04/07/2014

O PAPEL DA MULHER COMO VOZ POLÍTICA DE EMANCIPAÇÃO

 BOLETIM DO COLETIVO DE JUVENTUDE VAMOS À LUTA – Construindo uma Nova Direção Juvenil (DF)
No 01 Julho de 2014

Por Isabela Alves*


Para entender como foi construída a voz feminina como sujeito político de emancipação é necessário fazer um percurso histórico de como se organizou os diversos movimentos de mulheres durante a história, especialmente a do Brasil e da América Latina.
Um dos grandes êxitos do Movimento de Mulheres das décadas de 70 e 80 no Brasil foi o de trazer ao debate público assuntos que até então ficavam restritos à esfera privada, como a questão da violência doméstica ocorrida contra mulheres por seus maridos. Foi na década de 70 também que a taxa de mulheres sindicalizadas cresceu 176%. Antes ainda, houve a campanha sufragista que resultou no direito de voto à mulher .Contudo, essas conquistas não atingiram de forma homogênea a todas as mulheres. No caso do voto por exemplo, inicialmente somente mulheres casadas, viúvas e solteiras com renda própria poderiam votar.
Estudiosas como Cynthia Sarti, apontam para a modernização individualista da mulher a partir dos anos 60, com a utilização dos métodos contraceptivos, acesso ao ensino superior, dando-se numa sociedade altamente hierarquizada em termos de classe, raça e gênero. No Brasil, esses avanços foram destinados em sua maioria ao Sudeste branco, urbano e mais desenvolvido.
A década de 90 foi o período das conferências internacionais que discutiram a questão da violência contra a mulher em uma escala mundial.
Em 2006, com a promulgação da Lei nº 11.340/06, Lei Maria da Penha, tivemos no Brasil um marco histórico ao inserir no plano normativo a categoria de gênero há muito estudada pelas ciências sociais. A partir dessa lei, a violência contra a mulher pôde ser discutida também como uma questão de gênero, categoria construída socialmente como reflexo do tratamento desigual concedido às mulheres ao longo da história.
Salientamos que comete um erro grave quem pensa que a discussão de gênero está descolada da discussão sobre a exploração de uma classe sobre a outra no processo produtivo, ou sobre a exploração de uma raça sobre a outra. Na realidade, as discussões se entrelaçam e é necessária uma leitura madura sobre isso que dê conta da importância do tema.
A clássica frase “o gênero nos une e a classe nos separa” vem ao encontro do entendimento de que a mulher enquanto leitura de gênero não está descolada da sua realidade social, dos tipos de exploração que sofre enquanto mulher trabalhadora. Por isso, a nossa escolha enquanto luta feminista é se vincular aos nossos desafios enquanto classe trabalhadora assalariada que convive com os desmandos dos patrões e das patroas. Para nós, não adianta que uma mulher assuma a Presidência da República, mas que obedeça à cartilha do grande capital financeiro, representado pelos bancos que nos submetem ao constante corte nas áreas sociais nas quais estão vinculadas a construção de creches e os investimentos na política pública de enfrentamento à violência contra as mulheres. A contradição assume um aspecto incontornável uma vez que mais de 40% do Orçamento Geral da União são destinados ao pagamento de títulos da dívida pública para essas instituições financeiras. Uma dívida que deveria ter sido auditada desde 2010 após a CPI da Dívida Pública e nada foi feito.
Segundo dados da Auditoria Cidadã da Dívida Pública, em 2013, a previsão orçamentária para o enfrentamento da violência contra a mulher foi da ordem de R$ 191 milhões, isto é, 3.761 vezes menos que o valor destinado à dívida pública federal no mesmo ano. Já o montante efetivamente executado foi de R$ 135 milhões, o que corresponde a um percentual de 71% do que havia sido previsto.
Acreditamos que as jornadas de junho, onde 57%dos manifestantes eram mulheres, abriram as portas de uma nova situação política. Vivemos um momento favorável para a luta de classes, com uma mudança na correlação de forças. De um lado, estão a juventude, os trabalhadores e setores populares, mais fortes e mais confiantes, do outro lado, na defensiva, os governos e as velhas direções burocráticas e traidoras dos movimentos populares e sindicais.
No meio desse processo de enfrentamento; de greves, e de repressão aos trabalhadores por parte dos governos ligados à Dilma (PT/PMDB) e também aos partidos da velha direita (PSDB), defendemos que a militância de esquerda deva fazer um exercício diário de combate a qualquer tipo de opressão que se manifesta não somente com a agressão física, mas muitas vezes com a agressão moral e psicológica principalmente às mulheres.
Como um Coletivo historicamente combativo e que tem centenas de mulheres liderando suas lutas, repudiamos veementemente qualquer atitude considerada machista em nosso meio, porém, assim como o método da dialética materialista defendido pelos marxistas, defendemos que essas práticas devem ser desconstruídas na militância diária, pois não estamos imunes a elas e devemos nos disciplinar diante disso.
Outro fator fundamental é o fato de acreditarmos que a mulher deve ser o sujeito legítimo para decidir sobre o que fazer ou não com o seu corpo. Assim, o polêmico tema sobre a descriminalização do aborto deve ser encarado de frente pela militância de esquerda para que seja feito um debate sério sobre o tema.
Com relação à regulamentação ou não das profissionais do sexo, percebemos que muitos mulheres e homens esquecem de perguntar para as próprias profissionais do sexo o que elas pensam a respeito do tema . Para nós esse ato leva ao equívoco de querer falar pelas pessoas sem ao menos empoderá-las como sujeito de direito de relações que as envolvem.
Isso não é nem nunca será um feminismo combativo que deve ser perpetuado nas trincheiras das batalhas que enfrentamos todo dia. Essa ideia de que vamos salvar alguém é totalmente distorcida, artificial.
Nesse sentido, faz-se necessário que o movimento de mulheres amadureça sua militância, conversando com as protagonistas dessa discussão, integrando-as à nossa luta diária e não com ideias pré- concebidas de superioridade com relação a essas mulheres.
O Coletivo de Juventude Vamos à Luta, vive um momento de reconstrução e reorganização de sua luta no DF tendo como uma das prioridades, o debate e a efetivação da luta feminista dentro dele. Por isso, faremos um debate aberto, com grupos de leitura e discussão, roda de conversa sobre o feminismo, sobretudo o classista; o feminismo voltado para a periferia, já que defendemos que a luta da mulher jamais será eficaz se for centrada em um pequeno e favorecido grupo. Acreditamos que devemos construir uma militância que preza pela formação consciente de cada vez mais pessoas. Além de estudos que defendemos que devem ser feitos entre as mulheres da organização.
Levantaremos também uma discussão que preze a nossa postura de reconhecimento da necessidade da desconstrução do machismo e da reprodução dele, de forma legítima e pedagógica, já que o machismo é uma prática enraizada e tão forte dentro da nossa sociedade, exigindo a revisão e desconstrução por parte de todos e todas; todos os dias e mais ainda na luta.
Por isso, convidamos a todas e a todos para essa atividade objetivando uma troca de experiência e impressões que levem ao avanço essa pauta tão necessária.

*Isabela Alves Reis que é Bacharel em Direito pelo Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) e estudante de Letras Espanhol pela UnB. É militante do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), do Coletivo de Juventude Vamos à Luta e da CST (Corrente Socialista dos Trabalhadores). A companheira Isabela é estudiosa do Feminismo com corte de classe com especial atenção às profissionais do sexo.Mantém também um blog com a temática.

DEBATE
O PAPEL DA MULHER COMO VOZ POLÍTICA DE EMANCIPAÇÃO
Dia 03 de julho de 2014, às 15hs.
No Mezanino do ICC Norte da Universidade de Brasília.

O Coletivo de Juventude Vamos à Luta surgiu em 2007 a partir da onda de ocupações de reitoria ocorridas em todo o Brasil, as quais questionavam a implementação da expansão sem qualidade do Reuni e que teve seu ápice na ocupação histórica da Reitoria da UnB em 2008 que derrubou o Reitor Timothy Mulholland. Somos conhecidos por ser um Coletivo combativo e agitativo atuando em todo o Brasil.Atualmente compomos a Oposição de Esquerda da UNE.

01/07/2014

SOMOS TODOS METROVIÁRIOS: READMISSÃO DOS 42 DEMITIDOS POR ALCKMIN (PSDB)

Chega de corrupção e repressão no metro!

A greve de cinco dias dos metroviários de São Paulo, as vésperas da COPA da FIFA, sofreu um dos mais duros ataques dos últimos anos. Além da violenta repressão por parte da Tropa de Choque da Polícia Militar, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, mandou demitir 42 trabalhadores. Na tentativa de sufocar a entidade a justiça paulista bloqueou cerca de R$ 900 mil do sindicato para o pagamento de “multas”. O governo Dilma e seus Ministros, o prefeito Haddad, o PT e o PCdoB, atuaram juntamente com Alckmin, o PSDB, a mídia e a justiça burguesa contra a greve do metro. Se agora tentam colocar a culpa nos Tucanos “repressores” é unicamente por questões eleitoreiras. Não podemos, portanto, nutrir expectativas nesse setor.
Após a derrota da greve, cujo balanço não trataremos aqui, a categoria se rearticula em defesa dos 42 demitidos. Na assembleia do dia 26/06 foi aprovada a realização de ato público em conjunto com o MTST e personalidades no dia 03/07, além de medidas econômicas para manutenção dos que estão afastados de seus postos de trabalho. Várias entidades e movimentos se solidarizam com a causa no Brasil e no mundo (http://www.metroviarios.org.br/site/index.php?option=com_content&Itemid=&task=view&id=1877). O Vamos à Luta é parte dessa campanha com a mesma energia que estivemos no apoio a greve. Tarefa que pode ser abraçada unificadamente por todos os coletivos e juventudes da Oposição de Esquerda da UNE, da ANEL, pelos DCE’s e grêmios de luta, Executivas e Federações de curso combativas e por cada ativista que está nas ruas desde junho.
As centrais sindicais majoritárias, como a direção da CUT, Força Sindical, UGT, CTB, etc, nada fizeram efetivamente nas categorias que estão sob sua direção para cercar de apoio concreto os metroviários. Ou seja, o “apoio” tão divulgado ficou só no discurso. Por isso exigimos que a burocracia rompa a trégua com os governos e os patrões e mobilize ofensivamente para os atos unificados. Além de incluir esse tema nas campanhas salariais do segundo semestre e contribuir generosamente com o fundo financeiro de apoio aos demitidos.
“Está em curso uma clara intervenção política no Sindicato dos Metroviários. Ao demitir quase um terço da direção da entidade e tentar nos sufocar financeiramente, porque ousamos lutar e denunciar a corrupção por parte desse governo no metrô de São Paulo, Alckmin tenta mandar um recado ao movimento sindical combativo e aos movimentos sociais, que não o desafiem. De nossa parte, não nos calarão, seguiremos firmes, para isso contamos com a solidariedade do movimento sindical combativo, de intelectuais, artistas e defensores dos direitos humanos para que se somem na campanha pela readmissão, bem como na defesa de nosso direito de protestar e defender o patrimônio estatal”, disse Alex Fernandes (secretario geral do sindicato dos metroviários) integrante da UNIDOS PRA LUTAR e um dos trabalhadores demitidos.
Nossa juventude vai ajudar na divulgação dessa batalha. Entre nessa campanha enviando texto abaixo para o Portal do Governo do Estado de São Paulo:http://www.saopaulo.sp.gov.br/ no ícone FALE CONOSCO. Com cópia para: sindicalismoclassista@gmail.com
“Ao Governador de São Paulo Sr. Geraldo Alckmin
Da: Entidade ou personalidade
Sr. Governador Geraldo Alckmin,
Todos acompanhamos a legitima greve dos trabalhadores metroviários do Estado de São Paulo, bem como nos indignamos com a forma violenta que foi reprimida, não somente a categoria, como também as dezenas de lutadores sociais que junto com os metroviários exigiam transparência nas finanças do metrô de São Paulo e exercitavam seu legitimo direito de reivindicar reajuste salarial e melhores condições de trabalho. As manifestações ocorridas em junho de 2013 parecem que não lhe fizeram compreender que o povo não lutava somente por R$ 0,20 (vinte centavos).
Exigimos a imediata readmissão dos 42 trabalhadores metroviários demitidos, o arquivamento de todo e qualquer processo administrativo ou sindicância contra esses ou outros trabalhadores (as), bem como, o fim das perseguições e assédio moral por parte do governo e do metrô para com a categoria metroviária."
PARA DOAÇÕES: conta no Banco do Brasil. A agência é 6.821-7 e a conta corrente é 373-5. A conta é do Sindicato

27/06/2014

FORA FIFA! BASTA DE REPRESSÃO!

Em 2007, quando o Brasil foi anunciado como sede da Copa do Mundo de 2014, o governo Lula (PT/PMDB/PCdoB) exaltava a conquista afirmando que o megaevento traria muitos benefícios para o povo brasileiro, visto que seriam realizadas muitas obras públicas e que a construção e reforma de estádios seriam financiadas pela iniciativa privada, sem nenhum gasto público. Lula iniciou o falacioso discurso do “legado da Copa”, ao qual Dilma e seus braços no movimento operário – as direções da CUT, a CTB e outras direções sindicais pelegas – e no movimento estudantil – as direções da UNE e UBES (UJS-PCdoB/PT) – deram continuidade. Mas logo se comprovou que Lula, todo governo e os governistas estavam mentindo mais uma vez.
 
Gastos exorbitantes, os maiores da história das Copas, que ultrapassaram os R$30 bilhões com a maioria das obras de infraestrutura inacabadas e que estão longe das reais necessidades do povo. Pelo contrário, cerca de 180 mil famílias pobres foram expulsas de suas casas, seja para a construção de estádios, estacionamentos ou hotéis de luxo ou através do aumento da especulação imobiliária que aumentou o valor dos aluguéis.  A criminalização da pobreza se intensificou através do aumento da militarização da segurança pública, política que assassinou Amarildo, Cláudia e DG, no Rio de Janeiro, e o jovem Douglas Rodrigues, em São Paulo, e que colocou o Exército no Complexo da Maré no mesmo dia em que completavam 50 anos do Golpe Militar no Brasil. Tudo isso, somado à crise econômica que faz com que Dilma e os patrões arrochem mais os salários e flexibilizem os direitos dos trabalhadores, além da precarização e privatização de direitos básicos da população como saúde, educação, transporte e moradia, gerou a indignação de milhões de brasileiros que se manifestou claramente nas Jornadas de Junho de 2013, onde entre os gritos mais ouvidos nas manifestações em dezenas de cidades eram “Não vai ter copa”, “Da copa eu abro mão, eu quero é dinheiro pra saúde e educação” e “Ei, FIFA, paga a minha tarifa”! E a luta não parou por aí, pois logo depois dos gigantescos protestos protagonizados pela juventude em 2013, diferentes categorias de trabalhadores se organizaram e fizeram greves, lutando não só por salários ou condição de trabalho, mas também contra as mazelas da Copa como, por exemplo, na greve dos garis do RJ que diziam “Os garis querem fazer as compras o prefeito quer fazer a Copa”.
 
Hoje a Copa está sendo realizada, mas não para os trabalhadores e estudantes, apenas para os ricos, que podem pagar para desfrutar do evento, e para os governos, seus amigos empresários e a FIFA que não param de lucrar. Basta olhar para as fotos dos jogos nos estádios e percebemos que a população brasileira pobre, negra e trabalhadora não teve o direito de participar da festa que ela mesmo bancou, pois segue sendo explorada nos seus locais de trabalho e massacrada no caos das cidades-negócio do projeto de Lula e Dilma, do PT, PMDB e dos governadores do PSDB e do PSB. E o que fica como legado são os gastos bilionários, privatizações, precarização dos serviços públicos, remoções, a elitização dos estádios e a repressão aos quem lutam contra esses absurdos.  O investimento de R$2 bilhões em aparato repressor contra as manifestações durante a Copa da FIFA de Dilma e os governadores já foram aplicados na absurda repressão aos atos que questionaram o megaevento, como no dia 12/6 em São Paulo, inclusive, com perseguição e prisão de ativistas e no dia 18/6 em Porto Alegre. Além disso, o governo federal e os governos estaduais utilizam a “Justiça” para criminalizar greves ou legitimar a demissão de trabalhadores, como os servidores técnico-administrativos das universidades federais, os metroviários de SP e os professores da rede estadual e municipal do RJ.
 
Mas uma coisa está clara, esta Copa não é a Copa que o governo queria. O questionamento da juventude e dos trabalhadores gerou um enorme grau de desgaste ao evento descolando o governo e FIFA da seleção brasileira e do amor das pessoas pelo futebol. As vaias, os protestos, as greves, insatisfações e as necessidades da população não serão respondidas com esse mundial. As contradições e o caos social seguirão. Por isso, segue a necessidade de dizer que a FIFA não pode continuar mandando em nosso país com a ajuda da subserviência de Dilma aos interesses dos poderosos. É preciso dizer NÃO à repressão que acontece às manifestações que questionam as consequências da realização da Copa no Brasil, como já vimos durante a primeira fase do campeonato. A luta segue e é necessário realizar atos massivos e coordenados nos estados durante os dias de jogos das oitavas ou quartas de finais, unificando as categorias em greve, os trabalhadores sem-teto e a juventude indignada para exigir auditoria de todas as obras da Copa, punição às empresas ou governos responsáveis pelos superfaturamentos, expropriação dos imóveis inutilizados para moradia popular, estatização do transporte com tarifa zero e fim da criminalização e repressão aos manifestantes e grevistas

Majoritária da UNE aprova plataforma "chapa branca" no 62º CONEG da UNE

Balanço público do Vamos à Luta - Juventude Indignada

Há um ano aconteciam em diversas cidades os atos de junho de 2013, quando milhões foram às ruas para derrotar os aumentos das tarifas do transporte e reivindicar mais investimentos públicos em saúde e educação, questionando os gastos bilionários da Copa da FIFA. Esse ano, vivenciamos as greves e lutas dos trabalhadores no país inteiro: rodoviários, professores, servidores federais, metalúrgicos, metroviários, sem-teto, etc. O sentimento de indignação de junho continua presente e é papel da juventude apoiar os trabalhadores em suas lutas. É o exemplo que estão dando os estudantes da USP, Unicamp e Unesp, lutando junto com os professores e técnicos-administrativos contra o arrocho salarial do governo Alckimin (PSDB) e prestando solidariedade aos 42 metroviários demitidos.

Nesse contexto, que ocorreu em São Paulo, entre os dias 30 de maio e 01 de junho, o 62º CONEG da UNE, que reuniu os DCE’s, UEE’s e Executivas/Federações de curso. Infelizmente, o CONEG não refletiu nada dessa conjuntura. A direção majoritária da UNE (PCdoB/PT) jogou atuou para que esse fosse um espaço muito superestrutural, esvaziado, com pouca base de estudantes. Não à toa o local do evento foi alterado em cima da hora para dificultar a organização dos estudantes em participar do espaço. Embora acontecendo na USP, o CONEG não conseguiu refletir a greve geral e as mobilizações que acontecem na Universidade. A luta dos estudantes e da juventude em todo lugar passa por fora da direção majoritária da UNE porque já não tem confiança nessa direçãoeles que não tocam as lutas de apoio às greves porque defendem o governo Dilma que não negocia com as categorias em greve. A exemplo do DCE da UFF, dirigido pela majoritária, que atua junto com a reitoria para jogar os estudantes contra a greve dos técnicos-administrativos. A Oposição de Esquerda poderia ter jogado esse papel de levar pro espaço do CONEG a greve e o exemplo dos estudantes da USP, pois dirige o DCE. Também como uma forma de esvaziar o CONEG, a direção majoritária realizou na mesma data uma atividade da UEE-SP, que também reunia os DCE's, para que os estudantes das universidades paulistas em greve tivessem que se dividir entre os dois espaços do movimento estudantil. 

 A plataforma da UNE e o papel da Oposição de Esquerda

O principal objetivo da direção majoritária da UNE nesse CONEG era aprovar na plenária final a plataforma da UNE para as próximas eleições. Uma plataforma chapa branca que não reflete as principais reivindicações daqueles que foram às ruas em junho, nem dos trabalhadores grevistas de agora. Uma plataforma para blindar o governo Dilma e, posteriormente, apoiar sua candidatura à reeleição. Isso não é novidade. No CONEG de 2010, também foi votada uma plataforma eleitoral proposta pela direção majoritária e a Oposição apresentou e defendeu uma outra proposta.

No entanto, diversos coletivos da Oposição de Esquerda (Jsol, Juntos, Rebele-se, RUA), apostavam na possibilidade de se apresentar e defender na plenária final desse Coneg uma plataforma única com o consenso entre todos os campos da entidade: majoritária, campo popular, oposição de esquerda. Ainda que no final das contas tenham sido apresentadas duas plataformas na plenária final do CONEG, uma da direção majoritária e campo popular e outra da Oposição, queremos discutir o que estava em jogo com aquela possibilidade de consenso.

É fundamental debatermos qual o caráter da Oposição e a necessidade de enfrentar a burocracia do movimento estudantil e o governo Dilma. Se essa é a necessidade prioritária para os coletivos que compõem a OE ou se a prioridade é tocar as lutas "comuns", com uma entidade "unificada" atuando em consenso com todos campos e setores. Nós do Vamos à Luta entendemos que é errado diluir a OE na confluência com a majoritária da UNE e o campo popular. O que está em debate é qual o caráter da Oposicão? Se a Oposição tem que servir para derrotar a burocracia ou não; se é para ser oposição de esquerda ao governo Dilma ou não; se é para ser alternativa de direção ou é para consensualizar com a burocracia.

Entendemos que a razão de ser da Oposição tem que ser derrotar a burocracia que trai a luta dos estudantes em todos os espaços do movimento. Não é possível consenso sobre uma programa para os estudantes levantarem nessas eleições com a direção majoritária que, em São Paulo, esteve junto com o governo Haddad e contra as greves dos rodoviários, que diz que não há contradição entre a Copa, saúde e educação e chama a juventude pra ser voluntária da Fifa e restringe a meia-entrada.
Em todos os locais, as lutas e greves vem se dando cada vez mais por fora e contra as velhas burocracias pelegas encasteladas nas entidades, tanto na juventude, quanto nas greves dos trabalhadores. Foi assim na greve estudantil de 2012 que ocorreu por fora da majoritária e também é assim nas greves que vem acontecendo como garis no Rio de Janeiro e operários metalúrgicos em Niterói. Por isso, é importante que a Oposição esteja cada vez mais conectada com o sentimento de indignação da juventude, afirme um perfil próprio e combata a burocracia do movimento estudantil.

Entendemos que é fundamental que a Oposição reafirme o perfil que conformou nossa chapa no Congresso da UNE (Conune) de 2013: oposição de esquerda ao governo Dilma/ Temer (PT/ PMDB), oposição de esquerda à direção majoritária da UNE (PCdoB/ PT). É afirmando um perfil próprio, construindo pela base o movimento estudantil para derrotar o governo e a burocracia, defendendo as pautas levantadas em junho e apoiando as lutas dos trabalhadores que a Oposição poderá se constituir como uma alternativa de direção pro movimento estudantil. Por isso, o papel da OE agora é de levar o programa que defendemos juntos na plataforma própria para as lutas da juventude defendendo o rompimento com a política econômica neoliberal do governo Dilma e que os ricos paguem pela crise econômicaReforma Agrária com expropriação de todos os latifúndios e o fim do agronegócio; auditoria e suspensão do pagamento da dívida pública com destinação desses recursos às áreas sociais, sobretudo saúde e educação e fim do superávit primário; fim da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF); uma Petrobrás 100% estatal e sob controle dos trabalhadores com revogação os leilões das bacias petrolíferas retomando o monopólio estatal; estatização das empresas que ameaçarem demissões e reestatização das empresas privatizadas; anulação da Reforma da Previdência; demarcação imediata de todas as terras indígenas e quilombolas e contra a retirada da Constituição federal do capítulo referente aos direitos dos povos indígenas; fim das isenções fiscais aos empresários do transporte; pela estatização do transporte público sob controle dos trabalhadores e com tarifa zero; defesa de uma educação 100% pública, laica, com a garantia do tripé, que reconheça e combata os preconceitos existentes em nossa sociedade; por uma política de expansão de vagas do ensino superior público, com garantia de investimentos suficientes para termos qualidade no ensino e estrutura adequada nas IFEs, a fim de se atingir a universalidade no acesso e o fim do vestibular; Pela democratização das administrações das Universidades, dando um maior protagonismo aos estudantes na construção do ensino superior, paridade nos órgãos colegiados de decisão, fim da lista tríplice e eleição direta para reitores e reitoras, diretores e diretoras e coordenadores e coordenadoras; Contra a militarização das cidades; fim das UPPs: para que o Estado esteja nas periferias com uma política de segurança pública com garantia de direitos; por uma saúde 100% pública, gratuita e de qualidade; em defesa do SUS, pelo fim das OS’s e fundações privadas; imediata abertura de concursos para todos os níveis da saúde; revogação do decreto da EBSERH; Fim dos subsídios aos planos de saúde privados.

23/05/2014

Rodoviários esperam decisão do TRT em estado de greve

Em reunião na tarde de hoje (21/5), os rodoviários do município do Rio de Janeiro decidiram entrar em estado de greve, ou seja, em alerta, porém, sem paralisação, para esperar uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que seja favorável às reivindicações da categoria. Caso contrário, entrarão em greve por tempo indeterminado a partir do dia 27 próximo, decisão que será tomada em assembleia em frente ao prédio sede do TRT. Até lá, farão reuniões diárias, na Central do Brasil, em frente ao ponto do ônibus 125. Divulgarão em todas as garagens que dia 27 será o limite. Farão, ainda, uma carta à população para distribuir na Central do Brasil na sexta-feira e segunda-feira próximas. A ideia é convocar os rodoviários de todo estado a entrarem em greve juntos dia 7.
Eles voltam a se reunir amanhã (22/05), às 16 horas, na Central do Brasil.

As reivindicações dos rodoviários são:
- 40% de aumento no salário,
- Cesta básica de R$ 400
- O fim da dupla função (motorista e cobrador ao mesmo tempo), um perigo também para o usuário.


Mais informações com Alex Ramos (917-17660 - 7739-1745), do Comando de Greve


22/05/2014

SEGUIR O EXEMPLO DA JUVENTUDE DA USP!

Unificar as lutas da juventude e as greves dos trabalhadores!
No dia 21/05, uma quarta-feira marcada por diversos piquetes em todo país, os professores, funcionários e estudantes da USP votaram greve a partir de 27/05. Os professores e técnicos da USP entram em greve devido ao congelamento salarial proposto pelo governo Alckmin (PSDB) e o Conselho de Reitores (Cruesp) das Universidades paulistas: USP, Unicamp e Unesp. Na Unicamp, os técnicos entram em greve a partir do dia 23/05; professores e estudantes ainda vão realizar suas assembleias. Na Unesp, cinco campi já tem indicativo de greve de professores, técnicos e estudantes.

São Paulo vai parar! Unificar rodoviários, professores, metalúrgicos, MTST, Universidades!
As greves e lutas que sacodem todo o país atingem São Paulo com força. Os rodoviários paralisaram por dois dias essa semana por não aceitarem o acordo que o sindicato fechou com as empresas, um processo muito parecido ao que acontece no Rio de Janeiro por meio de uma rebelião de base e a revelia da direção pelega do sindicato. Nesta quinta, a greve dos rodoviários se espalhou para outras cidades da região metropolitana. Os professores da rede municipal, em greve há um mês, realizam fortes atos que paralisam as ruas da capital. Metalúrgicos realizam paralisações, por distintas razões, em São Paulo, ABC e Campinas. Os metroviários estão em estado de greve. Com diversas ocupações, o MTST realizou em 08 e 15/05, diversos atos e piquetes na cidade; e nesse dia 22, um ato unificado com cerca de vinte mil pessoas. Agora, tudo se encaminha para uma greve geral na USP, Unicamp e Unesp na próxima semana. O que todas essas greves e mobilizações tem em comum é a luta contra o arrocho salarial de Dilma, Alckmin e Haddad, o questionamento aos gastos bilionários e a especulação imobiliária da Copa da Fifa. Devemos cercar de solidariedade os grevistas e lutadores, seus piquetes, passeatas e ocupações e denunciar a criminalização a qual estão submetidos por parte dos poderosos e da mídia: “quadrilhas” são os políticos e empresários que estão “sabotando” o povo por meio da elevação do preço dos alugueis e do transporte caótico superlotado e caro. Eles é que são “caso de polícia” na máfia do transporte, contratos da Petrobras, Cartel do Metro e mensalões. É necessário unificar todas essas lutas e coordenar as greves em curso para pressionar os governos e os patrões e obter conquistas. Exigimos que a CUT e demais centrais sindicais abandonem todos os pactos com os governos e patrões e proponham a coordenação das greves e lutas em curso para construirmos uma greve geral. Esse é caminho para construir uma greve geral em São Paulo.

Seguir o exemplo nas Universidades federais
Nas Universidades federais, segue a greve dos servidores técnicos-administrativos, paralisados há mais de dois meses, com muita radicalização e importantes atos e atividades, como a Caravana à Brasília, apesar da intransigência do governo Dilma ao não negociar. Diversos outros servidores federais também entraram em greve no último mês como o Sinasefe e a Cultura. Nesse dia 21, dia de paralisação nacional do Andes, ficou demonstrada a importância de unificar os três segmentos das Universidades. Por isso, é necessário que o Andes conflua com a greve da Fasubra, a exemplo da greve geral da USP; o que fortaleceria ao movimento estudantil combativo a realizar uma greve nacional estudantil pela base como em 2012.

A Juventude de todo país tem que fazer como na USP!
Os estudantes da USP, em assembleia que reuniu mais de 800 ontem, deram o exemplo nacional ao votar greve em apoio aos professores e funcionários e pelas suas pautas locais. Logo após a assembleia, os estudantes saíram em ato em apoio à paralisação dos rodoviários de São Paulo, caminhando até o Terminal Butantã com faixas e cartazes em apoio aos rodoviários e reivindicando a estatização dos transportes sob o controle dos trabalhadores, entre outras pautas.
Se os estudantes da USP mostram o caminho, a direção majoritária da UNE (UJS/PCdoB e PT) está na contramão das lutas, greves e mobilizações que estão acontecendo no país. Estão do lado dos governos que arrocham os salários dos trabalhadores e defendem a Copa do Mundo da Fifa que só favorece os grandes empresários e empreiteiras. Por isso, é fundamental construir pela base uma nova direção pra juventude.
Se em junho de 2013, foi a juventude que tomou as ruas no país inteiro contra os aumentos das tarifas de ônibus, hoje são os trabalhadores, com suas greves, paralisações e piquetes, que estão em cena. Por isso, o papel da juventude combativa de todo o país tem que ser confluir com a classe trabalhadora em todos os espaços. Devemos realizar assembleias em todas as Universidades e escolas para divulgar a batalha em curso na juventude de São Paulo e votar apoio a greve estudantil da USP e as demais lutas.
Maio de 2014
Vamos à luta – Juventude classista!

18/05/2014

A greve dos servidores e a luta por assistência estudantil na UFF

Nós estudantes da UFF, da Juventude Vamos à Luta, escrevemos esse texto para aprofundar um debate de muita importância para toda a comunidade acadêmica da UFF: a greve dos servidores técnico-administrativos. Queremos aqui expor nossa visão do significado dessa greve no contexto da situação política nacional, da situação da nossa universidade no que diz respeito às condições de ensino e trabalho, da luta necessária e justa luta dos estudantes por assistência estudantil e do papel que cumprem nesse processo o governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB), a reitoria (Salles/Sidney) e a direção majoritária do DCE da UFF (UJS-PcdoB/Liberte/Kizomba-PT).

2014 de greves e mobilizações!

A classe trabalhadora e a juventude do nosso país passam por condições precárias de vida. A inflação cresceu num nível significativo aumentando o preço dos alimentos, o transporte público é caro e com condições precárias, a saúde pública também é um dos piores problemas, com péssimas condições estruturais e servidores mal remunerados. Além disso, a realização da Copa da FIFA no Brasil provocou a intensificação da especulação imobiliária e, consequentemente, dos preços dos aluguéis nas cidades-
sede, além das incontáveis remoções de comunidades pobres para darem lugar a estádios, estacionamentos e vias expressas que em nada atenderão os interesses do povo trabalhador. Somado a isso, a crise econômica internacional que afetou em cheio o nosso país, faz com que o principal ponto em comum do governo Dilma e os governos estaduais e municipais seja o arrocho salarial e o ajuste fiscal para salvar o bolso dos banqueiros, empresários e patrões.
É nesse contexto, especialmente depois das Jornadas de Junho de 2013 que derrotaram o aumento das tarifas do transporte em todo o país, que acontece a greve nacional dos servidores técnico-administrativos das universidades federais e de tantas outras categorias que saem a lutar por aumento de salário, melhores condições de trabalho, como os garis, metalúrgicos de Niterói, os rodoviários e professores da rede municipal e estadual do RJ, só para dar alguns exemplos.

Todo apoio à greve dos servidores da UFF!

A UFF possui cerca de 30 mil estudantes matriculados no ensino presencial, cerca de 4.500 servidores técnico administrativos e cerca de 3.500 professores, segundo os dados da própria universidade. Em 2007, antes da aplicação do REUNI, decreto do governo federal que impôs a expansão sem qualidade nas universidades federais, a UFF tinha 3.894 servidores e hoje 4.473. Ou seja, enquanto o número de estudantes dobrou apenas 579 novos servidores entraram na universidade. Na prática, esses dados revelam a falta de servidores técnico-administrativos nas coordenações, departamentos, laboratórios, bibliotecas, bandejões e tantos outros setores fundamentais para nós estudantes.

Além disso, a falta de concursos públicos permite o avanço da terceirização do trabalho, com funcionários que, na maioria das vezes recebem um salário mínimo, com longas jornadas de trabalho e desvios de função descontrolados, sem estabilidade e garantias de direitos trabalhistas básicos. A maior expressão dessa precarização do trabalho talvez aconteça nos bandejões que são um dos principais elementos de garantia de permanência dos estudantes na UFF. O bandejão do Gragoatá é o único que possui uma cozinha para produzir as milhares de refeições que nós comemos – antes do REUNI eram produzidas 3 mil refeições diárias, hoje são 7 mil, no mesmo espaço. Os poucos trabalhadores de lá tem uma grande sobrecarga, passam por acidentes de trabalho e são muito mal remunerados. Por isso, junto com todos os trabalhadores da UFF, no dia 17/03 eles também resolveram cruzar os braços e paralisarem o bandejão.

A greve é um direito do trabalhador, um direito de lutar pela conquista de direitos que os patrões e governos querem atacar e retirar a todo o tempo, assim como o governo Dilma e a reitoria da UFF querem acabar com o direito da jornada de trabalho de 30 horas conquistado com muita luta pelos servidores das universidades federais. Quando uma categoria está em greve, os trabalhadores usam o seu tempo de trabalho para organizar sua luta, participando das reuniões dos comandos locais e nacionais de greve, 
das manifestações de rua, de marchas nacionais, como aconteceu no início desse mês em Brasília, e tantas outras atividades que esses trabalhadores decidem democraticamente através de suas assembleias e comandos.

Com toda certeza as greves incomodam. As manifestações de rua também prejudicam o trânsito, a greve dos garis deixou a cidade do Rio imunda em pleno Carnaval carioca, a dos rodoviários prejudica as pessoas que precisam ir trabalhar ou estudar e a dos professores com certeza prejudicará o calendário escolar dos alunos na rede municipal e estadual do RJ. No entanto, essas greves são necessárias! Se os garis não tivessem cruzado os braços no Carnaval, não teriam tido 37% de aumento salarial; se os rodoviários do RJ não tivessem feito duas paralizações nas últimas semanas, a sociedade não conheceria a realidade dessa 
categoria que é massacrada por seus patrões e traída por seu sindicato; se os professores do estado do RJ não lutarem, continuarão recebendo R$900 reais por mês, sem vale-transporte e alimentação e sem a menor vontade de enfrentarem as várias escolas e provas e trabalhos de centenas de alunos que eles não conseguem nem decorar os nomes.

Também a greve dos servidores da UFF incomoda o governo Dilma, que já afirmou que vai tentar cortar o ponto dos grevistas das universidades, o que seria um completo ataque ao direito de greve. A greve deles também mostra que o bandejão, que é um serviço essencial para a permanência dos estudante na universidade, não é tratado como tal pelo governo e pela reitoria, pois se fosse, os trabalhadores de lá seriam valorizados, não haveria filas gigantescas e haveria bandejão em todos os polos da UFF. Se a greve dos servidores for vitoriosa e sua pauta for atendida, isso significa que haverá mais concursos públicos com 
salários dignos sem terceirização, melhorando o atendimento em vários setores da UFF, que o HUAP não será privatizado através da EBSERH etc. Ou seja, a vitória dos servidores é também uma vitória dos estudantes da UFF!

Direção majoritária do DCE é governista e atrelada à reitoria!

Mas para essa vitória se concretizar, o governo Dilma, que não quer atender a pauta dessa categoria e já quer criminalizar sua greve, terá que ser derrotado! É aí que entra o papel da reitoria e da direção majoritária do DCE que, inclusive, fez a campanha para o reitor que ainda vai assumir, Sidney Mello. Reitoria e DCE defendem toda a política do governo Dilma para as universidades, a mesma política que ataca direitos e precariza as condições de trabalho e ensino. Por isso, o que ambos querem é que essa greve seja derrotada e não vitoriosa, pois sabem que para a situação dos trabalhadores e estudantes das universidades melhorarem, o governo Dilma teria que parar de pagar metade do orçamento para os banqueiros através dos juros e amortizações da dívida e de cortar verbas da educação e saúde públicas, parar de dar dinheiro público aos empresários, empreiteiros e para FIFA, parar com as privatizações de estradas, portos, aeroportos e do petróleo e com os inúmeros esquemas de corrupção como o da Petrobras. A proposta de “Bandejão Catraca Livre” que, a princípio, parece ser boa, na verdade 
significa propor que os trabalhadores do bandejão, além de pararem de cruzarem os braços, a própria essência da greve, não possam construir seu processo de luta, participar das atividades tiradas nas assembleias e comandos e, além disso, que decidam quando, como e o que fazer na sua luta. Se nós estudantes decidíssemos, em uma assembleia de base, ocupar a reitoria para conquistar o aumento das bolsas de assistência, seria justo que os servidores ou professores dissessem a nós que estamos fazendo errado e  exigindo que deveríamos fazer de outro jeito? Nós do Vamos à Luta achamos que não, que cada movimento ou categoria possui autonomia para decidir os rumos de sua luta, democraticamente e pela base. Por isso, repudiamos a postura do DCE de fazer qualquer tipo de pressão e exigência aos trabalhadores, pois nossos inimigos e culpados pela greve não são eles, mas o governo Dilma e a reitoria da UFF.

Unificar as lutas por salário, condições de trabalho, ensino e permanência na UFF! 

Nesse sentido, achamos que a luta dos estudantes da UFF por assistência permanência hoje passa necessariamente pelo apoio à greve dos servidores, assim como já deliberou a última Assembleia Geral dos Estudantes da UFF através de uma moção. Só a unificação das lutas contra a política de Dilma e Salles é capaz de trazer vitória e conquista das pautas dos estudantes, servidores e professores!

Por isso, devemos demonstrar nosso apoio na prática e, junto aos servidores, fazermos um ato no próximo Conselho Universitário no dia 28/05, às 09h, no auditório da Geociências (Praia Vermelha), exigindo o fim dos cortes de verbas de Dilma para a educação pública, aumento no número e valor de bolsas de assistência, pesquisa, monitoria e extensão, concursos públicos para servidores e professores, BusUFF até o terminal, construção de bandejões e moradias em todos os polos da UFF, bolsas para os estudantes que residem na moradia estudantil, mais livros nas bibliotecas e toda a nossa pauta!

15/05/2014

Uma nova gestão no DANUT/UFMG a serviço das lutas.


Por Rana Agarriberri - Coletivo Vamos à Luta e DANUT "Gestão 2014-2015"

No mês de abril foi eleita uma nova direção no Diretório Acadêmico dos Estudantes de Nutrição da UFMG (DANUT-UFMG). A gestão foi eleita com um programa claro e objetivo que enfrente as medidas autoritárias promovida pela reitoria e o Governo Federal. Em sua maioria, a gestão “NutriAÇÃO” é formado por estudantes entusiastas das jornadas de junho e que defendem um movimento estudantil radical, com a mais ampla democracia e participatividade e que esteja presentes nas lutas dos estudantes e da classe trabalhadora.
O lugar do DANUT no Movimento Estudantil da UFMG será de oposição frontal ao DCE e as demais entidades dirigidas pelo governistas do PT/Consulta Popular, que centram toda sua atuação na defesa do governo federal e na construção de militantes de gabinetes que não defendem os interesses dos estudantes e trabalhadores.
Dentre outras coisas a gestão definiu como prioridade a luta por mais professores vinculados ao curso e o fortalecimento da democracia de base com assembleias regulares, reuniões abertas e debates. A gestão NutriAÇÃO, assim como a anterior, irá continuar na linha de frente pela revogação da EBSERH, que apesar da ampla rejeição da comunidade universitária foi aprovada pelo anti-democrático Conselho Universitário.
Porém, a primeira tarefa da gestão é muito clara, organizar os estudantes de Nutrição para fortalecer as lutas contra o aumento das passagens de ônibus e fazer parte da solidariedade ativa no apoio as lutas e greves dos trabalhadores.
A nova direção do DANUT acredita que a COPA não é do povo, mas sim da FIFA e dos ricos, que contam com a subserviência do Governo de Dilma, esse por sua vez destina bilhões para empresários e migalhas para as áreas sociais. Hoje o povo sofre as consequências da inflação provocada pelas prioridades econômicas do governo. Por isso, o DANUT acredita que é precisa ir à luta!
Já no mês de maio o Diretório Acadêmico está organizando o primeiro DANUT-Debate, que irá apresentar o DA e iniciar as discussões com os estudantes. A nova gestão do DANUT pretende ser um pequeno, mas importante passo na batalha pela construção de uma nova direção para o Movimento Estudantil.

Saudação de Rana Agarriberri na assembléia da greve dos Servidores Municipais de BH.

14/05/2014

15M: Vamos à Luta contra a Copa da Dilma e da FIFA!

Unificar as lutas da juventude e dos trabalhadores 
contra o arrocho salarial e o ajuste fiscal!

Estão sendo preparados atos em diversas cidades do país para o 15M, dia nacional de mobilização organizado por diversas entidades, movimentos sociais, a oposição de esquerda UNE e a ANEL. As greves que estão em curso e as greves e mobilizações que estão explodindo em todo canto vem dando o tom do que podem ser os atos do dia 15. Os rodoviários paralisaram no Rio de Janeiro no dia 08 e a nova paralisação de 48h já atingiu diversos municípios da Baixada Fluminense e pode chegar a Niterói. Em São Paulo, o MTST realizou diversos atos também no dia 08 indo até as sedes das grandes empreiteiras financiadas pelas obras da Copa e essa semana os professores em greve da rede municipal realizaram uma passeata com dez mil pessoas pelas ruas do Centro da Capital. Segue a greve dos técnicos-administrativos das Universidades e os educadores da rede municipal e estadual do Rio de Janeiro entraram em greve essa semana. Rodoviári@s, professores, metalúrgic@s, sem-teto, servidores técnico-administrativos das Universidades, servidores públicos da Cultura ou do IBGE, policiais militares, civis e federais: todos enfrentam o arrocho salarial, as péssimas condições de trabalho, o ajuste fiscal de Dilma e dos governadores e os gastos bilionários com a Copa da FIFA.

“Da Copa eu abro mão/ Eu quero é salário, saúde e educação”
Quanto mais se aproxima a Copa do Mundo, mais mobilizações e greves sacodem o Brasil. O protagonismo não é o das ruas coloridas de verde e amarelo, mas das inúmeras categorias em suas greves, piquetes, passeatas massivas e ocupações urbanas. A indignação não é com um jogador ou outro que ficou de fora da escalação, mas com os baixos salários, com a inflação, com os altos preços dos alimentos, com a precariedade do transporte público e da educação pública, com as filas dos hospitais, com as remoções, etc.
Já está claro que Dilma, governadores e prefeitos não conseguem mais enganar o povo com o discurso de que a Copa traria benefícios, porque só o que vimos até agora é que as nossas condições de vida pioraram enquanto o bolso dos banqueiros, empreiteiros e corruptos fica cada vez mais cheio. O governo continua destinando quase metade de orçamento geral da União para juros e amortizações da dívida pública. Tudo isso diante de uma crise econômica que se aprofunda, e em meio a escândalos de corrupção como no caso da Petrobras. Dinheiro tem, e queremos que seja destinado aos salários, às áreas sociais e não para a Copa da Fifa e para os banqueiros por meio do pagamento da divida!

Por uma nova direção para a juventude!
Os trabalhadores passam por cimas das direções patronais que estão à frente da CUT, Força Sindical, UGT, CTB, UGT e as direções sindicais que são porta-vozes dos patrões nas categorias. Por isso, surgem cada vez mais comissões amplas da base que tocam suas lutas. Assim vimos nos garis, no Comperj, nos metalúrgicos de Niterói e na greve dos rodoviários do Rio. Esse é o exemplo que devemos seguir! Na juventude não é diferente, as direções majoritárias da UNE e da UBES (PCdoB e PT) estão ao lado do mesmo governo que precariza as condições de vida da juventude, mata os jovens negros e pobres nas periferias e privatiza a educação! Por isso, as gigantescas manifestações da juventude em junho passaram por fora e foram contra as juventudes governistas que amordaçam as nossas entidades gerais! Tanto é que enquanto estávamos nas ruas lutando contra a Copa, a direção da UNE (UJS/PCdoB e PT) chamava os estudantes para trabalharem de graça pra FIFA! Não por acaso na ultima grande luta nacional dos estudantes universitários, durante a greve das federais, surgiram comandos locais de greve e um comando nacional estudantil por fora da burocracia estudantil. Tudo isso só aponta a necessidade de construir pela base, em cada mobilização, uma nova direção pra juventude no país.

Unificar as lutas da juventude e dos trabalhadores rumo à greve geral
Se durante as jornadas de junho estava claro o protagonismo da juventude nas mobilizações massivas que derrubaram as tarifas por todo país, hoje esse protagonismo é da classe trabalhadora com suas greves e mobilizações. E é papel da juventude apoiar e se somar em todas essas lutas para construirmos grandes atos no 15M, uma nova jornada de mobilização no dia 21 de maio, batalhando ao lado dos trabalhadores pela construção de uma greve geral no Brasil. Esse é o caminho para enfrentar a crise econômica e social imposta pelos governos Dilma, governadores e prefeitos capitalistas. Nessa luta devemos apoiar as pautas dos grevistas, dos setores em luta e exigir a implementação das seguintes medidas emergenciais: a) Aumento geral de salários e redução da jornada. Por melhores condições de trabalho e que os contratos coletivos assegurarem reposição automática das perdas salariais ocasionadas pela inflação a cada três meses. Congelamento das tarifas de serviços e dos preços dos gêneros de primeira necessidade. Fim do ajuste fiscal! Suspensão do pagamento da divida externa e interna, canalizando os recursos para áreas sociais e um plano de obras publicas que contemple moradia popular; b) Verbas pra saúde, transporte e educação e não pra Copa da FIFA. Auditoria popular nos contratos firmados entre o poder publico, as empreiteiras e a FIFA. Por serviços públicos estatais, gratuitos e de qualidade. Fim da criminalização das lutas e da pobreza, da militarização das favelas e o extermínio do povo pobre e negro; c) Por uma Petrobras 100% estatal sob controle dos trabalhadores! Abaixo o aparelhamento e a corrupção nos órgãos públicos e estatais! Fim das privatizações! Reestatizar todas as empresas privatizadas! Investigação independente sobre os contratos da Petrobras com empreiteiras e multinacionais, com uma comissão formada por entidades sindicais e populares; Punição a todos os políticos envolvidos nos esquemas de corrupção.



Vamos à Luta - Juventude indignada!

13/05/2014

Liberdade imediata aos rodoviários presos!

A justa greve dos rodoviários do Rio e Janeiro por aumento salarial e condições de trabalho tem nosso total apoio. Esta luta se soma às greves da educação, dos engenheiros, dos vigilantes, servidores das universidades e da Cultura. Estes movimentos se desenvolvem a poucos dias do início da Copa da FIFA. Nas próximas semanas outras categorias prometem deflagrar greve.
Esta é a resposta dos trabalhadores aos abusos das patronais, aos planos de ajuste e privatização e a vergonhosa corrupção e roubalheira dos governos Dilma/Pezão e dos prefeitos Paes e Neves. A greve dos rodoviários é um exemplo de luta e coragem.
A patronal e governo se negam a negociar e não conseguem a desmontar greve, por isso se utilizam da repressão, jogando os trabalhadores na prisão. Mais uma vez o governo quer através da criminalização frear as mobilizações e desconhecer as justas reivindicações dos trabalhadores.
É necessário cercar de solidariedade esta greve, denunciar com uma forte campanha a política de repressão do governo e exigir a imediata liberação dos rodoviários presos.

- Todo apoio a greve dos rodoviários
- Não à criminalização das lutas
- Liberdade aos rodoviários presos
- Todo apoio à comissão de base da categoria!

SINTUFF
UNIDOS PRA LUTAR
VAMOS À LUTA