21/11/2014

Vitória do movimento estudantil combativo no DCE UNAMA!

Vamos à Luta construindo uma alternativa para derrotar os burocratas que controlam a UNE!


Eduardo Rodrigues - Vamos à Luta PA
 
Sai vitoriosa a campanha da chapa “Lutar e Conquistar!” nessas Eleições de 2014 para gestão do Diretório Central de Estudantes da Universidade da Amazônia, em Belém do Pará. Com um perfil de luta em defesa dos estudantes e um programa denunciando a política educacional do Governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB) e o papel traidor e de submissão da direção majoritária da União Nacional de Estudantes – UNE, a chapa foi construída por estudantes militantes do coletivo de juventude Vamos à Luta!, da Corrente Socialista dos Trabalhadores/CST-PSOL, combativos colegas das lutas da universidade e simpatizantes. E com uma campanha modesta, mas corajosa, em suas passagens em sala explicavam a responsabilidade do governo pela financeirização da educação e a crise instalada na UNAMA, que culminou na compra da instituição pelo Grupo Ser Educacional - 6º maior grupo explorador na área do ensino no Brasil - e a iminente ameaça embrulhada no seu discurso de "dívidas de milhões" da UNAMA para os quais precisariam aplicar uma política de “aumento de receitas e corte de custas”. O que pode piorar a situação da pesquisa, extensão, monitoria, terceirização e demissão de funcionários, etc.
 
Encerrado o prazo das inscrições de chapa, foi comprovado que saia derrotada a oposição governista que costuma disputar as eleições do DCE. Uma vez que não estão na base, que não participam em nada das lutas dos estudantes da universidade, estão reduzidos quase ao ponto de serem varridos da UNAMA. Só participaram da última eleição travestidos de "independentes", com uma política baixa de acusações, calúnias e tentativa de desqualificação do movimento estudantil e de sua entidade, sem contribuir em nada. Com as tantas derrotas acumuladas, os governistas sequer quiseram disputar esse ano na UNAMA.
 
Os 1.178 votos de estudantes, o apoio de vários professores em sala de aula e aplausos, a aproximação de mais lutadores do movimento estudantil, os apoios de membros de Centros Acadêmicos como de História, Psicologia, Ciências Sociais e Eng. Produção, fazem com que o DCE UNAMA saia ainda mais fortalecido para combater em defesa de educação de qualidade, dos direitos dos estudantes e para discutir a necessidade de outro modelo de educação, distinto do modelo privatista e excludente proposto pelo Governo Dilma; mais fortalecido para enfrentar a direção majoritária da UNE (juventudes do PT/PCdoB) que retrocedeu no direito de meia-entrada, que assinou vários aumentos de mensalidades para os estudantes das particulares no Pará e que vive burocraticamente com o monopólio de carteirinhas, traindo as lutas para defender o governo do qual ganha milhões; o DCE sai mais fortalecido para apoiar as lutas dos trabalhadores de Belém, da Região Metropolitana e para solidarizar-se com as lutas pelo Brasil e mundo; mais fortalecido para participar das manifestações da juventude, como em Junho de 2013, unificando o movimento estudantil nas escolas e universidades, públicas e privadas, em busca de justiça social, contra o ajuste fiscal, contra a violência policial, contra a Dívida Pública, contra toda forma de opressão (machismo, racismo, homofobia, etc) e contra a exploração de nossos direitos por empresários e seus governos corruptos subservientes; ou seja, o DCE UNAMA sai ainda mais capaz de "Lutar e Conquistar"!
 
Mais do que nunca é necessário construir um movimento estudantil combativo. Pois os velhos burocratas enfrentam uma situação adversa: a juventude e o povo lutam cada vez mais, sem ilusões em governos traiçoeiros como o de hoje, como mostram as ondas de greves e manifestações de rua. Mas os traidores das lutas seguem cumprindo um papel nefasto e sendo criminosos no movimento estudantil das demais universidades do Brasil. Como agora na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, quando fraudaram nomes para sua chapa nas eleições do DCE Unirio e reagiram à sua correta impugnação com agressões físicas na noite da última sexta-feira (14/11), quando militantes do PCdoB/UJS agrediram com um soco na boca e vários empurrões e socos o nosso companheiro da CST, Michel Tunes. Um absurdo que demonstra o desespero e a degeneração política dessa burocracia que sequestrou a União Nacional dos Estudantes. É necessário seguirmos derrotando esses rifadores das lutas e sonhos da juventude. Nos solidarizamos com Michel e repudiamos esse ataque dos resquícios da burocracia estalinista!
 
Nós, juventude do coletivo Vamos à Luta e da Corrente Socialista dos Trabalhadores/PSOL, concluímos essa nota parabenizando a vitória dos companheiros estudantes da UNAMA pela continuidade do respeitável histórico de lutas de sua entidade e sua independência face ao governo. Estaremos lado a lado na construção das lutas, na atuação unitária dos lutadores e na construção de uma alternativa de direção combativa e coerente para o movimento estudantil!
 

Vamos à Luta! Construindo a manhã desejada!

07/11/2014

Eleições dos DCEs: unir a esquerda para enfrentar os ataques de Dilma e das reitorias!

Mariana Nolte - Vamos à Luta RJ e CST-PSOL


No final do segundo semestre de 2014, estudantes de diversas universidades escolherão as direções que estarão à frente dos DCEs no próximo ano. Em algumas, como na UFRJ, UFF e na UFRGS, já há chapas inscritas e campanha acontecendo. Em outras, como na UNIRIO, UFU e UFPA, ainda estão acontecendo os debates e plenárias de conformação de chapas. Esse é um momento muito importante, uma vez que a disputa por projetos políticos fica mais evidente e os estudantes se mobilizam e tomam posição.

Nas universidades federais, os estudantes, no dia-a-dia, enfrentam difíceis condições de estudo e permanência. De modo geral, os prédios possuem condições estruturais precárias, inclusive, os novos, o número de professores e técnico-administrativos é insuficiente, faltam bibliotecas, livros e sobem os preços das xerox, faltam bandejões em todos os campi e as moradias estudantis são quase inexistentes. Isso sem falar no pequeno número de bolsas acadêmicas e de permanência, que não sofrem reajuste há anos e, em muitas universidades, são pagas com atraso. Com essas condições, o estudante pobre e trabalhador, ainda que possa conseguir uma vaga depois da expansão precária via REUNI, não tem a menor possibilidade de se manter estudando e concluir sua formação.

Governo Dilma: inimigo nº 1 da educação!

Nossos problemas diários são a expressão de um projeto neoliberal aplicado pelos governos do PT nas universidades. Durante os mandatos de Lula e Dilma avançou uma contra-reforma universitária baseada nas políticas educacion
ais do Banco Mundial, além disso se aprofundou o entulho privatista e autoritário herdado do período FHC.

Avançam as terceirizações, segue a tentativa de enfiar goela abaixo da comunidade acadêmica em todas as federais a privatização dos hospitais universitários via EBSERH, cursos pagos continuam funcionando, recursos públicos continuam sendo destinados aos tubarões do ensino via PROUNI e FIES e, agora, regulamentado através do PNE aprovado esse ano, CAPES e Ministério da Educação propõe por fim nos concursos públicos para professores realizando contratações através de Organizações Sociais. O governo Dilma vem aplicando direitinho a cartilha do FMI, arrochando salários, desvalorizando o servidor público, precarizando as condições de estudo e trabalho e privatizando, além de criminalizar as lutas que acontecem nas federais, tanto que judicializou a última greve dos técnicos e se negou a negociar a pauta.

A direção majoritária da UNE não nos representa!

Na contramão das lutas que os estudantes, ao lado dos trabalhadores das universidades, travaram nos últimos anos, a direção majoritária da UNE (UJS/PCdoB/PT) segue enganando os estudantes dizendo que o REUNI foi bom para a universidade, comemora o PNE dos empresários da educação que nunca tiveram seus lucros tão altos, sem denunciar os ataques do governo Dilma e convocar os estudantes a enfrenta-los com mobilização! Não à toa, fizeram campanha aberta para Dilma no segundo turno, apoiaram Collor no AL e ajudaram a eleger a chapa PCdoB/PSDB no governo do MA. Por isso, atuam diariamente no movimento estudantil para frear nossas lutas!

Por DCEs de luta, democráticos e independentes do governo Dilma e das reitorias!

Mais do que nunca será importante que nas principais entidades de representação estudantil do país existam direções que organizem a luta pela base, através dos fóruns do movimento, com uma política radical de oposição de esquerda ao governo Dilma, às reitorias e a direção majoritária da UNE, pautado em demandas concretas visando novas mobilizações estudantis. Nós do Vamos à Luta (CST-PSOL e Independentes) utilizamos como plataforma para a unidade da esquerda os pontos que colocamos em discussão para a conformação da chapa unitária da UNIRIO (http://vamosalutanacional.blogspot.com.br/2014/10/plataforma-para-unidade-da-esquerda-nas.html) com SOS UNIRIO (Práxis Vermelha), RUA (Insurgência-PSOL), ANEL (PSTU).

Em nosso entendimento devemos fugir da lógica eleitoreira dos programas palatáveis apenas para "ter mais votos" e vencer fácil. A batalha pelos DCE's é uma disputa de projetos e vale muito a pena explicar o que pensamos, pois ao vencer eles vão estar a serviço do nosso programa e ajudarão a juventude a ter clareza política. Por outro lado, estamos contra que a "unidade" aconteça baseada num acordo por aparato, somente para garantir que "mais forças" estejam nos DCE's. Infelizmente, em muitos momentos, não é essa a compreensão da ANEL e da maior parte das organizações que compõe junto conosco a Oposição de Esquerda da UNE. E por isso queremos abrir um debate com as organizações do movimento estudantil de esquerda.

A ANEL, em texto recente, apresenta como grande exemplo a chapa unitária da UFRJ ("Quero me livrar dessa situação precária"), conformada por RUA, UJR (PCR), UJC (PCB) e ANEL. No entanto, essa unidade foi selada por meio de um programa que, em 8 páginas, não pronunciar uma única vez a palavra "Dilma". É como se os problemas da UFRJ não fossem de responsabilidade do governo federal. A única crítica a direção majoritária da UNE se restringe ao tema da meia-entrada. Em nenhuma parte se combate de forma consequente a política econômica em vigor e se apresenta a necessidade de auditoria e suspensão do pagamento da dívida interna e externa. Sem romper com a dívida, qualquer discussão sobre aumento das verbas pra assistência estudantil ou 10% PIB pra educação se torna abstrata. Na verdade, o programa da UFRJ, apesar de ser feito por setores da esquerda, desarma os estudantes para as batalhas que estão em curso ao poupar Dilma. Desse modo, causa espanto que se exalte a Chapa da UFRJ, principalmente no caso da ANEL por ser impulsionada pelo PSTU, cuja juventude deveria ser radicalmente anti-governista para ser coerente com sua trajetória trotskista. Esse debate é muito importante, pois foi muito ruim o silêncio da ANEL em relação ao segundo turno das eleições como se essa disputa política não tivesse ocorrido. Muito pior, foi sua postura nas eleições do DAFAFICH da UFMG, na qual defendiam que a chapa da esquerda não denunciasse o governo, pois poderia perder votos. E em outras universidades não vão a fundo na batalha pelo perfil e pelo programa da chapa, como na UFF.

No campo da oposição de esquerda da UNE também há problemas. Nos últimos meses batalhamos contra certas concepções, como pode ser visto aqui em nosso blog (tanto no CONEG http://vamosalutanacional.blogspot.com.br/2014/06/majoritaria-da-une-aprova-plataforma.html; quanto durante o segundo turno http://vamosalutanacional.blogspot.com.br/2014/10/nem-aecio-nem-dilma-so-luta-muda-vida.html). Por esse mesmo motivo, também achamos que as chapas da esquerda não podem abrir mão da denúncia da política dos governos do PT, debate que travamos, por exemplo, na UFF, com os coletivos que compõem a chapa de oposição a atual gestão governista (RUA/Paga Nada, UJC, Construção (LSR), JSOL e ANEL). Essa não é uma discussão meramente tática, mas sobre o lado em que nossas chapas devem se localizar e nunca poderá ser de um governo que ataca os direitos dos trabalhadores e da juventude. O programa que defendemos, com o qual foram eleitos os diretores da chapa da Oposição de Esquerda da UNE no último Congresso, não pode ser distorcido assim como na última resolução do campo apresentada na reunião da diretoria plena da UNE, que amenizou para o governo Dilma que seria apenas "limitado", vetando o voto de Aécio porque ele sim seria "o legítimo representante da burguesia". A política que os governos do PT têm aplicado, que se expressam na situação precária das universidades, demonstram que petistas e tucanos possuem o mesmo projeto de desmonte e privatização da educação.

Outro debate profundo é o que está acontecendo em Uberlândia, na UFU. Os camaradas do Juntos-MG (MES), pensam que devemos tentar trazer setores do Campo Popular da UNE (Levante Popular da Juventude/AE-PT) para nossa chapa. Os camaradas de MG chegam a defender essa "tática" em nível nacional no interior da UNE. Seu argumento seria que isso ajudaria a derrotar a chapa da UJS/PCdoB nas eleições. Entendemos isso como absurdamente errado, pois o campo popular é tão submisso ao governo quanto a da direção majoritária da UNE não compondo nosso arco de alianças no movimento estudantil. Na política real, essa unidade só seria possível se abandonássemos nosso combate ao governo. Aí ao invés de somar forças na oposição de esquerda, estaríamos fortalecendo o campo popular, que no fundo é uma ala crítica do governismo. Um equívoco tão grande precisa ser corrigido com urgência pelos companheiros do MES da UFU.

Só a luta muda a vida! Os estudantes não podem pagar pela crise!

É fundamental as eleições dos DCEs cumpram o papel de armar o movimento estudantil para os próximos enfrentamentos que estão por vir, seja nas universidades ou fora delas.

Diante da crise econômica, os ataques de Dilma só irão aumentar, tanto que ainda durante sua campanha, enviou ao Congresso Nacional que aumenta para 47% os recursos para pagamento de juros e amortizações da dívida pública, dinheiro que sai das áreas sociais e, obviamente da educação. Para combater esses ataques, a esquerda do movimento estudantil deve estar unificada em torno de um programa de oposição de esquerda, que denuncie a política do governo e direção majoritária da UNE fazendo oposição a ambos e também às direções de DCE atreladas aos partidos da direita tradicional, como a da UFRGS. Para conquistar 10% do PIB para educação pública e gratuita já, conquistar o aumento da verba do PNAES para R$2,5 bilhões, conquistar a construção bandejões, moradias e bibliotecas em todos os campi do país, conquistar o aumento do número de bolsas reajustando com base no salário mínimo e a abertura de concurso público para professores e técnicos, é necessário ir a fundo na denúncia da política econômica do governo Dilma mostrando de onde vai sair o dinheiro e combatendo as privatizações.

06/11/2014

Vamos à Luta Unirio


Olá, somos do Vamos à Luta, da juventude do PSOL, e integramos a atual gestão do DCE-Unirio. No primeiro turno das eleições, impulsionamos a campanha de Luciana Genro, Tarcisio e Pedro Rosa. Aqui na Unirio, além das panfletagens, realizamos dois debates no jardim do CLA com Jean, Freixo, Chico e nossa candidata à deputada estadual Priscila Guedes.
Durante as eleições apresentamos um programa radical em sintonia com as jornadas de Junho de 2013 e as greves de 2014, exigindo mais verbas para saúde e educação, e não para os banqueiros e empresários; levantando também pautas como a criminalização da homofobia e a legalização do aborto. Agradecemos o apoio e os votos que recebemos da comunidade da UNIRIO.


Só a Luta Muda a Vida!
Infelizmente, o governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB), que acaba de se reeleger, não só não atendeu as pautas da juventude, mas também reprimiu os protestos, colocou o Exército nas ruas e nas favelas, garantiu o lucro das empreiteiras e da Fifa e pretende destinar no ano que vem quase metade do orçamento pros banqueiros e empresários através do pagamento da dívida pública. Um valor 13 vezes maior do que os investimentos em educação. Esses motivos levaram o Vamos à luta e a CST-PSOL a votar nulo no segundo turno. Somente com fortes mobilizações dentro das Universidades e nas ruas, conquistaremos as nossas reivindicações.

Nossa luta conquistou a abertura do bandejão em março de 2015
Aqui na Unirio, tivemos uma importante vitória essa semana. Depois do ato realizado pelo DCE, CA's e DA's na reitoria no dia 23/10, arrancamos uma audiência com a Reitoria no jardim do CLA. A indignação e a pressão dos estudantes garantiu um compromisso, assinado pelo reitor, de ABERTURA DO BANDEJÃO EM MARÇO DE 2015. Foi a força da nossa mobilização que conquistou essa vitória.


Não vamos parar. Temos muitas pautas ainda pra conquistar. E sabemos que a política do governo federal e da reitoria é continuar com a política de cortes de verbas da educação, precarização da Universidade e privatização dos Hospitais Universitários. Por isso, agradecemos a todos que participaram dessa luta e convidamos a continuarmos mobilizados para a contagem regressiva da abertura do bandejão, para decidirmos o valor e pelas demais reivindicações. Por isso, é fundamental mantermos um DCE de lutas e combativo, que defenda essas pautas e seja independente e oposição de esquerda ao governo federal, a reitoria e aos traidores que dirigem a UNE (PCdoB/PT):

- Tarifa zero no bandejão!
- Pela construção do novo prédio do CCH e reforma dos prédios;
- Pela equiparação das bolsas ao salário mínimo;
- Contra a EBSERH que privatiza os Hospitais Universitários.

Construir uma chapa de esquerda para eleição do DCE UNIRIO
Convidamos os estudantes que tem acordo com essas e outras reivindicações e que desejam ajudar a organizar o movimento estudantil na UNIRIO a participarem da reunião do Vamos à Luta. Fazemos um chamado especial aos estudantes que votaram no PSOL para fortalecer um DCE que esteve nas passeatas contra o aumento da passagem, nas greves dos Garis e dos demais trabalhadores e na luta contra a FIFA. Queremos manter debates como a calourada do primeiro semestre e culturais como a “Qualé Calouro”, além das reuniões com os CA’s e assembleias.



03/11/2014

Ato em São Paulo fortalece luta contra a crise da água!

Gabriela Braga e Lorena Fernandes - Vamos à Luta  SP

O Vamos à Luta esteve presente na manifestação contra a crise da água em São Paulo para mandar o recado que a juventude não dará sossego ao governo Alckmin, o principal responsável pela falta de água em São Paulo.
Estudantes da Etec Maria Augusta
O estado de São Paulo passa por uma situação absurda de crise no fornecimento de água. Em praticamente todas as regiões, onde 60% da população já vive sob racionamento. Em várias regiões, quando chega a água, ela vem com cores diferentes, difícil de ser usada para o consumo.

É verdade que São Paulo vive uma das piores secas em anos, porém a situação de crise não acontece simplesmente por conta de um infortúnio no clima, mas sim por um completo descaso dos sucessivos governos. Afinal, já se sabia há cerca de dez anos, que teríamos problemas de abastecimento da água.Porém, não houve investimentos por parte do governo para evitar a situação. O que falou mais alto para os tucanos foi atender a sede de lucro dos acionistas da SABESP, que junto com os governos fizeram da água uma mercadoria. Hoje quem paga a conta do descaso é a população, especialmente dos bairros mais periféricos, onde mais falta água.

Somente com mobilização poderemos garantir investimentos no abastecimento de água!

A situação de sucateamento dos serviços públicos e dos direitos básicos da população não é uma realidade somente no caso da água e da Sabesp, mas sim em diversas outras áreas, como educação, saúde e transporte público. Os governos, seja em nível estadual com Alckmin, ou em nível federal com Dilma dão as costas à população enquanto garantem o lucro de acionistas e banqueiros. 

Enquanto a população sofre com a seca e com a falta de serviços de qualidade, esses governos estão mergulhados na corrupção. Junho de 2013 mostrou que é possível conquistar vitórias quando lutamos. Não é só por 20 litros!

A população de Itu é hoje o grande exemplo da luta e resistência contra a crise da água. Na cidade ocorrem manifestações com barricadas diariamente. Achamos que devemos apoiar e seguir o exemplo do povo de Itu e seguir na construção de mais atos como o deste sábado para mostrar que não aceitaremos essa situação e exigimos um plano de investimentos no abastecimento da água.

29/10/2014

Plataforma para unidade da esquerda nas eleições do DCE da Unirio

Ano passado, após as jornadas de junho, tivemos uma importante vitória para o movimento estudantil da Unirio, com a derrota da chapa do PCdoB/PT que dirigia há dois anos o DCE e vitória da chapa de unidade da esquerda. Durante essa gestão tivemos o desafio de devolver o DCE para os estudantes, de tocar as lutas pela abertura do bandejão e contra a privatização do Hospital Universitário, de levar o DCE de volta pra base, realizar debates, atos e atividades culturais. Vivenciamos, nesse ano, as diversas greves dos trabalhadores, contra os governos, patrões e burocracias sindicais; as greves dos garis, rodoviários, metalúrgicos, servidores públicos, metroviários, etc.

Nosso DCE esteve presente em diversas dessas greves levando a solidariedade dos estudantes aos trabalhadores. E vimos um segundo semestre marcado pela disputa eleitoral, com diversas reviravoltas, debates sobre as pautas da esquerda e com muita bronca com o governo do PT. Nesse cenário, o Vamos à luta considera que é fundamental mantermos o DCE do lado dos estudantes e em apoio à luta dos trabalhadores, independente da reitoria e dos governos, para prepararmos mais lutas para o ano de 2015. Para isso é fundamental construir uma plataforma programática que seja fiel as pautas levantadas pela juventude desde junho que não foram atendidas pelos governos e com as pautas de reivindicação dos estudantes da Unirio. Esta será a base fundamental para garantir a unidade dos coletivos de esquerda, dos ativistas independentes que estão indignados com a situação da Universidade e querem aprofundar o trabalho iniciado pela gestão “Nada será como Antes”, numa chapa para o DCE:

1 - Por um DCE combativo, democrático, independente da Reitoria e dos governos e protagonista das mobilizações pelas pautas dos estudantes e trabalhadores da universidade! Pela a abertura imediata do Bandejão! Pelo início das obras do novo prédio do CCH e reforma dos prédios! Pelo fim dos atrasos, equiparação ao salário mínimo e aumento da oferta de bolsas! Por um plano de moradia e creche universitária! Por mais professores concursados! Contra a privatização do Hospital Universitário através da Ebserh e pela garantia de 100% de seu funcionamento de forma pública, gratuita e com qualidade! Por democracia na UNIRIO! Por mais verbas para a educação pública!

2 – Por um DCE de oposição de esquerda ao governo federal da presidente Dilma (PT/ PMDB/ PCdoB) e aos governos Paes e Pezão (PT/PMDB)! Todos esses governos atuaram de forma unificada para reprimir as greves desse ano e os protestos contra a Copa do Mundo. Todos tem acordo em reprimir as lutas, privatizar os serviços públicos e garantir o lucro dos banqueiros e empresários através do pagamento dos juros da dívida pública, com a destinação de 1 trilhão e 356 bilhões de reais no orçamento de 2015, valor 13 vezes maior do que as verbas previstas para a educação. 

3 – Por um DCE de oposição de esquerda e de combate à burocracia da direção majoritária da UNE (PCdoB/ PT) no movimento estudantil! A direção da UNE é um braço dos governos Paes/Pezão/Dilma no movimento estudantil, tentando desviar as lutas e mobilizações e/ou blindar os governos ao invés de estar do lado da mobilização dos estudantes e da juventude.
4 – Por um movimento estudantil democrático que se paute pela consulta às bases, com assembleias, CEB's, congresso estudantil, divulgação das ações pela internet e boletim, prestação de contas. E que construa espaços de unificação das lutas estudantis, sindicais e populares da cidade. 

5- Apoio às mobilizações nacionais e internacionais da juventude e trabalhadores que vão às ruas em defesa da educação, por emprego, salário e direitos. Somos parte dos 43 estudantes mexicanos, da juventude de Hong Kong, da Primavera Árabe, da resistência palestina!

28/10/2014

Pra virar a UFF do avesso: Vamos à Luta com a Chapa 2!

Entre os dias 10 e 14 novembro, os estudantes da UFF irão escolher a chapa que estará à frente do DCE no próximo ano. Nós do Vamos à Luta somos parte da Chapa 2 – “Pra virar a UFF do avesso” que reúne ativistas, coletivos e movimentos indignados com a situação da universidade, que fazem oposição de esquerda ao governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB), à direção majoritária da UNE (UJS/PCdoB/PT), representada pela última gestão do DCE e agora pela chapa 1 – “Quem vem com tudo não cansa”.

Os governos do PT têm aplicado sucessivos ataques à educação pública: o REUNI expandiu o número de vagas sem aumentar a qualidade do ensino e as condições de permanência dos estudantes, especialmente os mais pobres; privatização dos hospitais universitários através da EBSERH; o Plano Nacional de Educação aprovado esse ano faz avançar na transferência dos recursos públicos para os tubarões do ensino das instituições privadas; CAPES e Ministério da Educação estão agora unificados para pôr fim aos concursos públicos para professores estabelecendo contratações através de Organizações Sociais. Com a crise econômica isso se agrava porque Dilma tem compromisso com os banqueiros e, ano que vem, 47% do Orçamento Geral da União será destinado ao pagamento de juros e amortização da dívida pública, cortando verbas da saúde e da educação.

Essa política se expressa em nosso dia a dia: falta de professores e servidores, prédios com péssimas condições estruturais, faltam de bolsas acadêmicas e de assistência, altas taxas de evasão porque falta bandejão e moradia em todos os campi, falta de segurança nos campi e em seu entorno etc. Não é à toa que, por fora do DCE, os estudantes do Instituto de Biologia fizeram uma importante mobilização exigindo da reitoria um prédio novo sem risco de desabamento e que a Moradia Estudantil denunciou a falta d’água e de democracia.

Junto à direção majoritária da UNE, a última gestão do DCE esteve a serviço do governo Dilma e da reitoria de Salles e Sidney e, por isso, fizeram suas campanhas eleitorais. Isso explica o caráter antidemocrático do DCE, que não convocou os fóruns de base para que pudéssemos organizar nossas lutas. Para mudar e organizar o enfrentamento contra os ataques de Dilma à educação, precisamos de um novo DCE radicalmente democrático, de luta e independente. Conheça, participe e vote Chapa 2 – Pra virar a UFF do avesso!

25/10/2014

À Direção Majoritária da UBES, Dilma e Aécio não nos representam!

 Por Mariana Trindade, Diretora da UBES, Juventude Vamos à Luta (PA)
No último dia 14/10, ocorreu uma reunião presencial de diretores – executivos e plenos – da atual gestão da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas). Na ocasião, um principal ponto discutido foi se a entidade apoiaria ou não a candidatura da atual presidente do Brasil. Infelizmente foi aprovado.
            Foi aprovado que a UBES apoiará neste segundo turno a candidatura da Presidente que atacou com seu governo, com a Força Nacional de Segurança, a juventude que foi às ruas em junho de 2013. Foi aprovado que a UBES apoiará o atual governo, o que mais transferiu verbas da educação pública, das universidades federais para as mãos da iniciativa privada e aos tubarões do ensino e transferirá mais ainda, de acordo com os marcos do PNE, aprovado neste ano, enquanto o ensino público – básico e o superior – definha pouco a pouco e os tetos das escolas e universidades caem sobre nossas cabeças. Desse modo, foi aprovado apoio à Fernando Collor em AL, base aliada do Governo Dilma, ex-presidente duramente combatido pela UBES na década de 1990. Foi declarado apoio ao que há de mais retrógrado presente no congresso atual, com figuras que representam oligarquias, o ódio do fundamentalismo religioso e devastadores do meio ambiente, como Barbalho, Maluf, Sarney, Calheiros, Katia Abreu etc. Bem como Aécio representa o mesmo projeto econômico e social nesse processo eleitoral.
A direção majoritária da UBES não reflete a base!
            A atual direção majoritária da UBES não corresponde ao processo lutas e enfretamentos com os governos que a juventude secundarista tem travado nos últimos anos – principalmente em junho do ano passado – e que se acirram cada vez mais. Lutas que contrariam a política de sucateamento e mercantilização que sofre a educação, tanto a nível estadual, como federal, principalmente. Basta vermos a percentagem do orçamento da União tirado para 2015. Dilma e o seu Governo (PT/PMDB/PCdoB) destinam mais de 47% do orçamento pra pagar juros e amortizações da dívida pública. Um absurdo! Pois todo esse montante deveria ser revestido para as áreas sociais e tirar setores como saúde e educação de míseros 4%, aproximadamente, cada.
            Tudo isso porque a majoritária da UBES é a UJS (juventude do PCdoB) e está de braços dado com o Governo Federal, diga-se de passagem com o tucanato também, visto que a eleição de Flavio Dino (PCdoB) no Maranhão contou com Carlos Brandão, o vice da chapa que é do PSDB. A direção hoje vende a entidade para as pautas defendidas por Dilma em detrimento das que foram levantadas em junho de 2013 e nos constantes levantes da juventude nos diferentes estados.
            Votar nulo e construir na base uma alternativa às lutas dos secundas!
             Nossa alternativa é a mobilização pela base nas escolas, para que conquistar os anseios dos estudantes secundaristas que estiveram nas ruas em junho de 2013, os que tocam lutas por melhor infraestrutura nas escolas, mais investimentos na educação e que é retaguarda dos embates da classe trabalhadora com seus patrões.
            Diante disso, nossa posição nessas eleições será dar continuidade à luta pelas pautas que surgiram a partir de junho, como por exemplo, o Passe Livre para estudantes e desempregados, valorização dos educadores, a universalização das universidades públicas, devemos lutar pelo fim dos processos seletivos segregacionistas e, além disso, reforma nas escolas e nas universidades, com 10% do PIB para a educação e saúde. Por isso dizemos NÃO para as alternativas apresentadas nesse segundo turno das eleições,        – Dilma e Aécio – não nos representam.

23/10/2014

Nem Aécio, nem Dilma! Só a luta muda a vida!

No primeiro turno das eleições, nós da Juventude Vamos à Luta, fomos parte da campanha de Luciana Genro nas ruas, escolas e universidades. Uma campanha que enfrentou as três principais candidaturas do sistema – Dilma (PT), Aécio (PSDB) e Marina (PSB/Rede) – denunciando que estes eram irmãos siameses porque tinham unidade em torno de uma política econômica que privilegia os interesses dos banqueiros, multinacionais, empreiteiras e do agronegócio, ou seja, das empresas que igualmente financiaram suas campanhas eleitorais.
Luciana Genro apresentou um programa radical em sintonia com as bandeiras das Jornadas de Junho de 2013 e das greves de 2014, colocando a necessidade da auditoria e suspensão do pagamento da dívida pública para se investir em saúde e educação públicas, taxação das grandes fortunas para aumentar os investimentos em transporte público e saneamento básico, o fim das privatizações, legalização da maconha e desmilitarização da PM para por fim a guerra às drogas que mata a juventude negra e pobre da periferia, criminalização da homofobia e legalização do aborto.
Agora no segundo turno são Dilma e Aécio que disputam a chave do cofre e, portanto, é importante que a juventude e o povo trabalhador oprimido e que luta no país estejam preparados – não acumulando ilusões em um “governo menos pior” – para os ataques próximo ano que virá: com maior intensidade da política hoje já aplicada.
Não nos representam!
O certo: ganhe quem ganhar, virá embrulhado um pacote de ajustes salariais e retirada de direitos especialmente para os trabalhadores, que mais uma vez terão os lastros da crise econômica e os interesses do capital financeiro enfiados goela a baixo. Mais de 47% do orçamento nacional será dirigido aos bolsos dos magnatas e banqueiros nacionais e internacionais, que representam pouco mais de 5 mil famílias, conforme a lei orçamentária já enviada por Dilma ao Congresso Nacional. Um verdadeiro absurdo quando comparamos com os valores do Bolsa Família e demais medidas assistenciais do Governo do PT/PMDB, já que apenas 2,7% do orçamento tem de abranger cerca de 40 milhões de famílias pobres brasileiras; ou o próprio salário mínimo, já que não oferece condição alguma de sustentar famílias inteiras. Enquanto os índices da inflação aumentam, o PIB nacional decresce a cada nova estimativa dos economistas, mantendo-se, atualmente, em 0,27%. Ou seja, resultado da política econômica inplementada por Dilma (PT/PMDB), a mesma defendida por Aécio (PSDB).
Um ou outro manterá e ampliará a política neoliberal, iniciada em 1995 por FHC com a regulamentação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) mantida por Lula e Dilma, a qual obriga governos estaduais e prefeituras a terceirizarem serviços; além da transferência do que é público para as mãos da iniciativa privada. Foi assim na década de 1990 com os governos tucanos a nível federal com FHC e estadual com privatizações de setores como minas e energia, telecomunicações, transportes etc. Da mesma maneira como atuaram Lula e Dilma de 2003 até agora, privatizando portos e aeroportos, estádios de futebol (Maracanã), leiloando a preço de banana a reserva petrolífera do Campo de Libras, transferindo a saúde e educação pública para o mercado financeiro privado, com medidas como a EBSERH nas universidades federais e o próprio PROUNI, e como apontam os marcos do PNE aprovado neste ano que escancara os cofres públicos para atender os interesses dos tubarões do ensino, visando mercantilizar cada vez mais a educação.
A política de repressão aos movimentos sociais, bem como à juventude que foi às ruas em junho de 2013 e à classe trabalhadora que protagonizou as lutas em greves históricas em 2014, será mantida! Da mesma forma como atuou o governo Dilma a nível federal e os governos estaduais do PSDB reprimindo e criminalizando a juventude negra e pobre nas favelas, como fez o governador Geraldo Alckmin com o MTST e com os metroviários em SP, como fez o governo Cabral/Pezão (aliado de Dilma) com Amarildo, Cláudia e DG, além dos protestos e greves com o aparato da Força Nacional, o Exército, tropa de choque e a política genocida de UPPs, sem falar dos altos investimentos bélicos com os acordos diplomáticos com o Estado sionista-terrorista de Israel.
Dilma e Aécio também representam o mesmo projeto conservador, pois ambos tem como aliados os setores mais reacionários da política brasileira. Com Aécio estão Silas Malafaia, Jair Bolsonaro e Marcos Feliciano, apesar deste ter pertencido à base do governo Dilma até pouco tempo chegando à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal através de acordos com o PT. Com Dilma estão Edir Macedo, Garotinho, Collor, Calheiros, Barbalho, Katia Abreu, Maluf e Sarney. O Congresso Nacional segue tão conservador como antes, com a tarefa de impedir que os direitos das mulheres, negros e negras, LGBTs, trabalhadores e indígenas avancem, seja como base de sustentação do PT ou PSDB!
O papel da direção majoritária da UNE e da Oposição de Esquerda
Desde o primeiro turno, a direção majoritária da UNE (UJS/PCdoB/PT) já estava em campanha para Dilma e seus candidatos a nível estadual. No MA, estavam com os tucanos, pois o PSDB era vice do governo eleito Flávio Dino (PCdoB). No AL, estavam na campanha do Collor, o mesmo que a UNE ajudou a derrubar há vinte anos atrás. Ou seja, estavam do lado da velha política, atuando para eleger os conservadores que atacam os direitos da juventude! Agora no segundo turno, estão em campanha aberta para Dilma, tentando iludir a juventude e escondendo os projetos de privatização e precarização que os governos do PT aplicaram nas federais.
Discordamos da postura de companheiros da Oposição de Esquerda. UJR e JSOL, por exemplo, argumentam seu voto em Dilma para deter a onda conservadora que atinge o país, omitindo que parte do conservadorismo governa hoje ao lado de Dilma e do PT. Além disso, a última resolução da OE apresentada no dia 14/10 também ilude os estudantes, como se Dilma fosse “menos pior” que Aécio. Para nós, a principal tarefa da Oposição de Esquerda da UNE é de preparar os estudantes, pela base nas universidades, para lutar contra os ataques que sofrerá a educação superior no próximo governo, seja com PT ou PSDB.
Votar nulo e organizar a juventude e os trabalhadores para seguir a luta contra o governo que vier!
Toda essa política econômica que é transferência do público para o setor privado, que serve para dizimar a juventude e reprimir trabalhadores, defendida tanto por Dilma como por Aécio, está em detrimento de maiores investimentos para o que deveria ser público de direito constitucional.
Portanto, só com a luta nas ruas e greves garantiremos os investimentos reais e expressivos, como por exemplo, os 10% do PIB para a educação e saúde, que deveriam ser investidos em aberturas de vagas para todos que queiram ingressar no Ensino Superior gratuito e de qualidade, pondo fim ao vestibular e ao método meritocrático de avaliação; em bolsas de pesquisa e extensão; em assistência estudantil e moradia estudantil aos que moram distante dos campus; em bandejões e ampliação dos RUs para por fim às filas; em uma expansão de vagas das universidades oposta ao REUNI, na qual o estudante pobre e trabalhador possa concluir sua formação; em hospitais públicos que tenham médicos, enfermeiros e servidores bem pagos que atendam a população com qualidade; e com salários dignos para todos servidores públicos. Os investimentos devem garantir transportes coletivos que sejam públicos de fato e com passe-livre para a juventude e desempregados, rumo à tarifa zero, principal reivindicação em junho de 2013.

Justiça para Ayotzinapa! Somos todos 43!

Em 26 de setembro um dos maiores massacres da história do México acontecia, quando estudantes da Escola Normal Rural de Ayotzinapa foram atacados por agentes municipais de Iguala – cidade do estado de Guerrero – e homens “encapuzados” pertencentes a grupos criminosos vinculados às autoridades estatais, resultando na morte de quatro e no desaparecimento de 43 jovens. O que ocorreu com os “normalistas” de Ayotzinapa é semelhante ao que ocorre em diversas comunidades e periferias no Brasil, onde a juventude é brutalmente assassinada, seja pela guerra entre o poder estatal e o tráfico ou no conluio entre governos e milícias, assim como no RJ.
Milhares de jovens decidiram dar nas ruas uma resposta ao massacre cometido contra os estudantes, uma indignação que extrapolou os níveis locais provocando uma onda de mobilizações massivas em cidades do México, com ações radicalizadas como a na capital de Guerrero, quando mais de 2 mil estudantes atacaram e ataram fogo no Palácio do Governo, além de ocupação de prefeituras e de fechamentos de estradas no estado. Além disso, a solidariedade de entidades estudantis e de trabalhadores levaram a paralisação com greve em universidades e escolas. Ainda que o governo de Enrique Peña Neto, presidente do México, responda os manifestantes com ainda mais repressão, um novo dia de lutas nacional e internacional foi convocado para o dia 22 de outubro. Na verdade, o Peña Nieto precisa ser responsabilizado pelas mortes do quatro e pelo desaparecimento dos 43, pois seu governo promove uma política nacional de escalada de repressão contra aqueles que ousam lutar no México contra uma crise econômica e social que é de responsabilidade do seu governo!
Somos solidários à dor e à luta dos jovens mexicanos que tomam as ruas exigindo o aparecimento dos 43 normalistas de Ayotzinapa, a investigação e a punição do responsáveis!
Vamos à Luta!

11/10/2014

Greve dos operadores de telemarketing da CONTAX/BH conquista vitórias

Na última sexta-feira encerrou-se os 7 dias de intensa greve e mobilização dos operadores de telemarketing da CONTAX em BH. Foi uma importante luta de uma categoria com pouca tradição de mobilização, com piquetes durante todos os dias de greve e com uma adesão considerável, levando em conta as pressões e as mentiras propagadas pela empresa. Os trabalhadores deram um show de disposição na luta, com muitas palavras de ordem, no convencimento dos outros trabalhadores, na disciplina e na organização da greve. A direção do sindicato, que estava ausente da empresa durante muito tempo, foi empurrada pelos trabalhadores a encampar a luta.

As principais conquistas da greve foram o pagamento do retroativo de aumento salarial que deveria ter ocorrido em maio para os trabalhadores que recebem mais de um salário, o reajuste do vale alimentação e o pagamento da PLR em 35% de um salário sem as restrições pretendidas pela empresa. Sabemos que as vitórias estão muito aquém das reais necessidades dos trabalhadores, por isso é importante que o comando de greve se organize e prepare uma poderosa campanha salarial no primeira semestre de 2015. Também é importante que a direção do sindicato esteja a altura das necessidades e exigências da categoria.

Mas além do ganho econômico, a greve foi uma importante vitória política, uma vez que os trabalhadores enfrentaram uma poderosa multinacional que super explora os trabalhadores e impõe salários e benefícios baixíssimos. Muitos dos operadores, jovens entre 18 e 25 anos, participaram de sua primeira greve e com certeza tiraram lições sobre a necessidade de luta e de organização dos trabalhadores. A Greve de BH também ajudou a impulsionar a luta dos trabalhadores em Porto Alegre e em outras cidades, demonstrando a necessidade de unificar as lutas.
Nós do Coletivo Vamos à Luta e da CST/PSOL estivemos desde o início na mobilização e na organização dos trabalhadores, seja com nossos militantes que trabalham na empresa ou com o apoio de militantes do movimento estudantil. Nossa candidata a deputada estadual Rana, suspendeu todas as atividades de campanha para acompanhar e apoiar a luta dos operadores da CONTAX. Seguiremos nessa batalha, com os trabalhadores, pois acreditamos que só a luta muda a vida!