefasta da burocracia sindical, que um mês antes havia defendido em assembleia uma proposta de que se aceitasse mais de 2000 PDVs (Plano de Demissão Voluntária) e também congelamento de salários, sendo derrotada pelos trabalhadores na porta da fábrica. 

Foi uma greve histórica, imposta desde a base metalúrgica, e que seu exemplo deve ser seguido pelos trabalhadores de outras fábricas, como a Scania, Mercedes, Ford e outras empresas que ameaçam demitir trabalhadores. Não temos dúvidas de que a classe operária do ABC, a partir do exemplo da Volks, sai mais confiante e mais fortalecida para lutar contra o ajuste. 

Uma greve que teve a solidariedade de classe de milhares de trabalhadores

Um dia histórico desta greve foi 12 de janeiro, quando 20 mil pessoas tomaram a Via Anchieta e confirmaram o grande apoio a greve e aos trabalhadores demitidos. Metalúrgicos da Ford, Mercedes e Kharman Ghia se solidarizaram aos companheiros da Volks, paralisaram suas atividades e marcharam em conjunto. Delegações de diversas categorias do Estado de São Paulo estiveram presentes, apesar da política da direção da CUT de não mobilizar a base de suas categorias para o ato. Metroviários, Professores, entre outros setores da classe trabalhadora se somaram a luta dos metalúrgicos. Familiares dos demitidos também estiveram presentes e mostraram comoção no ato.

A unidade forjada pelos metalúrgicos de várias fábricas neste ato relembrou os anos 80, onde as greves unificadas deram o primeiro passo na derrubada da ditadura militar.

A CST-PSOL, Unidos pra Lutar e o Coletivo Vamos à Luta enviaram delegações nestes últimos dias em solidariedade à greve. O companheiro Davi de Souza Júnior, da Unidos pra Lutar e diretor do Sindicato dos Químicos de SJC, que esteve presente em apoio à greve, juntamente com outros vários dirigentes da entidade, declarou após uma assembleia: “Estamos aqui porque esta é uma greve decisiva. Os ataques aos trabalhadores da Volks, com estas demissões, refletirão fortemente em toda a classe trabalhadora. A vitória dos trabalhadores da Volks fortalecerá todas as lutas que estão por vir. Cercar esta greve de solidariedade é a tarefa de todo movimento sindical combativo”.
As contradições do acordo e o papel da direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

A greve foi vitoriosa, conseguiu a reversão das demissões e os trabalhadores saíram mais conscientes de sua força e confiantes na sua luta. Porém, não podemos deixar de colocar que o acordo que a diretoria do Sindicato fez com a patronal tem algumas armadilhas para esses trabalhadores: a primeira é o PDV (Plano de Demissão Voluntária) que já havia sido rejeitado pelos trabalhadores em assembléia do dia 02/12 que prevê a adesão de até 3 mil trabalhadores. Sabemos que historicamente os PDV não tem quase nada de “voluntário”. Haverá a partir de agora uma enorme pressão dentro da empresa para os trabalhadores aderirem ao Plano. Segundo , o acordo prevê congelamentos salarial até 2016, descartando reajuste real, e amarra em regras pouco claras as campanhas salariais do setor até 2019.

Fica claro após a leitura dos pontos do acordo, que a patronal irá tentar reverter aos poucos a vitória que os trabalhadores tiveram na greve. Para isso, planejam contar com a capitulação e até o apoio da direção do Sindicato, como ficou demonstrado na assembleia do dia 02/12 onde a própria diretoria do sindicato defendeu o PDV e o congelamento de salários propostos pela empresa.

A força da greve, seu apoio externo, e a enorme disposição de luta dos trabalhadores poderia ter revertido as demissões sem aceitar esses problemas do acordo. Porém, a direção do Sindicato, com posição vacilante desde o início, foi responsável por estas cláusulas negativas.

Esta postura equivocada, ficou demonstrada na estratégia do Sindicato de reunir com o governo federal e jogar ilusões de que este governo poderiam defender os trabalhadores. Um governo que iniciou o ano com uma série de cortes de direitos trabalhistas deve ser enfrentado diretamente, pois o PT governa centralmente para defender os interesses das multinacionais, dos bancos e das empreiteiras e não os direitos dos trabalhadores. São coniventes com as milhares de demissões que tem ocorrido no setor industrial. A derrota eleitoral do PT no ABC Paulista, foi também uma demonstração de que cada vez mais se dissipam as ilusões de nossa classe com este governo burguês encabeçado pela presidente Dilma.

Não podemos deixar de citar, que a estratégia da pequena oposição, agrupada em torno da CSP-Conlutas, foi também desastrosa neste sentido. O eixo político de “Dilma, proíba as demissões”, não reflete em nada o processo de ruptura que a nova geração da classe operária brasileira está fazendo com o PT, e só serve para gerar mais ilusões ainda de que seria possível Dilma intervir diretamente em favor dos trabalhadores.

Neste sentido, reafirmamos nossa exigência para que a direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, junto com a CUT, rompa com este governo que só vem atacando os trabalhadores. Além disso, que seja parte da preparação da unificação das lutas no Estado de São Paulo. As lutas por emprego, moradia, água e contra o aumento da tarifa devem ser unificadas em um forte plano de lutas.

Os trabalhadores da Volks são nosso exemplo para resistir ao ajuste

O “ajuste fiscal” de Dilma e dos governadores se concretizam em dezenas de milhares de demitidos na indústria. Também no aumento das taxas de juros, que tiram das áreas sociais para encher o bolso dos banqueiros. A diminuição dos benefícios do seguro-desemprego e de direitos previdenciários é parte deste ataque global. O aumento da gasolina, da energia elétrica e das tarifas do transporte público também se somam às medidas contra o povo. Há um verdadeiro “tarifaço” contra o povo em curso. Neste sentido, somente organizando greves, atos e protestos por todo país poderemos impor uma derrota aos planos dos governos e dos patrões.

Por uma Plenária Nacional para organizar a luta contra a retirada de direitos!

Propomos que as organizações sindicais, estudantis e populares combativas e de esquerda construam unitariamente uma agenda de lutas contra os ataques que afetam a vida do povo. Para isso é necessário construir uma plenária nacional unitária com todos e todas os que quiserem participar para articular ações concretas contra as medidas que estão sendo apresentadas pelo governo Dilma, pelos governadores e os patrões. Uma tarefa fundamental para a CONLUTAS, as Intersindicais, o CONAT, as correntes sindicais de esquerda, sindicatos nacionais como o ANDES-SN, movimentos como o MTST; partidos como o PSOL, PSTU, PCB e PCR dentre outras organizações políticas; a esquerda da UNE, a ANEL e DCE’s como da USP e UFRJ; para as oposições sindicais combativas, os sindicatos que resistem o ajuste. Os operários da Volks mostraram que é possível vencer e o grande ato do dia 12, mostrou que é possível propor a unidade dos trabalhadores em torno de suas reivindicações.

São Paulo, 26 de Janeiro de 2015

Corrento Socialista dos Trabalhadores/PSOL
Unidos pra Lutar
Vamos à Luta

ESPETACULAR TRIUNFO DA ESQUERDA NA GRÉCIA

CST-PSOL

Uma explosão de alegria sacode o povo grego após ter derrotado o candidato da troika nas eleições de domingo 25 de janeiro votando em Syriza. Esta alegria percorre o mundo, pois o povo trabalhador e as classes medias dos setores mais empobrecidos, aqueles que estão sentindo nas costas os planos de ajuste iguais ou similares aos impostos ao povo grego, compartilham o sentimento de esperança e esperam reproduzi-lo nos seus países. Por esse motivo é que parabenizamos o povo e os trabalhadores gregos.

Não é para menos. Após anos de crise política e econômica imposta pela UE liderada pela Ângela Merkel junto com os governos subservientes e a grande burguesia grega que levaram à miséria e ao desemprego milhões de pessoas, depois de ter realizado 20 greves gerais e paralisações, mobilizações e atos de todo tipo, os gregos falaram alto para afirmar: BASTA DE AUSTERIDADE! e votaram em Syriza encabeçada por Alexis Tsipras.

Votaram pelo partido que propôs enfrentar o ajuste, aumentar os salários e anular as reformas trabalhistas anti operárias. Foi um claro voto contra a troika, contra o Memorando, o FMI e contra os candidatos e partidos que os representavam: Nova Democracia e os falsos socialistas do Pasok.


Mas o povo tem que se manter alerta e mobilizado. No Brasil temos o triste exemplo do PT e do Lula, que se elegeu em 2002 prometendo acabar com a miséria, a fome, as privatizações, o desemprego, mas governou e seu partido continua governando para os patrões e multinacionais, aplicando agora através da presidente Dilma um feroz plano de ajuste similar aos que aplicou a troika na Grécia.

Por estes antecedentes, não vemos que a burguesia imperialista europeia ou norte americana tentarão uma saída parecida com a que fizeram contra Chávez na Venezuela em 2002. Mas com os exemplos do PT e de outros partidos ou movimentos que foram de esquerda buscará negociar para cooptá-los como fizeram com Lula e o PT, hoje absolutamente domesticados. Por esta razão preocupam algumas declarações de altos dirigentes que falam em “negociar” ou em “respeitar as obrigações assumidas pela Grécia” no âmbito da União Europeia. 

Mas do que nunca então, o povo deve continuar com a mesma garra, se mobilizando para impor as saídas de fundo pelas quais anseia e votou. Cabe ao novo governo de Syriza honrar o mandato dado pelo pelos trabalhadores e o povo, romper com o pagamento da injusta e imoral dívida externa, o que levará inevitavelmente ao rompimento com a União Europeia e romper com o Memorando para avançar em outras medidas anticapitalistas. Essa e a única garantia para ter emprego e salário digno, saúde aposentadoria e educação de qualidade, caso contrário a experiência histórica e recente demonstra mais uma vez que não existe outro caminho intermediário.


VIVA A LUTA E O TRIUNFO DO POVO GREGO!