9 de dez de 2014

México: POS-MAS apresenta propostas para acabar com a repressão e a corrupção estatal e garantir direitos sociais, civis e políticos para o povo

Para que haja justiça
Por um projeto de país em favor d@s trabalhador@s, d@s jovens, d@s campones@s, das mulheres e d@s indígenas!
Fora Peña Nieto!
Fora todos!
Por uma assembleia nacional constituinte!


Declaração do Partido Operário Socialista-Movimento ao Socialismo
20 de novembro de 2014

Para que haja justiça de verdade, os 43 estudantes sequestrados da Escola Normal de Ayotzinapa, Guerrero, devem ser apresentados, e, enquanto não existam evidência contundentes do contrário, como exigem suas famílias, devem aparecer com vida. 
Também devem ser castigados de forma exemplar os responsáveis deste crime. Não basta a detenção de peixes pequenos como José Luis Abarca, também devem ser presos Ángel Aguirre, o ex-governador do Estado de Guerrero. Para que haja justiça, devem ser capturados e presos para que paguem por seus crimes todos os responsáveis diretos pelos assassinatos e sequestros dos "normalistas"(como são chamados os estudantes das Escolas Normais de México), como também o ex Secretário de Segurança Pública de Iguala, assim como os chefes militares, os quais foram complacentes com as atrocidades cometidas contra os jovens. Todos eles devem ser julgados pelo povo de Guerrero e suas organizações, pois tampouco confiamos nos juízes corruptos.

Há que lutar com força pelo cancelamento do registro de todos os partidos que que apoiem candidatos ligados ao narcotráfico ou crime organizado em geral. Isso deve ocorrer com o PRD o PRI, que em Michoacán tem um governador claramente ao serviço dos grupos delinquentes.
No entanto, sabemos que os familiares dos assassinados e dos estudantes sequestrados não encontrarão consolo e muito menos justiça se não ocorram mudanças radicais em nosso país, que busquem a acabar com a corrupção, com a violência exercida pelo governo e demais instituições deste regime, e com a pobreza que condena mais da metade da população mexicana.

Para iniciar, deve por fim à militarização do país: deve cessar a política de repressão, de criminalização d@s lutador@s sociais e, especialmente, da juventude. @s trabalhador@s, @s jovens e o povo devem se manifestar e se organizarem com plena liberdade.

Devem se apresentadas as dezenas de milhares de pessoas desaparecidas em estes anos de repressão e também devem ser libertados os presos políticos. Os responsáveis por esta política criminosa de repressão têm que ser destituídos, julgados e punidos.
Os diversos governos têm justificado sua política repressiva, batizada como guerra ao tráfico de drogas, pela ação das organizações capitalistas dedicados a produção, distribuição e venda de todo o tipo de drogas. Ao invés de terminar com este negócio rentável, seus lucros têm crescido, e também têm se multiplicado a mais de 120 mil as mortes relacionadas com essa guerra entre cartéis e destes com o governo. Tem crescido assustadoramente a insegurança e a violência. Temos que lutar pela legalização das drogas, controlar sua produção e distribuição, para destinar à educação, tratamento e prevenção dos viciados os recursos multimilionários que se gastam com essa guerra hipócrita.
A corrupção em todos os níveis de governo e em todas as instituições deste regime deve se combater impondo punições exemplares aos corruptos. Não se deve somente demitir funcionários, como também mandá-los à prisão. Por outra parte, o povo deve ter em suas mãos a possibilidade real de revogar os mandatos dos parlamentares e dos funcionários, desde o presidente da República, até o menor cargo. Aí está o caso concreto de Peña Nieto, o presidente do México, que recentemente descobriu-se ter ganhado uma mansão do grupo de comunicação Televisa (o maior do México), e outra conhecida como "Casa Branca", cedida pelo grupo de empreiteiros Higa, para claramente pagar favores a essas empresas, em um descarado e escandaloso caso de corrupção.

A política deve deixar de ser um meio de vida, sobretudo uma forma de enriquecer ganhando grandes salários e controlando contratos de bens e serviços. Os partidos devem deixar de ser gigantescas agências de empregos privilegiados, e por isso deve ser cancelada imediatamente o financiamento público para eles. As campanhas eleitorais devem se desenvolver através de tempos e publicações gratuitas nos meios de comunicação de massa. Devem ser proibidas as campanhas com recursos privados, o dinheiro vindo de empresários ilegais (traficantes, contrabandistas e etc.), ou mesmo daqueles que fazem negócios na legalidade, mas que compram os compromissos dos funcionários e parlamentares.
A política econômica deve mudar drasticamente: cancelando o Tratado de Livre Comércio com os EUA e Canadá, deixando de pagar a dívida com os grandes bancos e cobrando altos impostos às grandes fortunas e lucros. Com estes recursos, e também com os provenientes do cancelamento do financiamento dos partidos, devem se financiar a criação de empresas estatais que constituam indústrias para o desenvolvimento, que gerem empregos e garantam desenvolvimento tecnológico e científico; e devem se destinar para a realização de obras públicas como escolas, hospitais, moradias, gerando empregos dignos, estáveis e bem remunerados.

As contrarreformas impostas por Peña e os partidos devem ser revogadas

Para começar a fazer justiça e organizar as bases de estas mudanças urgentes para @s trabalhador@s, @s jovens e o povo, é necessário que renuncie Peña Nieto, com todo o seu gabinete, e os parlamentares que têm envolvimento com os grandes poderes econômicos, legais ou ilegais.
Que se inicie a mobilização por uma Assembleia Nacional Constituinte, organizada por deputadores eleitos desde baixo com uma lei verdadeiramente democrática, para que se discutam e acordem um novo projeto de país, que para nós, do POS-MAS, deve ser um projeto socialista, que faça realidade a justiça social, a democracia e a liberdade para os oprimid@s.
Fora todos os políticos corruptos e pró-capitalistas, para que governem @s trabalhador@s, @s campones@s, a juventude e @s indígenas.

2 de dez de 2014

SE LIGA, SECUNDA! VEM PRA RUA COM PROFESSORES E GARIS!

Vamos à Luta RJ

DEFENDER A EDUCAÇÃO E COMBATER O AJUSTE FISCAL


Durante o 2° turno, entre Dilma e Aécio, ficou claro que qualquer um que fosse eleito iria governar para os empresários e corruptos. Agora reeleito,  o governo Dilma (PT/PMDB) já falou que vai fazer o ajuste fiscal. Você sabe o que é isso? Significa cortar verbas das áreas sociais como saúde e educação, para dar mais dinheiro aos bancos (através da dívida pública) e que haverá aumento da passagem dos transportes, mais restrição ao passe-livre e diminuição dos salários. 

Cortar dinheiro da educação pública, significa que nossas escolas continuarão com graves problemas de infraestrutura, sem climatização, sem bebedouros, sem professores, entre tantos outros problemas que nós passamos. Para combater essa situação, o primeiro passo é estar presente na passeata unificada dos professores e garis no dia 10 de dezembro, na Cinelândia, às 16h. Tomar as ruas da cidade para mostrar a nossa indignação!  

QUE A AMES, AERJ e GRÊMIOS CONVOQUEM UMA PLENÁRIA UNIFICADA! Unir as escolas pra enfrentar os ataques de Dilma, Pezão e Paes!

Infelizmente o movimento secundarista está paralisado por conta da direção majoritária da AMES e da UBES, a UJS/PCdoB, que defende os governos que precarizam a vida da juventude! Ao invés de ficar parados, devemos seguir o exemplo dos estudantes mexicanos, da juventude negra americana e lutar! Como dizia o PSOL na campanha eleitoral, só a luta muda a vida! Por isso exigimos que AMES e UBES rompam com o governo e se coloquem na luta.

Para ter mobilização efetiva é central que a AERJ, dirigida pela esquerda, construa um calendário de mobilização urgente. Nossa proposta é uma plenária geral dos secundaristas, dos grêmios, da AMES, da AERJ, unificado a luta das escolas. O que pode ocorrer por meio de uma jornada de protestos junto aos trabalhadores da educação. 

VAMOS À LUTA, SECUNDAS? 

Com tantos debates importantes e tantas lutas para serem tocadas, é preciso se organizar! Por isso, chamamos @s secundaristas pra nossa plenária. Somos a juventude que mobiliza, que vai às ruas, e ocupa as praças ao lado dos educadores! Que sabe que só é possível ter conquistas com mobilização! Vem com a gente!

NÓS NÃO VAMOS PAGAR PELA CRISE ECONÔMICA!  AS TAREFAS DA JUVENTUDE PARA 2015 FRENTE AO AJUSTE FISCAL E A CORRUPÇÃO DE DILMA! Data: 13/12 (sábado) - Horário: 14h - Local: Sindsprev/RJ (Rua Joaquim Silva, 98 - Lapa). Veja o evento no Facebook e confirme presença: https://www.facebook.com/events/370579213113191/?notif_t=plan_user_joined

Rio de janeiro: Nota do Vamos à Luta e da CST-PSOL – Colégio Amaro Cavalcanti

O Colégio Estadual Amaro Cavalcanti se encontrava numa situação deplorável, com graves problemas de infraestrutura. Até que no dia 05/11/14 essa situação impediu os alunos de beber água e almoçar. Alguns estudantes foram dialogar com a diretora adjunta do colégio, para serem liberados. E a direção do Amaro, numa atitude equivocada e intransigente não liberou os alunos.

Enquanto os estudantes se organizavam para um ato na escola pela liberação imediata, numa atitude absurda e ditatorial, a Diretora Adjunta prendia um estudante na sala da coordenação, agredindo-o verbalmente e fisicamente. Cerca de 30 estudantes foram para a SEEDUC, relatar o ocorrido. Duas semanas após a vitoriosa mobilização dos estudantes, a SEEDUC enviou um documento para o Colégio pedindo a transferência do estudante que foi agredido pela Diretora Adjunta.

Sabemos que esses problemas de infraestrutura nas escolas acontecem no Brasil inteiro, pois há uma política de precarização da educação implementada pelo governo Dilma nacionalmente, e à nível estadual por PEZÃO/CABRAL. Fica claro que a transferência para outra escola de um estudante mobilizado e empenhado nas lutas do colégio, não se trata por motivos pedagógicos e sim por perseguição política. Repudiamos a agressão e a expulsão de forma severa por parte da Direção do Colégio e pela blindagem que lhe foi dada pela SEEDUC.

Os estudantes do Amaro Cavalcanti não se calarão diante das repressões sofridas pela Direção do Colégio e pela SEEDUC, E vamos continuar nos mobilizando contra a precarização da educação pública e pelo direito de nos organizarmos e lutarmos dentro da escola!

Chega de repressão nas escolas! Temos direito de nos manifestar!
Por educação pública de qualidade! Se não tem água, não pode ter aula!

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Na próxima quinta-feira, dia 4/12, vai rolar uma RODA DE CONVERSA sobre esses últimos acontecimentos e as lutas no Amaro, às 16h, no auditório. Participe e Vamos à Luta!

13/12: Venha para a Plenária Estadual do Vamos à Luta e da Juventude CST-PSOL RJ

Vamos à Luta e Juventude CST-PSOL RJ

NÓS NÃO VAMOS PAGAR PELA CRISE ECONÔMICA
AS TAREFAS DA JUVENTUDE PARA 2015 FRENTE AO AJUSTE FISCAL E A CORRUPÇÃO DE DILMA


No mundo inteiro, o ano de 2014 se encerra assim como começou: com a classe trabalhadora e a juventude saindo às ruas para lutar. Os poderosos já não conseguem mais conter nossa indignação e nós não aceitamos mais viver como massacrados como antes!

No México, os estudantes protagonizam uma verdadeira rebelião que contagiou o movimento de massas, exigindo justiça para os 43 normalistas desaparecidos em Ayotzinapa, no estado de Guerrero. Nessa luta, em meio a gigantescas manifestações envolvendo milhares de pessoas, enfrentam a repressão orquestrada pelo presidente Peña Neto. Lutamos pelo aparecimento com vida dos 43 estudantes, exigimos a punição de todas as autoridades responsáveis por esse crime e nos somamos a reivindicação pelo Fora Peña Nieto!

Nos EUA, de Ferguson à Nova Iorque, a juventude se levanta contra a repressão que assassinou cruelmente o jovem negro Mike Brown e hoje inocenta os responsáveis enquanto Obama envia a tropa de choque e a força nacional de segurança para reprimir os manifestantes. Do mesmo modo que gritamos por Amarildo, DG, Claudia e tantos outros, dizemos "Somos todos Mike Brown” e apoiamos a luta pelo fim da violência policial e do racismo!

No Brasil, não é diferente. As Jornadas de Junho de 2013 protagonizadas pela juventude abriram uma nova situação política que não se encerrou, com diversas categorias enfrentando governos, patrões e direções sindicais pelegas no primeiro semestre desse ano. O que há em comum nesses exemplos e de tantos outros países é uma profunda crise econômica e a saída que os governos, seja de Peña Neto, Obama ou Dilma, dão a ela: mais ajuste contra a juventude e o povo trabalhador para salvar os bolsos dos banqueiros e empresários.

Por isso, nós do Vamos à Luta e da Juventude da CST-PSOL, durante as eleições estivemos nas campanhas de Luciana Genro, Tarcísio Motta e Pedro Rosa, apresentando uma alternativa verdadeiramente de esquerda e socialista com um programa que expressou as demandas das Jornadas de Junho e das greves de 2014. No segundo turno, defendemos o voto nulo porque sabemos que Dilma (PT/PMDB/PCdoB) e Aécio (PSDB/DEM) representam o mesmo projeto, apenas disputando quem iria ficar com a chave de cofre. Não à toa, o escândalo da Petrobras investigado pela Operação Lava-Jato demonstra que todos os partidos que possuem representação no Congresso Nacional, do PT ao PSDB, tiveram suas campanhas financiadas pelas empreiteiras corruptas. A única exceção é o nosso partido, o PSOL. Além disso, Dilma e o PT já indicaram a ruralista Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura e o neoliberal Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda, escolhas orientadas pensando nos melhores nomes para aplicar o ajuste fiscal e os cortes de verbas nas áreas sociais em benefício dos banqueiros e latifundiários.

Diante desse cenário, somente a mobilização permanente da juventude e dos trabalhadores irá definir se Dilma, os governadores e prefeitos sairão vitoriosos ou derrotados. Se eles têm uma política para tentar nos vencer, nós também precisamos ter uma política para derrotá-los. Esse foi o nosso esforço nas eleições de DCEs que ocorreram ou ainda estão ocorrendo em nosso estado, principalmente na UFF, Unirio e UERJ, propondo um programa anti-governista e anti-burocrático radical.

Para debater as perspectivas e tarefas da juventude, dos DCEs, Grêmios e do PSOL frente a crise econômica, a crise do governo federal e dessa falsa democracia dos poderosos, junte-se a nós e participe da Plenária Estadual do Vamos à Luta e da Juventude da CST-PSOL no dia 13/12, às 14h, no SINDSPREV/RJ (Rua Joaquim Silva, 98 - Lapa).

Confira a programação:

14h – Debate: “O segundo governo Dilma e as tarefas da juventude"

Com: Babá (professor da UFRJ, membro da Direção Nacional do PSOL e vereador do Rio em 2015) e Priscila Guedes (estudante da Unirio, candidata a deputada estadual pelo PSOL nas eleições 2014 e militante do Coletivo Vamos à Luta e da Juventude da CST-PSOL)

16h – ATO DE SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL: “SOMOS TODOS 43! SOMOS TODOS MIKE BROWN! JUSTIÇA PARA AYOTZNAPA E FERGUSON!”

Com: Yzis Sanz (Estudante da UNAM - Universidade Nacional Autónoma do México), Mariana Nolte (Coordenação de Juventude da CST e do Vamos à Luta) e Raquel Polydoro (Coordenadora Geral do DCE da UNIRIO e militante da CST)

21 de nov de 2014

Vitória do movimento estudantil combativo no DCE UNAMA!

Vamos à Luta construindo uma alternativa para derrotar os burocratas que controlam a UNE!


Eduardo Rodrigues - Vamos à Luta PA
 
Sai vitoriosa a campanha da chapa “Lutar e Conquistar!” nessas Eleições de 2014 para gestão do Diretório Central de Estudantes da Universidade da Amazônia, em Belém do Pará. Com um perfil de luta em defesa dos estudantes e um programa denunciando a política educacional do Governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB) e o papel traidor e de submissão da direção majoritária da União Nacional de Estudantes – UNE, a chapa foi construída por estudantes militantes do coletivo de juventude Vamos à Luta!, da Corrente Socialista dos Trabalhadores/CST-PSOL, combativos colegas das lutas da universidade e simpatizantes. E com uma campanha modesta, mas corajosa, em suas passagens em sala explicavam a responsabilidade do governo pela financeirização da educação e a crise instalada na UNAMA, que culminou na compra da instituição pelo Grupo Ser Educacional - 6º maior grupo explorador na área do ensino no Brasil - e a iminente ameaça embrulhada no seu discurso de "dívidas de milhões" da UNAMA para os quais precisariam aplicar uma política de “aumento de receitas e corte de custas”. O que pode piorar a situação da pesquisa, extensão, monitoria, terceirização e demissão de funcionários, etc.
 
Encerrado o prazo das inscrições de chapa, foi comprovado que saia derrotada a oposição governista que costuma disputar as eleições do DCE. Uma vez que não estão na base, que não participam em nada das lutas dos estudantes da universidade, estão reduzidos quase ao ponto de serem varridos da UNAMA. Só participaram da última eleição travestidos de "independentes", com uma política baixa de acusações, calúnias e tentativa de desqualificação do movimento estudantil e de sua entidade, sem contribuir em nada. Com as tantas derrotas acumuladas, os governistas sequer quiseram disputar esse ano na UNAMA.
 
Os 1.178 votos de estudantes, o apoio de vários professores em sala de aula e aplausos, a aproximação de mais lutadores do movimento estudantil, os apoios de membros de Centros Acadêmicos como de História, Psicologia, Ciências Sociais e Eng. Produção, fazem com que o DCE UNAMA saia ainda mais fortalecido para combater em defesa de educação de qualidade, dos direitos dos estudantes e para discutir a necessidade de outro modelo de educação, distinto do modelo privatista e excludente proposto pelo Governo Dilma; mais fortalecido para enfrentar a direção majoritária da UNE (juventudes do PT/PCdoB) que retrocedeu no direito de meia-entrada, que assinou vários aumentos de mensalidades para os estudantes das particulares no Pará e que vive burocraticamente com o monopólio de carteirinhas, traindo as lutas para defender o governo do qual ganha milhões; o DCE sai mais fortalecido para apoiar as lutas dos trabalhadores de Belém, da Região Metropolitana e para solidarizar-se com as lutas pelo Brasil e mundo; mais fortalecido para participar das manifestações da juventude, como em Junho de 2013, unificando o movimento estudantil nas escolas e universidades, públicas e privadas, em busca de justiça social, contra o ajuste fiscal, contra a violência policial, contra a Dívida Pública, contra toda forma de opressão (machismo, racismo, homofobia, etc) e contra a exploração de nossos direitos por empresários e seus governos corruptos subservientes; ou seja, o DCE UNAMA sai ainda mais capaz de "Lutar e Conquistar"!
 
Mais do que nunca é necessário construir um movimento estudantil combativo. Pois os velhos burocratas enfrentam uma situação adversa: a juventude e o povo lutam cada vez mais, sem ilusões em governos traiçoeiros como o de hoje, como mostram as ondas de greves e manifestações de rua. Mas os traidores das lutas seguem cumprindo um papel nefasto e sendo criminosos no movimento estudantil das demais universidades do Brasil. Como agora na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, quando fraudaram nomes para sua chapa nas eleições do DCE Unirio e reagiram à sua correta impugnação com agressões físicas na noite da última sexta-feira (14/11), quando militantes do PCdoB/UJS agrediram com um soco na boca e vários empurrões e socos o nosso companheiro da CST, Michel Tunes. Um absurdo que demonstra o desespero e a degeneração política dessa burocracia que sequestrou a União Nacional dos Estudantes. É necessário seguirmos derrotando esses rifadores das lutas e sonhos da juventude. Nos solidarizamos com Michel e repudiamos esse ataque dos resquícios da burocracia estalinista!
 
Nós, juventude do coletivo Vamos à Luta e da Corrente Socialista dos Trabalhadores/PSOL, concluímos essa nota parabenizando a vitória dos companheiros estudantes da UNAMA pela continuidade do respeitável histórico de lutas de sua entidade e sua independência face ao governo. Estaremos lado a lado na construção das lutas, na atuação unitária dos lutadores e na construção de uma alternativa de direção combativa e coerente para o movimento estudantil!
 

Vamos à Luta! Construindo a manhã desejada!

7 de nov de 2014

Eleições dos DCEs: unir a esquerda para enfrentar os ataques de Dilma e das reitorias!

Mariana Nolte - Vamos à Luta RJ e CST-PSOL


No final do segundo semestre de 2014, estudantes de diversas universidades escolherão as direções que estarão à frente dos DCEs no próximo ano. Em algumas, como na UFRJ, UFF e na UFRGS, já há chapas inscritas e campanha acontecendo. Em outras, como na UNIRIO, UFU e UFPA, ainda estão acontecendo os debates e plenárias de conformação de chapas. Esse é um momento muito importante, uma vez que a disputa por projetos políticos fica mais evidente e os estudantes se mobilizam e tomam posição.

Nas universidades federais, os estudantes, no dia-a-dia, enfrentam difíceis condições de estudo e permanência. De modo geral, os prédios possuem condições estruturais precárias, inclusive, os novos, o número de professores e técnico-administrativos é insuficiente, faltam bibliotecas, livros e sobem os preços das xerox, faltam bandejões em todos os campi e as moradias estudantis são quase inexistentes. Isso sem falar no pequeno número de bolsas acadêmicas e de permanência, que não sofrem reajuste há anos e, em muitas universidades, são pagas com atraso. Com essas condições, o estudante pobre e trabalhador, ainda que possa conseguir uma vaga depois da expansão precária via REUNI, não tem a menor possibilidade de se manter estudando e concluir sua formação.

Governo Dilma: inimigo nº 1 da educação!

Nossos problemas diários são a expressão de um projeto neoliberal aplicado pelos governos do PT nas universidades. Durante os mandatos de Lula e Dilma avançou uma contra-reforma universitária baseada nas políticas educacion
ais do Banco Mundial, além disso se aprofundou o entulho privatista e autoritário herdado do período FHC.

Avançam as terceirizações, segue a tentativa de enfiar goela abaixo da comunidade acadêmica em todas as federais a privatização dos hospitais universitários via EBSERH, cursos pagos continuam funcionando, recursos públicos continuam sendo destinados aos tubarões do ensino via PROUNI e FIES e, agora, regulamentado através do PNE aprovado esse ano, CAPES e Ministério da Educação propõe por fim nos concursos públicos para professores realizando contratações através de Organizações Sociais. O governo Dilma vem aplicando direitinho a cartilha do FMI, arrochando salários, desvalorizando o servidor público, precarizando as condições de estudo e trabalho e privatizando, além de criminalizar as lutas que acontecem nas federais, tanto que judicializou a última greve dos técnicos e se negou a negociar a pauta.

A direção majoritária da UNE não nos representa!

Na contramão das lutas que os estudantes, ao lado dos trabalhadores das universidades, travaram nos últimos anos, a direção majoritária da UNE (UJS/PCdoB/PT) segue enganando os estudantes dizendo que o REUNI foi bom para a universidade, comemora o PNE dos empresários da educação que nunca tiveram seus lucros tão altos, sem denunciar os ataques do governo Dilma e convocar os estudantes a enfrenta-los com mobilização! Não à toa, fizeram campanha aberta para Dilma no segundo turno, apoiaram Collor no AL e ajudaram a eleger a chapa PCdoB/PSDB no governo do MA. Por isso, atuam diariamente no movimento estudantil para frear nossas lutas!

Por DCEs de luta, democráticos e independentes do governo Dilma e das reitorias!

Mais do que nunca será importante que nas principais entidades de representação estudantil do país existam direções que organizem a luta pela base, através dos fóruns do movimento, com uma política radical de oposição de esquerda ao governo Dilma, às reitorias e a direção majoritária da UNE, pautado em demandas concretas visando novas mobilizações estudantis. Nós do Vamos à Luta (CST-PSOL e Independentes) utilizamos como plataforma para a unidade da esquerda os pontos que colocamos em discussão para a conformação da chapa unitária da UNIRIO (http://vamosalutanacional.blogspot.com.br/2014/10/plataforma-para-unidade-da-esquerda-nas.html) com SOS UNIRIO (Práxis Vermelha), RUA (Insurgência-PSOL), ANEL (PSTU).

Em nosso entendimento devemos fugir da lógica eleitoreira dos programas palatáveis apenas para "ter mais votos" e vencer fácil. A batalha pelos DCE's é uma disputa de projetos e vale muito a pena explicar o que pensamos, pois ao vencer eles vão estar a serviço do nosso programa e ajudarão a juventude a ter clareza política. Por outro lado, estamos contra que a "unidade" aconteça baseada num acordo por aparato, somente para garantir que "mais forças" estejam nos DCE's. Infelizmente, em muitos momentos, não é essa a compreensão da ANEL e da maior parte das organizações que compõe junto conosco a Oposição de Esquerda da UNE. E por isso queremos abrir um debate com as organizações do movimento estudantil de esquerda.

A ANEL, em texto recente, apresenta como grande exemplo a chapa unitária da UFRJ ("Quero me livrar dessa situação precária"), conformada por RUA, UJR (PCR), UJC (PCB) e ANEL. No entanto, essa unidade foi selada por meio de um programa que, em 8 páginas, não pronunciar uma única vez a palavra "Dilma". É como se os problemas da UFRJ não fossem de responsabilidade do governo federal. A única crítica a direção majoritária da UNE se restringe ao tema da meia-entrada. Em nenhuma parte se combate de forma consequente a política econômica em vigor e se apresenta a necessidade de auditoria e suspensão do pagamento da dívida interna e externa. Sem romper com a dívida, qualquer discussão sobre aumento das verbas pra assistência estudantil ou 10% PIB pra educação se torna abstrata. Na verdade, o programa da UFRJ, apesar de ser feito por setores da esquerda, desarma os estudantes para as batalhas que estão em curso ao poupar Dilma. Desse modo, causa espanto que se exalte a Chapa da UFRJ, principalmente no caso da ANEL por ser impulsionada pelo PSTU, cuja juventude deveria ser radicalmente anti-governista para ser coerente com sua trajetória trotskista. Esse debate é muito importante, pois foi muito ruim o silêncio da ANEL em relação ao segundo turno das eleições como se essa disputa política não tivesse ocorrido. Muito pior, foi sua postura nas eleições do DAFAFICH da UFMG, na qual defendiam que a chapa da esquerda não denunciasse o governo, pois poderia perder votos. E em outras universidades não vão a fundo na batalha pelo perfil e pelo programa da chapa, como na UFF.

No campo da oposição de esquerda da UNE também há problemas. Nos últimos meses batalhamos contra certas concepções, como pode ser visto aqui em nosso blog (tanto no CONEG http://vamosalutanacional.blogspot.com.br/2014/06/majoritaria-da-une-aprova-plataforma.html; quanto durante o segundo turno http://vamosalutanacional.blogspot.com.br/2014/10/nem-aecio-nem-dilma-so-luta-muda-vida.html). Por esse mesmo motivo, também achamos que as chapas da esquerda não podem abrir mão da denúncia da política dos governos do PT, debate que travamos, por exemplo, na UFF, com os coletivos que compõem a chapa de oposição a atual gestão governista (RUA/Paga Nada, UJC, Construção (LSR), JSOL e ANEL). Essa não é uma discussão meramente tática, mas sobre o lado em que nossas chapas devem se localizar e nunca poderá ser de um governo que ataca os direitos dos trabalhadores e da juventude. O programa que defendemos, com o qual foram eleitos os diretores da chapa da Oposição de Esquerda da UNE no último Congresso, não pode ser distorcido assim como na última resolução do campo apresentada na reunião da diretoria plena da UNE, que amenizou para o governo Dilma que seria apenas "limitado", vetando o voto de Aécio porque ele sim seria "o legítimo representante da burguesia". A política que os governos do PT têm aplicado, que se expressam na situação precária das universidades, demonstram que petistas e tucanos possuem o mesmo projeto de desmonte e privatização da educação.

Outro debate profundo é o que está acontecendo em Uberlândia, na UFU. Os camaradas do Juntos-MG (MES), pensam que devemos tentar trazer setores do Campo Popular da UNE (Levante Popular da Juventude/AE-PT) para nossa chapa. Os camaradas de MG chegam a defender essa "tática" em nível nacional no interior da UNE. Seu argumento seria que isso ajudaria a derrotar a chapa da UJS/PCdoB nas eleições. Entendemos isso como absurdamente errado, pois o campo popular é tão submisso ao governo quanto a da direção majoritária da UNE não compondo nosso arco de alianças no movimento estudantil. Na política real, essa unidade só seria possível se abandonássemos nosso combate ao governo. Aí ao invés de somar forças na oposição de esquerda, estaríamos fortalecendo o campo popular, que no fundo é uma ala crítica do governismo. Um equívoco tão grande precisa ser corrigido com urgência pelos companheiros do MES da UFU.

Só a luta muda a vida! Os estudantes não podem pagar pela crise!

É fundamental as eleições dos DCEs cumpram o papel de armar o movimento estudantil para os próximos enfrentamentos que estão por vir, seja nas universidades ou fora delas.

Diante da crise econômica, os ataques de Dilma só irão aumentar, tanto que ainda durante sua campanha, enviou ao Congresso Nacional que aumenta para 47% os recursos para pagamento de juros e amortizações da dívida pública, dinheiro que sai das áreas sociais e, obviamente da educação. Para combater esses ataques, a esquerda do movimento estudantil deve estar unificada em torno de um programa de oposição de esquerda, que denuncie a política do governo e direção majoritária da UNE fazendo oposição a ambos e também às direções de DCE atreladas aos partidos da direita tradicional, como a da UFRGS. Para conquistar 10% do PIB para educação pública e gratuita já, conquistar o aumento da verba do PNAES para R$2,5 bilhões, conquistar a construção bandejões, moradias e bibliotecas em todos os campi do país, conquistar o aumento do número de bolsas reajustando com base no salário mínimo e a abertura de concurso público para professores e técnicos, é necessário ir a fundo na denúncia da política econômica do governo Dilma mostrando de onde vai sair o dinheiro e combatendo as privatizações.

6 de nov de 2014

Vamos à Luta Unirio


Olá, somos do Vamos à Luta, da juventude do PSOL, e integramos a atual gestão do DCE-Unirio. No primeiro turno das eleições, impulsionamos a campanha de Luciana Genro, Tarcisio e Pedro Rosa. Aqui na Unirio, além das panfletagens, realizamos dois debates no jardim do CLA com Jean, Freixo, Chico e nossa candidata à deputada estadual Priscila Guedes.
Durante as eleições apresentamos um programa radical em sintonia com as jornadas de Junho de 2013 e as greves de 2014, exigindo mais verbas para saúde e educação, e não para os banqueiros e empresários; levantando também pautas como a criminalização da homofobia e a legalização do aborto. Agradecemos o apoio e os votos que recebemos da comunidade da UNIRIO.


Só a Luta Muda a Vida!
Infelizmente, o governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB), que acaba de se reeleger, não só não atendeu as pautas da juventude, mas também reprimiu os protestos, colocou o Exército nas ruas e nas favelas, garantiu o lucro das empreiteiras e da Fifa e pretende destinar no ano que vem quase metade do orçamento pros banqueiros e empresários através do pagamento da dívida pública. Um valor 13 vezes maior do que os investimentos em educação. Esses motivos levaram o Vamos à luta e a CST-PSOL a votar nulo no segundo turno. Somente com fortes mobilizações dentro das Universidades e nas ruas, conquistaremos as nossas reivindicações.

Nossa luta conquistou a abertura do bandejão em março de 2015
Aqui na Unirio, tivemos uma importante vitória essa semana. Depois do ato realizado pelo DCE, CA's e DA's na reitoria no dia 23/10, arrancamos uma audiência com a Reitoria no jardim do CLA. A indignação e a pressão dos estudantes garantiu um compromisso, assinado pelo reitor, de ABERTURA DO BANDEJÃO EM MARÇO DE 2015. Foi a força da nossa mobilização que conquistou essa vitória.


Não vamos parar. Temos muitas pautas ainda pra conquistar. E sabemos que a política do governo federal e da reitoria é continuar com a política de cortes de verbas da educação, precarização da Universidade e privatização dos Hospitais Universitários. Por isso, agradecemos a todos que participaram dessa luta e convidamos a continuarmos mobilizados para a contagem regressiva da abertura do bandejão, para decidirmos o valor e pelas demais reivindicações. Por isso, é fundamental mantermos um DCE de lutas e combativo, que defenda essas pautas e seja independente e oposição de esquerda ao governo federal, a reitoria e aos traidores que dirigem a UNE (PCdoB/PT):

- Tarifa zero no bandejão!
- Pela construção do novo prédio do CCH e reforma dos prédios;
- Pela equiparação das bolsas ao salário mínimo;
- Contra a EBSERH que privatiza os Hospitais Universitários.

Construir uma chapa de esquerda para eleição do DCE UNIRIO
Convidamos os estudantes que tem acordo com essas e outras reivindicações e que desejam ajudar a organizar o movimento estudantil na UNIRIO a participarem da reunião do Vamos à Luta. Fazemos um chamado especial aos estudantes que votaram no PSOL para fortalecer um DCE que esteve nas passeatas contra o aumento da passagem, nas greves dos Garis e dos demais trabalhadores e na luta contra a FIFA. Queremos manter debates como a calourada do primeiro semestre e culturais como a “Qualé Calouro”, além das reuniões com os CA’s e assembleias.



3 de nov de 2014

Ato em São Paulo fortalece luta contra a crise da água!

Gabriela Braga e Lorena Fernandes - Vamos à Luta  SP

O Vamos à Luta esteve presente na manifestação contra a crise da água em São Paulo para mandar o recado que a juventude não dará sossego ao governo Alckmin, o principal responsável pela falta de água em São Paulo.
Estudantes da Etec Maria Augusta
O estado de São Paulo passa por uma situação absurda de crise no fornecimento de água. Em praticamente todas as regiões, onde 60% da população já vive sob racionamento. Em várias regiões, quando chega a água, ela vem com cores diferentes, difícil de ser usada para o consumo.

É verdade que São Paulo vive uma das piores secas em anos, porém a situação de crise não acontece simplesmente por conta de um infortúnio no clima, mas sim por um completo descaso dos sucessivos governos. Afinal, já se sabia há cerca de dez anos, que teríamos problemas de abastecimento da água.Porém, não houve investimentos por parte do governo para evitar a situação. O que falou mais alto para os tucanos foi atender a sede de lucro dos acionistas da SABESP, que junto com os governos fizeram da água uma mercadoria. Hoje quem paga a conta do descaso é a população, especialmente dos bairros mais periféricos, onde mais falta água.

Somente com mobilização poderemos garantir investimentos no abastecimento de água!

A situação de sucateamento dos serviços públicos e dos direitos básicos da população não é uma realidade somente no caso da água e da Sabesp, mas sim em diversas outras áreas, como educação, saúde e transporte público. Os governos, seja em nível estadual com Alckmin, ou em nível federal com Dilma dão as costas à população enquanto garantem o lucro de acionistas e banqueiros. 

Enquanto a população sofre com a seca e com a falta de serviços de qualidade, esses governos estão mergulhados na corrupção. Junho de 2013 mostrou que é possível conquistar vitórias quando lutamos. Não é só por 20 litros!

A população de Itu é hoje o grande exemplo da luta e resistência contra a crise da água. Na cidade ocorrem manifestações com barricadas diariamente. Achamos que devemos apoiar e seguir o exemplo do povo de Itu e seguir na construção de mais atos como o deste sábado para mostrar que não aceitaremos essa situação e exigimos um plano de investimentos no abastecimento da água.

29 de out de 2014

Plataforma para unidade da esquerda nas eleições do DCE da Unirio

Ano passado, após as jornadas de junho, tivemos uma importante vitória para o movimento estudantil da Unirio, com a derrota da chapa do PCdoB/PT que dirigia há dois anos o DCE e vitória da chapa de unidade da esquerda. Durante essa gestão tivemos o desafio de devolver o DCE para os estudantes, de tocar as lutas pela abertura do bandejão e contra a privatização do Hospital Universitário, de levar o DCE de volta pra base, realizar debates, atos e atividades culturais. Vivenciamos, nesse ano, as diversas greves dos trabalhadores, contra os governos, patrões e burocracias sindicais; as greves dos garis, rodoviários, metalúrgicos, servidores públicos, metroviários, etc.

Nosso DCE esteve presente em diversas dessas greves levando a solidariedade dos estudantes aos trabalhadores. E vimos um segundo semestre marcado pela disputa eleitoral, com diversas reviravoltas, debates sobre as pautas da esquerda e com muita bronca com o governo do PT. Nesse cenário, o Vamos à luta considera que é fundamental mantermos o DCE do lado dos estudantes e em apoio à luta dos trabalhadores, independente da reitoria e dos governos, para prepararmos mais lutas para o ano de 2015. Para isso é fundamental construir uma plataforma programática que seja fiel as pautas levantadas pela juventude desde junho que não foram atendidas pelos governos e com as pautas de reivindicação dos estudantes da Unirio. Esta será a base fundamental para garantir a unidade dos coletivos de esquerda, dos ativistas independentes que estão indignados com a situação da Universidade e querem aprofundar o trabalho iniciado pela gestão “Nada será como Antes”, numa chapa para o DCE:

1 - Por um DCE combativo, democrático, independente da Reitoria e dos governos e protagonista das mobilizações pelas pautas dos estudantes e trabalhadores da universidade! Pela a abertura imediata do Bandejão! Pelo início das obras do novo prédio do CCH e reforma dos prédios! Pelo fim dos atrasos, equiparação ao salário mínimo e aumento da oferta de bolsas! Por um plano de moradia e creche universitária! Por mais professores concursados! Contra a privatização do Hospital Universitário através da Ebserh e pela garantia de 100% de seu funcionamento de forma pública, gratuita e com qualidade! Por democracia na UNIRIO! Por mais verbas para a educação pública!

2 – Por um DCE de oposição de esquerda ao governo federal da presidente Dilma (PT/ PMDB/ PCdoB) e aos governos Paes e Pezão (PT/PMDB)! Todos esses governos atuaram de forma unificada para reprimir as greves desse ano e os protestos contra a Copa do Mundo. Todos tem acordo em reprimir as lutas, privatizar os serviços públicos e garantir o lucro dos banqueiros e empresários através do pagamento dos juros da dívida pública, com a destinação de 1 trilhão e 356 bilhões de reais no orçamento de 2015, valor 13 vezes maior do que as verbas previstas para a educação. 

3 – Por um DCE de oposição de esquerda e de combate à burocracia da direção majoritária da UNE (PCdoB/ PT) no movimento estudantil! A direção da UNE é um braço dos governos Paes/Pezão/Dilma no movimento estudantil, tentando desviar as lutas e mobilizações e/ou blindar os governos ao invés de estar do lado da mobilização dos estudantes e da juventude.
4 – Por um movimento estudantil democrático que se paute pela consulta às bases, com assembleias, CEB's, congresso estudantil, divulgação das ações pela internet e boletim, prestação de contas. E que construa espaços de unificação das lutas estudantis, sindicais e populares da cidade. 

5- Apoio às mobilizações nacionais e internacionais da juventude e trabalhadores que vão às ruas em defesa da educação, por emprego, salário e direitos. Somos parte dos 43 estudantes mexicanos, da juventude de Hong Kong, da Primavera Árabe, da resistência palestina!

28 de out de 2014

Pra virar a UFF do avesso: Vamos à Luta com a Chapa 2!

Entre os dias 10 e 14 novembro, os estudantes da UFF irão escolher a chapa que estará à frente do DCE no próximo ano. Nós do Vamos à Luta somos parte da Chapa 2 – “Pra virar a UFF do avesso” que reúne ativistas, coletivos e movimentos indignados com a situação da universidade, que fazem oposição de esquerda ao governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB), à direção majoritária da UNE (UJS/PCdoB/PT), representada pela última gestão do DCE e agora pela chapa 1 – “Quem vem com tudo não cansa”.

Os governos do PT têm aplicado sucessivos ataques à educação pública: o REUNI expandiu o número de vagas sem aumentar a qualidade do ensino e as condições de permanência dos estudantes, especialmente os mais pobres; privatização dos hospitais universitários através da EBSERH; o Plano Nacional de Educação aprovado esse ano faz avançar na transferência dos recursos públicos para os tubarões do ensino das instituições privadas; CAPES e Ministério da Educação estão agora unificados para pôr fim aos concursos públicos para professores estabelecendo contratações através de Organizações Sociais. Com a crise econômica isso se agrava porque Dilma tem compromisso com os banqueiros e, ano que vem, 47% do Orçamento Geral da União será destinado ao pagamento de juros e amortização da dívida pública, cortando verbas da saúde e da educação.

Essa política se expressa em nosso dia a dia: falta de professores e servidores, prédios com péssimas condições estruturais, faltam de bolsas acadêmicas e de assistência, altas taxas de evasão porque falta bandejão e moradia em todos os campi, falta de segurança nos campi e em seu entorno etc. Não é à toa que, por fora do DCE, os estudantes do Instituto de Biologia fizeram uma importante mobilização exigindo da reitoria um prédio novo sem risco de desabamento e que a Moradia Estudantil denunciou a falta d’água e de democracia.

Junto à direção majoritária da UNE, a última gestão do DCE esteve a serviço do governo Dilma e da reitoria de Salles e Sidney e, por isso, fizeram suas campanhas eleitorais. Isso explica o caráter antidemocrático do DCE, que não convocou os fóruns de base para que pudéssemos organizar nossas lutas. Para mudar e organizar o enfrentamento contra os ataques de Dilma à educação, precisamos de um novo DCE radicalmente democrático, de luta e independente. Conheça, participe e vote Chapa 2 – Pra virar a UFF do avesso!